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Sinal trocado?

A recente decisão do Copom de baixar a taxa básica de juros em 0, 75 ponto contradiz a posição cautelosa do Banco Central


Dgabc

22/03/2012 | 00:00


Artigo

A recente decisão do Copom de baixar a taxa básica de juros em 0, 75 ponto contradiz a posição cautelosa do Banco Central em relação ao comportamento da inflação no ano de 2011 e abre a perspectiva de recrudescimento da espiral de preços mais a frente. Há exatos 12 meses nossa economia experimentava aumento abrupto da inflação, o que obrigou a autoridade monetária elevar a taxa Selic de modo a amortecer o impacto da herança deixada pelo último ano do governo Lula (despesas públicas em franca expansão), além de choque de preços agrícolas, que corroeu o poder de compra dos assalariados.

À medida que os preços das commodities se reduziam, mormente no segundo semestre, o Banco Central iniciou afrouxamento da política monetária, que redundou na redução da taxa básica de juros em 2,25 pontos desde agosto de 2011, mas aproximou a inflação do teto da meta, de 6,5%. Diante deste cenário, o que esperar da economia em 2012? Em primeiro lugar, a retomada do crédito (e com ele a elevação do consumo, que se constitui como a força motriz da economia brasileira) poderá reativar a aceleração do crescimento econômico, superando o resultado do ano passado, que frustrou as expectativas mais pessimistas do governo e de parte dos analistas, e que provavelmente motivou o Banco Central a derrubar a taxa básica de juros para um dígito.

Em segundo lugar, a despeito da freada do mês de janeiro, a indústria deverá retomar seu fôlego, não obstante a persistente valorização da taxa de câmbio e a debilidade das economias europeias. O volume de crédito mantém grau de elasticidade elevado em relação à taxa de juros, que deverá seguir sua trajetória de queda nas próximas reuniões, elevando as vendas da indústria.

A combinação destas duas variáveis poderá acelerar o crescimento econômico ao longo deste ano, mas pressionará o preço dos produtos industriais e dos serviços, colocando novamente a inflação em tendência ascendente. A manutenção da redução da taxa básica de juros é imperativo e desejo dos setores industriais, bem como dos trabalhadores e demais agentes econômicos. A pergunta que fica é se o Banco Central não exagerou na dose e se não se assustou com o decepcionante resultado do PIB no ano passado. A divulgação da ata da última reunião talvez nos ajude nas respostas. É hora de termos paciência, o que provavelmente faltou aos diretores do Bacen.

Ricardo Balistiero é economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

Palavra do leitor

Diário 15 mil - 1
É com muita alegria que a equipe da Trivia Comunicação parabeniza o Diário do Grande ABC pela marca de 15 mil edições ininterruptas nesses quase 54 anos de contribuição à nossa região.
Trivia Comunicação

Diário 15 mil - 2
Prezados Ronan Maria Pinto, Lidiane Fernandes Pinto Soares e Sérgio Vieira, saudamo-vos com um gesto de alegria a conquista de 15 mil exemplares do mais importante jornal regional de nosso País, o Diário do Grande ABC. Próximo a completar 54 anos de protagonismo na evolução das sete cidades, só temos a agradecer e reconhecer a importância de uma imprensa livre, combativa e atuante, em defesa dos interesses coletivos de nossa sociedade. Parabéns a todos os funcionários e corpo diretivo deste democrático veículo de imprensa. Grande abraço.
Elísio Peixoto, presidente da Associação dos Amigos de São Caetano

Diário 15 mil - 3
Faço parte da geração que desfrutou de boa parte das 15 mil edições publicadas por este Diário. Inegavelmente, foi essencial para a compreensão do desenvolvimento de nossa região, com profunda percepção das demandas da nossa sociedade e principalmente para o aperfeiçoamento político e profissional que pauta minha cidadania. Desejo sinceramente que as próximas gerações continuem tendo essa oportunidade. Parabéns e sucesso sempre!
Adauto Campanella
São Caetano

Diário 15 mil - 4
Parabéns ao querido Diário do Grande ABC, que chega a 15 mil edições. Importante e imprescindível para nossa região e para a democracia nacional. Participou de muitos movimentos importantes para que tivéssemos melhorias para todo o Grande ABC. Principal e maior veículo nosso, colabora muito com a vida das pessoas, solidário e amigo. É um bálsamo para nós, leitores assíduos, ávidos em saber o que ocorre nos assuntos ‘caseiros' de política, Saúde, Segurança, Esportes, sociais e Cultural da nossa querida região.
Eduardo Zago
Mauá

Lixo na rua
Na esquina entre as ruas Mendes Leal e Isabel, na Vila Palmares, em Santo André, os moradores estão jogando lixo, portas e móveis velhos na rua. Além de tudo isso, uma pessoa deixa no local todos os dias uma montanha de pão picado para alimentar pombos, causando transtorno para os pedestres e trazendo, além dos pombos, outros animais peçonhentos. Urgência nas providências!
Célia Hernandes
Santo André

Monotrilho
Gostaria que alguém ligado à Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo me explicasse o motivo que leva a exigirem uma série de estudos de impacto ambiental para a construção do ‘monotrilho', que fica suspenso, e nada exigem para a colocação de 1.000 carros por dia nas ruas. Eu só quero entender.
José Carlos Costa
Capital



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A recente decisão do Copom de baixar a taxa básica de juros em 0, 75 ponto contradiz a posição cautelosa do Banco Central

Dgabc

22/03/2012 | 00:00


Artigo

A recente decisão do Copom de baixar a taxa básica de juros em 0, 75 ponto contradiz a posição cautelosa do Banco Central em relação ao comportamento da inflação no ano de 2011 e abre a perspectiva de recrudescimento da espiral de preços mais a frente. Há exatos 12 meses nossa economia experimentava aumento abrupto da inflação, o que obrigou a autoridade monetária elevar a taxa Selic de modo a amortecer o impacto da herança deixada pelo último ano do governo Lula (despesas públicas em franca expansão), além de choque de preços agrícolas, que corroeu o poder de compra dos assalariados.

À medida que os preços das commodities se reduziam, mormente no segundo semestre, o Banco Central iniciou afrouxamento da política monetária, que redundou na redução da taxa básica de juros em 2,25 pontos desde agosto de 2011, mas aproximou a inflação do teto da meta, de 6,5%. Diante deste cenário, o que esperar da economia em 2012? Em primeiro lugar, a retomada do crédito (e com ele a elevação do consumo, que se constitui como a força motriz da economia brasileira) poderá reativar a aceleração do crescimento econômico, superando o resultado do ano passado, que frustrou as expectativas mais pessimistas do governo e de parte dos analistas, e que provavelmente motivou o Banco Central a derrubar a taxa básica de juros para um dígito.

Em segundo lugar, a despeito da freada do mês de janeiro, a indústria deverá retomar seu fôlego, não obstante a persistente valorização da taxa de câmbio e a debilidade das economias europeias. O volume de crédito mantém grau de elasticidade elevado em relação à taxa de juros, que deverá seguir sua trajetória de queda nas próximas reuniões, elevando as vendas da indústria.

A combinação destas duas variáveis poderá acelerar o crescimento econômico ao longo deste ano, mas pressionará o preço dos produtos industriais e dos serviços, colocando novamente a inflação em tendência ascendente. A manutenção da redução da taxa básica de juros é imperativo e desejo dos setores industriais, bem como dos trabalhadores e demais agentes econômicos. A pergunta que fica é se o Banco Central não exagerou na dose e se não se assustou com o decepcionante resultado do PIB no ano passado. A divulgação da ata da última reunião talvez nos ajude nas respostas. É hora de termos paciência, o que provavelmente faltou aos diretores do Bacen.

Ricardo Balistiero é economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

Palavra do leitor

Diário 15 mil - 1
É com muita alegria que a equipe da Trivia Comunicação parabeniza o Diário do Grande ABC pela marca de 15 mil edições ininterruptas nesses quase 54 anos de contribuição à nossa região.
Trivia Comunicação

Diário 15 mil - 2
Prezados Ronan Maria Pinto, Lidiane Fernandes Pinto Soares e Sérgio Vieira, saudamo-vos com um gesto de alegria a conquista de 15 mil exemplares do mais importante jornal regional de nosso País, o Diário do Grande ABC. Próximo a completar 54 anos de protagonismo na evolução das sete cidades, só temos a agradecer e reconhecer a importância de uma imprensa livre, combativa e atuante, em defesa dos interesses coletivos de nossa sociedade. Parabéns a todos os funcionários e corpo diretivo deste democrático veículo de imprensa. Grande abraço.
Elísio Peixoto, presidente da Associação dos Amigos de São Caetano

Diário 15 mil - 3
Faço parte da geração que desfrutou de boa parte das 15 mil edições publicadas por este Diário. Inegavelmente, foi essencial para a compreensão do desenvolvimento de nossa região, com profunda percepção das demandas da nossa sociedade e principalmente para o aperfeiçoamento político e profissional que pauta minha cidadania. Desejo sinceramente que as próximas gerações continuem tendo essa oportunidade. Parabéns e sucesso sempre!
Adauto Campanella
São Caetano

Diário 15 mil - 4
Parabéns ao querido Diário do Grande ABC, que chega a 15 mil edições. Importante e imprescindível para nossa região e para a democracia nacional. Participou de muitos movimentos importantes para que tivéssemos melhorias para todo o Grande ABC. Principal e maior veículo nosso, colabora muito com a vida das pessoas, solidário e amigo. É um bálsamo para nós, leitores assíduos, ávidos em saber o que ocorre nos assuntos ‘caseiros' de política, Saúde, Segurança, Esportes, sociais e Cultural da nossa querida região.
Eduardo Zago
Mauá

Lixo na rua
Na esquina entre as ruas Mendes Leal e Isabel, na Vila Palmares, em Santo André, os moradores estão jogando lixo, portas e móveis velhos na rua. Além de tudo isso, uma pessoa deixa no local todos os dias uma montanha de pão picado para alimentar pombos, causando transtorno para os pedestres e trazendo, além dos pombos, outros animais peçonhentos. Urgência nas providências!
Célia Hernandes
Santo André

Monotrilho
Gostaria que alguém ligado à Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo me explicasse o motivo que leva a exigirem uma série de estudos de impacto ambiental para a construção do ‘monotrilho', que fica suspenso, e nada exigem para a colocação de 1.000 carros por dia nas ruas. Eu só quero entender.
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Capital

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