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Reunião do Plano
Brasil Maior é marcada

Encontro ocorrerá na 1ª semana de abril; na ocasião, será
definida desoneração da folha de pagamento para autopeças


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

24/03/2012 | 07:03


O setor de autopeças pode ser beneficiado pela desoneração da folha de pagamento na próxima reunião do governo para discutir as diretrizes do Plano Brasil Maior, que ocorrerá na primeira semana de abril. A afirmação é do assessor da Presidência da República, José Lopez Feijóo, que não soube precisar o dia. Ele participou ontem da comemoração dos 20 anos da CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos) da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

No ano passado, como medida de incentivo à indústria nacional, o plano desonerou a folha de pagamento de setores que têm o uso intensivo de mão de obra: confecções, calçados e artefatos e software.

Os empregadores desses segmentos deixaram de recolher 20% de INSS sobre o valor dos salários de todos os seus funcionários. Por outro lado, foram instituídas novas alíquotas, de 1,5% (calçados e confecções) e 2% (software). O benefício não foi alterado.

Além das autopeças, poderão ser beneficiadas também as indústrias de móveis (que já estava prevista no ano passado), aeroespacial e têxtil.

Na reunião de abril, serão discutidas também as políticas industriais a serem tomadas diante do cenário de enxurradas de importações e perda de emprego no segmento e novo marco regulatório do setor automotivo. Feijóo disse que essa era uma resposta às cobranças dos trabalhadores metalúrgicos ao Brasil Maior.

Ele lembrou ainda conquista da construção civil obtida no dia 14, quando foi assinado o direito de representação sindical nos canteiros de obra.

CONQUISTAS - O presidente da CUT, Artur Henrique, que também participou da comemoração, disse que um fato que contribuiu significativamente às conquistas dos metalúrgicos foi durante a crise de 2008, quando diversos empresários defenderam a redução de salários e direitos dos trabalhadores. "Nós fechamos a Via Anchieta protestando. E o Lula (ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) foi para a televisão pedir que os brasileiros consumissem. Deu certo."

Para o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, foi determinante movimento de greves no Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, em 2002, para equalizar salários e direitos dos metalúrgicos. "A campanha visando contrato coletivo nacional não igualou os rendimentos, mas melhorou a situação de muita gente, principalmente no Paraná."



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Reunião do Plano
Brasil Maior é marcada

Encontro ocorrerá na 1ª semana de abril; na ocasião, será
definida desoneração da folha de pagamento para autopeças

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

24/03/2012 | 07:03


O setor de autopeças pode ser beneficiado pela desoneração da folha de pagamento na próxima reunião do governo para discutir as diretrizes do Plano Brasil Maior, que ocorrerá na primeira semana de abril. A afirmação é do assessor da Presidência da República, José Lopez Feijóo, que não soube precisar o dia. Ele participou ontem da comemoração dos 20 anos da CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos) da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

No ano passado, como medida de incentivo à indústria nacional, o plano desonerou a folha de pagamento de setores que têm o uso intensivo de mão de obra: confecções, calçados e artefatos e software.

Os empregadores desses segmentos deixaram de recolher 20% de INSS sobre o valor dos salários de todos os seus funcionários. Por outro lado, foram instituídas novas alíquotas, de 1,5% (calçados e confecções) e 2% (software). O benefício não foi alterado.

Além das autopeças, poderão ser beneficiadas também as indústrias de móveis (que já estava prevista no ano passado), aeroespacial e têxtil.

Na reunião de abril, serão discutidas também as políticas industriais a serem tomadas diante do cenário de enxurradas de importações e perda de emprego no segmento e novo marco regulatório do setor automotivo. Feijóo disse que essa era uma resposta às cobranças dos trabalhadores metalúrgicos ao Brasil Maior.

Ele lembrou ainda conquista da construção civil obtida no dia 14, quando foi assinado o direito de representação sindical nos canteiros de obra.

CONQUISTAS - O presidente da CUT, Artur Henrique, que também participou da comemoração, disse que um fato que contribuiu significativamente às conquistas dos metalúrgicos foi durante a crise de 2008, quando diversos empresários defenderam a redução de salários e direitos dos trabalhadores. "Nós fechamos a Via Anchieta protestando. E o Lula (ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) foi para a televisão pedir que os brasileiros consumissem. Deu certo."

Para o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, foi determinante movimento de greves no Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, em 2002, para equalizar salários e direitos dos metalúrgicos. "A campanha visando contrato coletivo nacional não igualou os rendimentos, mas melhorou a situação de muita gente, principalmente no Paraná."

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