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Loja dá calote em dono de carro


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

08/12/2005 | 08:15


O proprietário da loja de veículos Veron Multimarcas, Oswaldo Venega, 47 anos, que mantinha até a semana passada o estabelecimento instalado no Auto Shopping Global, no Parque Novo Oratório, em Santo André, é acusado de dar calote em pelo menos sete clientes neste ano. Venega foi indiciado por estelionato no 2º DP do município, onde foram registradas as ocorrências.

Na quinta-feira passada, Venega abandonou o espaço que utilizava no Auto Shopping Global e sumiu. A administração do shopping lacrou a loja e entrou com ação judicial contra o proprietário por cobrança de aluguéis atrasados e reintegração de posse do espaço que usava.

A último caso registrado foi quarta-feira. O metalúrgico José Aparecido de Souza Tigre, 51 anos, morador do Centreville, em Santo André, afirma que recebeu de Venega um cheque sem fundos de R$ 34 mil referente à venda do seu Fox vermelho, ano 2005, que deixou em consignação na Veron Multimarcas.

“Deixei meu carro na loja em novembro e esse sujeito se encarregou de vender. Fizemos um contrato de consignação, tudo direitinho. No começo da semana passada, ele me entregou o cheque, só que estava sem fundo. Queria comprar um Cross Fox com o dinheiro, já estava tudo certo. Agora fiquei sem nada”, contou o metalúrgico.

Tigre disse que um dia depois voltou ao Auto Shopping Global para falar com o proprietário e encontrou a loja lacrada. “A loja estava vazia. Não havia mais nenhum carro. Eu e meu pai fomos até a administração do shopping e nos informaram que havia várias reclamações contra a loja. Reclamamos que, se já tinham essas queixas, como é que deixavam essa loja funcionar. Não responderam nada para a gente”, contou a filha do metalúrgico, a auxiliar de enfermagem Joyce Garcia Tigre, 23 anos.

“Vamos processar tanto o proprietário da loja quanto o shopping. Entendemos que as duas partes nos prejudicaram”, argumentou Joyce. “Quem deve responder pelo prejuízo é a loja, não o shopping, a não ser que haja propaganda específica do shopping garantindo as obrigações de todos os lojistas”, afirmou o diretor do Procon de Santo André, Manoel Silva.

O gerente operacional do shopping, Mário Figueiredo, afirmou que foram registradas no serviço de atendimento ao cliente da empresa cinco reclamações contra a loja desde que a nova administração assumiu o controle, há dois meses. “Não foram queixas de calote, mas de entrega de documentos e coisas do tipo. Procuramos sempre resolver todos os problemas entre lojistas e clientes. Podemos romper contrato com o lojista em caso de estelionato. Nesse caso da Veron, o dono sumiu antes de podermos tentar resolver esse suposto caso de calote”, afirmou Figueiredo.

Como não levar prejuízo ao deixar seu carro consignado

- Não fazer acordo verbal.

- Exigir contrato formal de consignação, estabelecendo valor mínimo de venda e tempo que

o carro ficará exposto na loja.

- Exigir título de crédito da loja: nota promissória ou cheque da empresa.

- Buscar informações sobre o estabelecimento com outros clientes que fizeram negócios.

- Procurar dar preferência a empresas que são conhecidas no mercado e que estão estabelecidas há bastante tempo.

- Exigir o estatuto social da empresa para checar sua saúde financeira em caso de calote.


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Loja dá calote em dono de carro

Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

08/12/2005 | 08:15


O proprietário da loja de veículos Veron Multimarcas, Oswaldo Venega, 47 anos, que mantinha até a semana passada o estabelecimento instalado no Auto Shopping Global, no Parque Novo Oratório, em Santo André, é acusado de dar calote em pelo menos sete clientes neste ano. Venega foi indiciado por estelionato no 2º DP do município, onde foram registradas as ocorrências.

Na quinta-feira passada, Venega abandonou o espaço que utilizava no Auto Shopping Global e sumiu. A administração do shopping lacrou a loja e entrou com ação judicial contra o proprietário por cobrança de aluguéis atrasados e reintegração de posse do espaço que usava.

A último caso registrado foi quarta-feira. O metalúrgico José Aparecido de Souza Tigre, 51 anos, morador do Centreville, em Santo André, afirma que recebeu de Venega um cheque sem fundos de R$ 34 mil referente à venda do seu Fox vermelho, ano 2005, que deixou em consignação na Veron Multimarcas.

“Deixei meu carro na loja em novembro e esse sujeito se encarregou de vender. Fizemos um contrato de consignação, tudo direitinho. No começo da semana passada, ele me entregou o cheque, só que estava sem fundo. Queria comprar um Cross Fox com o dinheiro, já estava tudo certo. Agora fiquei sem nada”, contou o metalúrgico.

Tigre disse que um dia depois voltou ao Auto Shopping Global para falar com o proprietário e encontrou a loja lacrada. “A loja estava vazia. Não havia mais nenhum carro. Eu e meu pai fomos até a administração do shopping e nos informaram que havia várias reclamações contra a loja. Reclamamos que, se já tinham essas queixas, como é que deixavam essa loja funcionar. Não responderam nada para a gente”, contou a filha do metalúrgico, a auxiliar de enfermagem Joyce Garcia Tigre, 23 anos.

“Vamos processar tanto o proprietário da loja quanto o shopping. Entendemos que as duas partes nos prejudicaram”, argumentou Joyce. “Quem deve responder pelo prejuízo é a loja, não o shopping, a não ser que haja propaganda específica do shopping garantindo as obrigações de todos os lojistas”, afirmou o diretor do Procon de Santo André, Manoel Silva.

O gerente operacional do shopping, Mário Figueiredo, afirmou que foram registradas no serviço de atendimento ao cliente da empresa cinco reclamações contra a loja desde que a nova administração assumiu o controle, há dois meses. “Não foram queixas de calote, mas de entrega de documentos e coisas do tipo. Procuramos sempre resolver todos os problemas entre lojistas e clientes. Podemos romper contrato com o lojista em caso de estelionato. Nesse caso da Veron, o dono sumiu antes de podermos tentar resolver esse suposto caso de calote”, afirmou Figueiredo.

Como não levar prejuízo ao deixar seu carro consignado

- Não fazer acordo verbal.

- Exigir contrato formal de consignação, estabelecendo valor mínimo de venda e tempo que

o carro ficará exposto na loja.

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