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Copom mantém Selic em 10,75% ao ano


Das Agências

21/10/2010 | 07:02


O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) manteve, pela segunda vez seguida, a Selic (taxa básica de juros) em 10,75% ao ano. O índice vigora desde 21 de julho, data da penúltima reunião do colegiado. E, pela expectativa dos analistas financeiros, a Selic deve permanecer nesse patamar pelo menos até o fim do primeiro trimestre de 2011.

Em nota, o comitê diz que "avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% ao ano, sem viés", ou seja, sem a possibilidade de revisão. A ata dessa reunião será divulgada no dia 28 e o próximo encontro do Copom, o último de 2010, ocorrerá nos dias 7 e 8 de dezembro.

Na avaliação dos analistas, a inflação está sob controle, apesar de ligeiramente acima do centro da meta de 4,5% traçada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), o que justifica a manutenção do índice.

De acordo com o Boletim Focus, divulgado pelo BC na segunda-feira, a expectativa média de centena de analistas de mercado e de instituições financeiras aponta para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 5,20% neste ano e de 4,99% em 2011, dentro das margens permitidas de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Para o professor de Economia da UnB (Universidade de Brasília), Roberto Piscitelli, "os juros deveriam cair mais, de modo a desestimular investimentos externos em aplicações financeiras e reduzir a valorização do real em relação ao dólar". Seria uma forma, segundo ele, de o Copom contribuir com o esforço governamental de conter a queda da moeda norte-americana e dar mais competitividade de preços às exportações brasileiras.

Para conter a valorização excessiva do real, o governo elevou, duas vezes, neste ano, a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre investimentos externos em renda fixa. E o BC, com o mesmo objetivo, tem realizado leilões duplos, quase diariamente, para comprar dólares no mercado à vista.



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Copom mantém Selic em 10,75% ao ano

Das Agências

21/10/2010 | 07:02


O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) manteve, pela segunda vez seguida, a Selic (taxa básica de juros) em 10,75% ao ano. O índice vigora desde 21 de julho, data da penúltima reunião do colegiado. E, pela expectativa dos analistas financeiros, a Selic deve permanecer nesse patamar pelo menos até o fim do primeiro trimestre de 2011.

Em nota, o comitê diz que "avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% ao ano, sem viés", ou seja, sem a possibilidade de revisão. A ata dessa reunião será divulgada no dia 28 e o próximo encontro do Copom, o último de 2010, ocorrerá nos dias 7 e 8 de dezembro.

Na avaliação dos analistas, a inflação está sob controle, apesar de ligeiramente acima do centro da meta de 4,5% traçada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), o que justifica a manutenção do índice.

De acordo com o Boletim Focus, divulgado pelo BC na segunda-feira, a expectativa média de centena de analistas de mercado e de instituições financeiras aponta para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 5,20% neste ano e de 4,99% em 2011, dentro das margens permitidas de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Para o professor de Economia da UnB (Universidade de Brasília), Roberto Piscitelli, "os juros deveriam cair mais, de modo a desestimular investimentos externos em aplicações financeiras e reduzir a valorização do real em relação ao dólar". Seria uma forma, segundo ele, de o Copom contribuir com o esforço governamental de conter a queda da moeda norte-americana e dar mais competitividade de preços às exportações brasileiras.

Para conter a valorização excessiva do real, o governo elevou, duas vezes, neste ano, a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre investimentos externos em renda fixa. E o BC, com o mesmo objetivo, tem realizado leilões duplos, quase diariamente, para comprar dólares no mercado à vista.

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