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Empresas do Grupo 9 oferecem reajuste pedido pela Força
Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC
28/10/2004 | 10:02
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O Grupo 9 (máquinas, eletroeletrônicos e outros) finalmente ofereceu na quarta-feira o reajuste pedido pelos metalúrgicos da Força Sindical e da CUT (Central Única dos Trabalhadores): reposição da inflação de 12 meses pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais aumento real de 4%.

O índice final, que deve ficar entre 9% e 10%, pode encerrar as manifestações que acontecem no interior paulista pela CUT e deve impedir as paralisações que já tinham sido programadas pela Força no Grande ABC. O Grupo Fundição, que também está em negociação com a Força mas não sofre paralisações, ofereceu quarta-feira o mesmo reajuste.

As propostas, no entanto, ainda não foram aceitas pelas centrais, que devem definir até sexta-feira, em conjunto com os sindicatos patronais, a data específica de sua aplicação.

"A proposta é um avanço, pois já garantimos reajuste de acordo com o que pedimos na nossa campanha. Resta definir como esse aumento será aplicado e também outros pontos, como a questão das horas extras. Vamos aguardar até sexta-feira", afirmou Cícero Firmino, o Martinha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, ligado à Força.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (ligado à CUT), José Lopez Feijóo, afirmou que a proposta ainda não foi confirmada oficialmente pelo sindicato patronal.

"Aguardamos a oficialização da proposta, pois precisamos saber de todos os detalhes para nos posicionarmos de maneira definitiva e passar a questão para a avaliação dos trabalhadores", afirmou.

No caso da CUT, a proposta também incluiria a mudança da data-base da categoria - uma das demandas da entidade - de novembro para agosto (a CUT pedia transferência para setembro). A central possui aproximadamente 40 mil trabalhadores dos grupos 9, 10 e Fundição no Grande ABC.

O Grupo 10 (mecânica, funilaria, iluminação, estamparia e outros), que sofre paralisações em bases sindicais da Força, incluindo o Grande ABC, reúne-se nesta quinta-feira com metalúrgicos das duas centrais. A última oferta de reajuste do sindicato patronal foi de 8%.

Paralisações - Em Santo André, três empresas do Grupo 10 foram paralisadas quarta-feira, envolvendo de 130 a 150 trabalhadores, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André. As indústrias atingidas foram: ACC, Brastac e Pentágono.

"Continuamos com o processo de discussão da campanha com os trabalhadores, por meio de assembléias e paralisação de cerca de uma hora da produção. Essas foram manifestações de aviso, sem o intuito de realmente afetar a produção, porque estamos no meio de um processo de negociação", afirmou Martinha, presidente do sindicato.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, que optou por realizar acordos diretos com empresas (quatro ao todo), não realizou manifestações quarta-feira. A Força Sindical possui cerca de 18 mil trabalhadores dos grupos 9, 10 e Fundição no Grande ABC.

Na cidade de São Paulo, a Força Sindical contabiliza 65 acordos diretos com empresas, que previam o mesmo reajuste conseguido na negociação com o sindicato patronal: 12 meses de inflação mais aumento real de 4%.




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