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Mesmo com iminente expulsão, Maranhão quer ficar no PSDB

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Saída do prefeito de Rio Grande da Serra da legenda é debatida por executiva estadual desde declaração de voto à reeleição de Dilma


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

22/11/2014 | 07:00


Mesmo com a iminente expulsão do PSDB por ter apoiado a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, afirmou ter o desejo de continuar na legenda. Na corrida presidencial, a sigla foi representada pelo senador Aécio Neves.

“Eu sou do PSDB, tenho muita gratidão por tudo que conquistei aqui. Pedi votos ao governador (Geraldo) Alckmin (do PSDB, que se reelegeu chefe do Executivo paulista). Quero permanecer e seguir meu trabalho por ter a certeza de que tenho muito a conquistar ainda”, considerou Maranhão.

Único tucano a comandar uma Prefeitura do Grande ABC, o político cometeu falta grave, segundo o Conselho de Ética do diretório estadual do partido, que na semana passada emitiu parecer favorável à sua expulsão. O documento está nas mãos do presidente estadual da sigla, deputado federal Duarte Nogueira, que irá reunir integrantes do diretório, ainda sem data marcada, para julgar o destino do prefeito.
“Até o momento não fui notificado de nada. Diretamente não fui avisado e acredito que vou poder argumentar sobre todo o episódio. Enquanto isso, sigo com minha cabeça tranquila e focando em minhas ações de trabalho”, opinou.

Sobre o futuro, caso se confirme a expulsão, Maranhão se esquiva, acreditando que o momento é precoce para qualquer projeção. “Enquanto eu não for notificado oficialmente, penso que é precipitado emitir qualquer opinião. Eu me preocupo em continuar seguindo a minha vida. Tem muita coisa boa acontecendo aqui na cidade e outros projetos que precisam ser elaborados. Tenho certeza que isso é mais importante para a população.”

HISTÓRICO
Em julho, pouco antes do início do processo eleitoral, Maranhão declarou seu voto a Dilma durante encontro que formalizou assinatura de contrato de transferência de recursos para obras de Mobilidade Urbana, em Brasília. “Quero enaltecer as obras da presidente, que vem fazendo política muito republicana. A senhora sabe que sou do PSDB, mas meu coração e minha alma são vermelhos. E a senhora fez com que Brasília fosse mais próxima de Rio Grande da Serra do que o Palácio dos Bandeirantes. Tem a minha gratidão, meu reconhecimento e, principalmente, meu voto”, disse, à época.

A fala causou grande polêmica e revolta entre caciques tucanos. Um dos a se manifestar foi o senador e ex-candidato a vice-presidente da República Aloysio Nunes, que pediu expulsão imediata do prefeito. No entanto, os dirigentes do PSDB contornaram a situação, prevendo mudança de postura no futuro, o que não aconteceu. Meses depois, Maranhão, em carta de defesa, não negou apoio nem participação na campanha da petista, maior rival dos tucanos, e, em carro de som, pediu votos à petista, que venceu em Rio Grande no segundo turno – Dilma angariou 50,62% (12.698 votos) contra 49,38% (12.385) de Aécio.

“Já informei o porquê da minha decisão e não tem mais o que falar sobre isso. Tenho consciência tranquila e foco os interesses do município na frente. A população sabe que trabalho pelo melhor”, argumentou o prefeito.

Após o término da eleição, que sacramentou vitória de Dilma perante Aécio, o tucanato voltou suas atenções para Maranhão. 



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Mesmo com iminente expulsão, Maranhão quer ficar no PSDB

Saída do prefeito de Rio Grande da Serra da legenda é debatida por executiva estadual desde declaração de voto à reeleição de Dilma

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

22/11/2014 | 07:00


Mesmo com a iminente expulsão do PSDB por ter apoiado a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, afirmou ter o desejo de continuar na legenda. Na corrida presidencial, a sigla foi representada pelo senador Aécio Neves.

“Eu sou do PSDB, tenho muita gratidão por tudo que conquistei aqui. Pedi votos ao governador (Geraldo) Alckmin (do PSDB, que se reelegeu chefe do Executivo paulista). Quero permanecer e seguir meu trabalho por ter a certeza de que tenho muito a conquistar ainda”, considerou Maranhão.

Único tucano a comandar uma Prefeitura do Grande ABC, o político cometeu falta grave, segundo o Conselho de Ética do diretório estadual do partido, que na semana passada emitiu parecer favorável à sua expulsão. O documento está nas mãos do presidente estadual da sigla, deputado federal Duarte Nogueira, que irá reunir integrantes do diretório, ainda sem data marcada, para julgar o destino do prefeito.
“Até o momento não fui notificado de nada. Diretamente não fui avisado e acredito que vou poder argumentar sobre todo o episódio. Enquanto isso, sigo com minha cabeça tranquila e focando em minhas ações de trabalho”, opinou.

Sobre o futuro, caso se confirme a expulsão, Maranhão se esquiva, acreditando que o momento é precoce para qualquer projeção. “Enquanto eu não for notificado oficialmente, penso que é precipitado emitir qualquer opinião. Eu me preocupo em continuar seguindo a minha vida. Tem muita coisa boa acontecendo aqui na cidade e outros projetos que precisam ser elaborados. Tenho certeza que isso é mais importante para a população.”

HISTÓRICO
Em julho, pouco antes do início do processo eleitoral, Maranhão declarou seu voto a Dilma durante encontro que formalizou assinatura de contrato de transferência de recursos para obras de Mobilidade Urbana, em Brasília. “Quero enaltecer as obras da presidente, que vem fazendo política muito republicana. A senhora sabe que sou do PSDB, mas meu coração e minha alma são vermelhos. E a senhora fez com que Brasília fosse mais próxima de Rio Grande da Serra do que o Palácio dos Bandeirantes. Tem a minha gratidão, meu reconhecimento e, principalmente, meu voto”, disse, à época.

A fala causou grande polêmica e revolta entre caciques tucanos. Um dos a se manifestar foi o senador e ex-candidato a vice-presidente da República Aloysio Nunes, que pediu expulsão imediata do prefeito. No entanto, os dirigentes do PSDB contornaram a situação, prevendo mudança de postura no futuro, o que não aconteceu. Meses depois, Maranhão, em carta de defesa, não negou apoio nem participação na campanha da petista, maior rival dos tucanos, e, em carro de som, pediu votos à petista, que venceu em Rio Grande no segundo turno – Dilma angariou 50,62% (12.698 votos) contra 49,38% (12.385) de Aécio.

“Já informei o porquê da minha decisão e não tem mais o que falar sobre isso. Tenho consciência tranquila e foco os interesses do município na frente. A população sabe que trabalho pelo melhor”, argumentou o prefeito.

Após o término da eleição, que sacramentou vitória de Dilma perante Aécio, o tucanato voltou suas atenções para Maranhão. 

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