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Trabalhadores da Porcelana Schmidt estão sem salário e tentam um acordo


Cibele Gandolpho
Do Diário do Grande ABC

09/03/2010 | 07:00


Os trabalhadores da Porcelana Schmidt, em Mauá, estão com o adiantamento, que venceu dia 20, e o salário, que devia ter sido pago no quinto dia útil, atrasados. E, por enquanto, não há previsão de quando os pagamentos serão feitos. Após reunião ontem com o Sindicato dos Ceramistas do Grande ABC, a diretoria decidiu dispensar por um dia (ontem) os trabalhadores a fim de chegar a um acordo.

Os atrasos abrangem todas as áreas da planta de Mauá, incluindo administração, diretoria e produção. Hoje, a empresa e o sindicato vão se reunir às 9h30 para nova negociação.

O consultor financeiro da Porcelana Schmidt, Carlos Vieira, confirmou que há atrasos nos salários, mas alegou ser "normal" para qualquer empresa que passa por dificuldades financeiras, comentando o fato de janeiro não ter sido um mês bom para a companhia. "Estamos negociando com o sindicato para fazer esses pagamentos em atraso. O vale do dia 20 de fevereiro, inclusive, foi enviado ontem para o banco, e deve aparecer hoje para os funcionários, e o do dia 5 será feito nos próximos dias. São problemas isolados e facilmente contornáveis. Não há motivo para alarde", afirma.

Um dos trabalhadores da produção reclama que está cheio de dívidas porque nunca sabe quando vai receber. "Eu pago aluguel e fico tentando negociar com o proprietário um dia bem longe do meu pagamento, porque nunca sei se a empresa vai me pagar. Fora que já peguei empréstimo para tentar quitar as contas mais urgentes mas as parcelas vencem e nem elas consigo honrar", diz ele, que está há quase dois anos na Schmidt.

Outro conta que nem as cestas básicas dos meses anteriores foram entregues. "A empresa liberou a de fevereiro, mas não tivemos em novembro, dezembro e janeiro. Às vezes, pagam 30% do salário em um dia e prometem os outros 70% depois. Em janeiro, por exemplo, recebi o pagamento no dia 18, sendo que deveria ser no dia 5. E o adiantamento, que deveria ser pago no dia 18, foi dividido em duas vezes: metade no prazo e a outra no dia 24. Os atrasos têm sido frequentes, e é comum a empresa parcelar o pagamento."

Outro trabalhador que já está na Schmidt há mais de seis anos está procurando emprego. "Não aguento mais não ter salário no dia certo. Antes, eles atrasavam, mas pagavam. Agora está demorando demais e tenho compromissos para cumprir. Até o vale-transporte não foi recarregado. O sindicato não nos dá muitos esclarecimentos. Apenas nos pede para ajudar a empresa ao continuar trabalhando."

Por várias vezes, o Diário tentou contato com o Sindicato dos Ceramistas do Grande ABC, mas foi informado que o presidente, Antonio Fortunato Batista, estava em reunião com a diretoria da Porcelana Schmidt e não poderia dar entrevistas. Diversos trabalhadores prometeram chegar bem cedo à empresa hoje para tentar obter novas informações sobre os pagamentos.



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