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Só 23% das agências param na região

Santo André foi a cidade com maior adesão à greve;
assembleia decide manter paralisação da categoria


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

30/09/2010 | 07:01


Apenas 23% das agências bancárias da região aderiram à greve, iniciada ontem. Das 350 agências ou postos de atendimentos presentes no Grande ABC, apenas 80 estiveram, efetivamente, fechadas. Isso corresponde a uma base de 1.500 trabalhadores, de um total de 7.000.

Santo André foi a cidade com maior adesão. O principal corredor financeiro da cidade (Rua Senador Fláquer) amanheceu com os bancos privados e públicos de portas fechadas. A equipe do Diário percorreu centros de outras cidades que compõem a região, como o de São Bernardo e São Caetano, e a quase totalidade dos bancos mantinham seu funcionamento normal.

"A avaliação neste primeiro dia é positiva. Vamos intensificar as nossas mobilizações até que os bancos voltem a dialogar a nossa pauta de reivindicações e apresentem propostas decentes", diz Maria Rita Serrano, presidente do Sindicato dos Bancários do ABC.

Em assembleia no fim da tarde de ontem, trabalhadores decidiram por continuarem a greve hoje. A próxima reunião para a categoria avaliar e discutir as mobilizações acontecerá amanhã, às 16h, na sede sindical, em Santo André.

Até o fechamento desta edição, cerca de 3.864 agências haviam sido fechadas ontem, em todo o País, segundo o sindicato.

MOTIVO
Na terça-feira, os bancários do Grande ABC decidiram decretar greve, por tempo indeterminado, ao rejeitar proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste salarial de 4,29%.

Os trabalhadores pedem 11% de aumento, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários, mais R$ 4.000 para cada funcionário, refeição e alimentação no valor de R$ 510, piso salarial de R$ 2.157,88, além de previdência complementar para todos.

PAGAMENTOS
Durante a greve, a Fundação Procon-SP recomenda aos consumidores utilizarem outras formas para efetuar o pagamento (internet, sede da empresa, casas lotéricas, telefone de serviço bancário ou caixas eletrônicos). "Isso faz com que a pessoa não pague encargos com o vencimento do prazo para pagamento", diz a técnica da instituição, Renata Reis.

Caso o banco não disponibilize outros locais e/ou formas de pagamento, o consumidor deve documentar esta tentativa de quitar o débito, podendo registrar uma reclamação junto ao Procon. Quanto aos processos bancários e aos benefícios concedidos pela Caixa - por exemplo, para os aposentados - o consumidor não terá outra alternativa a não ser esperar. "No caso dos benefícios, as pessoas podem verificar com o INSS a possibilidade de sacar o dinheiro de outra forma."

População questiona eficácia do movimento grevista

Parte dos moradores da região acredita que a greve entre os bancários só traz ‘transtorno à população'. "O cliente é quem sofre com isso. Acho que essa medida não é a melhor forma de se negociar", diz a comerciante Sandra de Oliveira, 27 anos.

O aposentado José Albuquerque, 56, acrescenta que os trabalhadores devem lutar por melhores condições de trabalho, mas sem "que outras classes sejam afetadas."

"Não sou contra greves, mas até que ponto os prejuízos trazidos por esse movimento são menores do que os benefícios conquistados", argumenta o professor Maurício Pereira Júnior, 31.

No entanto, há quem não se preocupe com o ato. "Pago minhas contas pela internet, nunca vou ao banco. A greve não me afeta", afirma a administradora de empresas Isabela Dias, 26.



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Só 23% das agências param na região

Santo André foi a cidade com maior adesão à greve;
assembleia decide manter paralisação da categoria

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

30/09/2010 | 07:01


Apenas 23% das agências bancárias da região aderiram à greve, iniciada ontem. Das 350 agências ou postos de atendimentos presentes no Grande ABC, apenas 80 estiveram, efetivamente, fechadas. Isso corresponde a uma base de 1.500 trabalhadores, de um total de 7.000.

Santo André foi a cidade com maior adesão. O principal corredor financeiro da cidade (Rua Senador Fláquer) amanheceu com os bancos privados e públicos de portas fechadas. A equipe do Diário percorreu centros de outras cidades que compõem a região, como o de São Bernardo e São Caetano, e a quase totalidade dos bancos mantinham seu funcionamento normal.

"A avaliação neste primeiro dia é positiva. Vamos intensificar as nossas mobilizações até que os bancos voltem a dialogar a nossa pauta de reivindicações e apresentem propostas decentes", diz Maria Rita Serrano, presidente do Sindicato dos Bancários do ABC.

Em assembleia no fim da tarde de ontem, trabalhadores decidiram por continuarem a greve hoje. A próxima reunião para a categoria avaliar e discutir as mobilizações acontecerá amanhã, às 16h, na sede sindical, em Santo André.

Até o fechamento desta edição, cerca de 3.864 agências haviam sido fechadas ontem, em todo o País, segundo o sindicato.

MOTIVO
Na terça-feira, os bancários do Grande ABC decidiram decretar greve, por tempo indeterminado, ao rejeitar proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste salarial de 4,29%.

Os trabalhadores pedem 11% de aumento, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários, mais R$ 4.000 para cada funcionário, refeição e alimentação no valor de R$ 510, piso salarial de R$ 2.157,88, além de previdência complementar para todos.

PAGAMENTOS
Durante a greve, a Fundação Procon-SP recomenda aos consumidores utilizarem outras formas para efetuar o pagamento (internet, sede da empresa, casas lotéricas, telefone de serviço bancário ou caixas eletrônicos). "Isso faz com que a pessoa não pague encargos com o vencimento do prazo para pagamento", diz a técnica da instituição, Renata Reis.

Caso o banco não disponibilize outros locais e/ou formas de pagamento, o consumidor deve documentar esta tentativa de quitar o débito, podendo registrar uma reclamação junto ao Procon. Quanto aos processos bancários e aos benefícios concedidos pela Caixa - por exemplo, para os aposentados - o consumidor não terá outra alternativa a não ser esperar. "No caso dos benefícios, as pessoas podem verificar com o INSS a possibilidade de sacar o dinheiro de outra forma."

População questiona eficácia do movimento grevista

Parte dos moradores da região acredita que a greve entre os bancários só traz ‘transtorno à população'. "O cliente é quem sofre com isso. Acho que essa medida não é a melhor forma de se negociar", diz a comerciante Sandra de Oliveira, 27 anos.

O aposentado José Albuquerque, 56, acrescenta que os trabalhadores devem lutar por melhores condições de trabalho, mas sem "que outras classes sejam afetadas."

"Não sou contra greves, mas até que ponto os prejuízos trazidos por esse movimento são menores do que os benefícios conquistados", argumenta o professor Maurício Pereira Júnior, 31.

No entanto, há quem não se preocupe com o ato. "Pago minhas contas pela internet, nunca vou ao banco. A greve não me afeta", afirma a administradora de empresas Isabela Dias, 26.

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