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Conforto direto do Além


Luis Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

20/03/2011 | 07:00


As comemorações com relação ao centenário de Chico Xavier (1910-2002) chegam ao fim no dia 2. O período contou com diversas homenagens, incluindo duas produções para os cinemas. A última lembrança de seu legado será mostrada no filme "As Mães de Chico Xavier", que estreia no dia 1º e já tem ingressos à venda em algumas salas do Grande ABC. O longa-metragem mistura realidade e ficção ao costurar as emoções de matriarcas que buscaram no médium contato com seus filhos no outro mundo atrás de algum tipo de conforto.

A aposta em relação ao desempenho do drama é alta. Ele foi filmado em película 35 milímetros e irá marcar presença em cerca de 400 salas espalhadas pelo País. A direção é assinada por Glauber Filho e Halder Gomes e segue linha diferente das outras duas produções sobre o icônico personagem. "Eles (os filmes) se diferenciam muito entre si. São três olhares sobre o Chico e sobe sua obra. Acredito que este seja o que tem uma história mais densa e o que mais vai emocionar", diz Ricardo Rihan, coprodutor de As Mães de Chico Xavier. "O Chico é o único personagem brasileiro com três longas-metragens. Isso é algo nunca antes visto."

O roteiro é baseado no livro Por Trás do Véu de Isis, do jornalista e escritor Marcel Souto Maior, também autor da biografia que serviu de apoio para Chico Xavier (2010). A ligação direta com a obra do cineasta Daniel Filho é tamanha que até mesmo o ator Nelson Xavier foi convencido a interpretar mais uma vez o médium. "O Nelson é perfeito no papel, mas resistiu um pouco ao convite. O argumento que o convenceu foi o de que o trabalho iria beneficiar um número maior de pessoas", revela Rihan.

O projeto nasceu após os interessantes números atingidos por Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito (2008), também de Glauber Filho, que fez dupla com Joe Pimentel. A ideia inicial era de que a obra chegasse aos cinemas antes do filme de Daniel Filho, mas como o outro longa-metragem já estava mais adiantado, os responsáveis acharam mais sensato não se precipitar. Segundo eles, era melhor haver primeiro a biografia para depois o restante das histórias ser revelado nas telas.

O elenco conta com nomes como Caio Blat, Tainá Müller e Paulo Goulart Filho. Vanessa Gerbelli, de São Bernardo, interpreta Elisa, uma das mães do título. "Acredito que o filme tenha uma carga psicológica e emocional intensa pela forma com que o roteiro foi concebido e pelo fato de ele ser baseado em histórias de perdas que realmente aconteceram", comenta. Ela já havia lido livros do médium e admira a "figura que vem à Terra como um arauto da vida após a morte".

Ricardo Rihan aponta que o fato da trama não se apegar muito à figura do médium pode ser benéfico para a carreira de As Mães de Chico Xavier no Exterior, sendo que o personagem não conta com a mesma popularidade em outros países. O objetivo é levar The Medium Mothers (nome internacional escolhido) para o prestigiado Festival de Cannes, na França, como atração da programação paralela.

A boa receptividade desse novo nicho de produções voltadas ao tema do espiritismo parece estar se firmando. Para Rihan, "as questões que chegam com esse tipo de filme acabam por ajudar as pessoas a refletir. O público acaba por se reconhecer mais com a ideia de que, na essência, somos espírito". O próximo passo será um título sobre Allan Kardec (1804-1869), precursor do espiritismo.



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Luis Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

20/03/2011 | 07:00


As comemorações com relação ao centenário de Chico Xavier (1910-2002) chegam ao fim no dia 2. O período contou com diversas homenagens, incluindo duas produções para os cinemas. A última lembrança de seu legado será mostrada no filme "As Mães de Chico Xavier", que estreia no dia 1º e já tem ingressos à venda em algumas salas do Grande ABC. O longa-metragem mistura realidade e ficção ao costurar as emoções de matriarcas que buscaram no médium contato com seus filhos no outro mundo atrás de algum tipo de conforto.

A aposta em relação ao desempenho do drama é alta. Ele foi filmado em película 35 milímetros e irá marcar presença em cerca de 400 salas espalhadas pelo País. A direção é assinada por Glauber Filho e Halder Gomes e segue linha diferente das outras duas produções sobre o icônico personagem. "Eles (os filmes) se diferenciam muito entre si. São três olhares sobre o Chico e sobe sua obra. Acredito que este seja o que tem uma história mais densa e o que mais vai emocionar", diz Ricardo Rihan, coprodutor de As Mães de Chico Xavier. "O Chico é o único personagem brasileiro com três longas-metragens. Isso é algo nunca antes visto."

O roteiro é baseado no livro Por Trás do Véu de Isis, do jornalista e escritor Marcel Souto Maior, também autor da biografia que serviu de apoio para Chico Xavier (2010). A ligação direta com a obra do cineasta Daniel Filho é tamanha que até mesmo o ator Nelson Xavier foi convencido a interpretar mais uma vez o médium. "O Nelson é perfeito no papel, mas resistiu um pouco ao convite. O argumento que o convenceu foi o de que o trabalho iria beneficiar um número maior de pessoas", revela Rihan.

O projeto nasceu após os interessantes números atingidos por Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito (2008), também de Glauber Filho, que fez dupla com Joe Pimentel. A ideia inicial era de que a obra chegasse aos cinemas antes do filme de Daniel Filho, mas como o outro longa-metragem já estava mais adiantado, os responsáveis acharam mais sensato não se precipitar. Segundo eles, era melhor haver primeiro a biografia para depois o restante das histórias ser revelado nas telas.

O elenco conta com nomes como Caio Blat, Tainá Müller e Paulo Goulart Filho. Vanessa Gerbelli, de São Bernardo, interpreta Elisa, uma das mães do título. "Acredito que o filme tenha uma carga psicológica e emocional intensa pela forma com que o roteiro foi concebido e pelo fato de ele ser baseado em histórias de perdas que realmente aconteceram", comenta. Ela já havia lido livros do médium e admira a "figura que vem à Terra como um arauto da vida após a morte".

Ricardo Rihan aponta que o fato da trama não se apegar muito à figura do médium pode ser benéfico para a carreira de As Mães de Chico Xavier no Exterior, sendo que o personagem não conta com a mesma popularidade em outros países. O objetivo é levar The Medium Mothers (nome internacional escolhido) para o prestigiado Festival de Cannes, na França, como atração da programação paralela.

A boa receptividade desse novo nicho de produções voltadas ao tema do espiritismo parece estar se firmando. Para Rihan, "as questões que chegam com esse tipo de filme acabam por ajudar as pessoas a refletir. O público acaba por se reconhecer mais com a ideia de que, na essência, somos espírito". O próximo passo será um título sobre Allan Kardec (1804-1869), precursor do espiritismo.

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