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Polícia investiga ameaça
de bomba em instituição

O abrigo Raio de Luz atende crianças em situação de risco; os
jovens foram transferidos para o Lar São José, no Campanário


Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

03/08/2012 | 07:00


A Polícia Civil investiga ameaça de bomba à Casa de Apoio Raio de Luz, localizada no Centro de Diadema. A instituição atende crianças e adolescentes encaminhados pela Justiça. Por volta das 17h de quarta-feira, funcionários da entidade receberam ligação anônima dizendo que o imóvel seria explodido se as crianças não deixassem o local em 24 horas. A intimidação não se concretizou.

Policiais vasculharam toda a casa sob orientação do Gate (Grupo de Apoio e Táticas Especiais) e não encontraram material semelhante a uma bomba. Ainda na quarta-feira, as crianças foram transferidas para o Lar São José, no bairro Campanário. Apesar da intensificação do patrulhamento, os atendidos não retornaram a Raio de Luz.

Investigador-chefe do 1º DP de Diadema (onde o caso foi registrado), Marcos Thomazini disse que a polícia trabalha com hipótese de a ameaça ter partido de mãe de duas crianças atendidas no local. "Em recente audiência no Fórum, essa mãe viu que há possibilidade de perder a guarda dos filhos. Saiu do lugar ameaçando funcionárias e reclamando muito."

A investigação, segundo Thomazini, não é simples. Os funcionários que receberam a ligação não reconheceram a voz feminina e a Raio de Luz não possui sistema de identificação de chamadas telefônicas. "O lugar está seguro para o retorno das crianças. Vamos garantir todo policiamento necessário, com aumento do efetivo na rua", assegurou o investigador.

A Casa de Apoio Raio de Luz sobrevive de doações e repasses da Prefeitura. Atende basicamente crianças e adolescentes abandonados, negligenciados ou vítimas de abusos e maus-tratos. Geralmente, são filhos de detentos, usuários de drogas ou pessoas com problemas mentais. Todos acolhidos são encaminhados por decisão judicial.

A presidente do abrigo, Maria Angélica Richter do Amaral, não quis se pronunciar. A Secretaria de Assistência Social e Cidadania, responsável pelas subvenções à instituição, informou que acompanha o caso e que vai garantir o bem-estar das crianças.



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