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Nardes lembra aviso e diz que Dilma joga conta para o povo

Em palestra, ministro do TCU cita que alerta sobre deficit ao governo foi ignorado e que valores mais altos são pagos pela sociedade


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

15/12/2015 | 07:00


 O ministro Augusto Nardes, do TCU (Tribunal de Contas da União), fez forte crítica ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando que a instituição alertou, em 2014, existência de deficit que não era combatido pela administração e que agora o pagamento está no colo da população.

“Houve retenção de aumento de despesas no período eleitoral para depois se passar conta para população. Um dos princípios da governança é ter transparência. Em 2014 não houve transparência. Técnicos da Fazenda falaram que haveria problema. O que fizemos foi fundamentalmente técnico, para salvar a sociedade brasileira, porque quem paga a conta é o cidadão, paga o gás, combustível com valores maiores”, que ontem realizou palestra 1º Seminário de Gestão Pública do Alto Tietê, realizado pelo Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, entidade presidida pelo prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (PSD).

Durante a eleição, a oposição acusou Dilma de represar preços sob controle do governo por benefício eleitoral. Combustível, gás e luz tiveram preços congelados em meio ao debate eleitoral. Assim que Dilma venceu o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno, valores começaram a subir – puxando, na sequência, a inflação, que hoje ultrapassa os 10%, segundo dados oficiais.

Nardes foi o relator das contas de 2014 do governo Dilma no TCU. Recomendou – e convenceu os demais ministros – a emitir parecer negativo à contabilidade pelo atraso no repasse aos bancos públicos para pagamentos de programas institucionais, prática conhecida como ‘pedaladas fiscais’. Essa manobra é uma das bases do pedido de impeachment formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior que tramita no Congresso Nacional.

Ao comentar sobre a discussão na Câmara Federal no impedimento de Dilma, Nardes foi polido, mas afirmou esperar “que o Congresso redirecione o País”. Há sinalização dentro do TCU que a prática das ‘pedaladas fiscais’ continua, o que pode resultar em novo parecer negativo, no exercício de 2015.



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Nardes lembra aviso e diz que Dilma joga conta para o povo

Em palestra, ministro do TCU cita que alerta sobre deficit ao governo foi ignorado e que valores mais altos são pagos pela sociedade

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

15/12/2015 | 07:00


 O ministro Augusto Nardes, do TCU (Tribunal de Contas da União), fez forte crítica ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando que a instituição alertou, em 2014, existência de deficit que não era combatido pela administração e que agora o pagamento está no colo da população.

“Houve retenção de aumento de despesas no período eleitoral para depois se passar conta para população. Um dos princípios da governança é ter transparência. Em 2014 não houve transparência. Técnicos da Fazenda falaram que haveria problema. O que fizemos foi fundamentalmente técnico, para salvar a sociedade brasileira, porque quem paga a conta é o cidadão, paga o gás, combustível com valores maiores”, que ontem realizou palestra 1º Seminário de Gestão Pública do Alto Tietê, realizado pelo Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, entidade presidida pelo prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (PSD).

Durante a eleição, a oposição acusou Dilma de represar preços sob controle do governo por benefício eleitoral. Combustível, gás e luz tiveram preços congelados em meio ao debate eleitoral. Assim que Dilma venceu o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno, valores começaram a subir – puxando, na sequência, a inflação, que hoje ultrapassa os 10%, segundo dados oficiais.

Nardes foi o relator das contas de 2014 do governo Dilma no TCU. Recomendou – e convenceu os demais ministros – a emitir parecer negativo à contabilidade pelo atraso no repasse aos bancos públicos para pagamentos de programas institucionais, prática conhecida como ‘pedaladas fiscais’. Essa manobra é uma das bases do pedido de impeachment formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior que tramita no Congresso Nacional.

Ao comentar sobre a discussão na Câmara Federal no impedimento de Dilma, Nardes foi polido, mas afirmou esperar “que o Congresso redirecione o País”. Há sinalização dentro do TCU que a prática das ‘pedaladas fiscais’ continua, o que pode resultar em novo parecer negativo, no exercício de 2015.

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