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Luiz Marinho volta a culpar União por museu

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de S.Bernardo ataca o Ibram, órgão que avalia programas da área; obra foi prevista para 2013


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

15/11/2015 | 07:00


O chefe do Executivo de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), voltou a culpar o governo federal pelo atraso na conclusão do Museu do Trabalho e Trabalhador, cuja obra está parada há um ano – foi prometida para janeiro de 2013, dois anos e 11 meses atrás. Desta vez, Marinho atacou o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), que é vinculado ao Ministério da Cultura e tem por finalidade avaliar programas e ações do setor museológico no País.

“Eu não entendo o pingue-pongue deles, uma vez que o ministério já deu aval para a liberação do recurso, faltando somente o do instituto. Acredito que ocorrerá nos próximos dias”, criticou Marinho. Até agora, o pedido extra solicitado não foi autorizado pelo Ibram, que serve como consultor da Pasta para aval ou não ao aporte.

Ao subsidiar parecer contrário à verba adicional, o Ibram lembrou que a obra foi iniciada sem projeto básico aprovado – esse item serve justamente para nortear os trabalhos e evitar contratempos. Para técnicos do instituto, a ausência dessa documentação gerou descompasso com o cronograma, uma vez que o dinheiro pedido por Marinho era para ajustes elétricos e hidráulicos, que poderiam ser previstos com projeto básico condizente e seguindo ritual de licitação do TCU (Tribunal de Contas da União).

Em janeiro, o prefeito petista disparou pela primeira vez contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) ao ser cobrado pelo impasse no museu. Na ocasião, disse que a obra não havia sido concluída “por atraso do Ministério Cultura”.

Idealizado para homenagear o padrinho político do prefeito são-bernardense, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empreendimento segue abandonado e longe ser concluído. Localizado em região nobre da cidade – no antigo mercado municipal – o espaço está apenas com a estrutura concluída, porém, sofre com pichações e entulho.

“Vai sair até o fim do mandato (dezembro de 2016). Assim que o instituto e o ministério liberarem o restante dos recursos”, acrescentou Marinho. O Museu do Trabalho e do Trabalhador foi inicialmente orçado em R$ 18 milhões, recebendo aporte adicional de R$ 800 mil no início do ano. Ainda no primeiro semestre, o governo Marinho solicitou acréscimo de R$ 4,5 milhões, o que foi rejeitado pela União.

O Ibram evitou rebater crítica do prefeito petista, argumentando que sua função se restringe “à análise dos aspectos técnicos museológicos da proposta”. Argumentou ainda que “no presente momento, estamos analisando, em caráter de urgência, as solicitações apresentadas pelo proponente (Prefeitura) para emissão de parecer.”



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Luiz Marinho volta a culpar União por museu

Prefeito de S.Bernardo ataca o Ibram, órgão que avalia programas da área; obra foi prevista para 2013

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

15/11/2015 | 07:00


O chefe do Executivo de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), voltou a culpar o governo federal pelo atraso na conclusão do Museu do Trabalho e Trabalhador, cuja obra está parada há um ano – foi prometida para janeiro de 2013, dois anos e 11 meses atrás. Desta vez, Marinho atacou o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), que é vinculado ao Ministério da Cultura e tem por finalidade avaliar programas e ações do setor museológico no País.

“Eu não entendo o pingue-pongue deles, uma vez que o ministério já deu aval para a liberação do recurso, faltando somente o do instituto. Acredito que ocorrerá nos próximos dias”, criticou Marinho. Até agora, o pedido extra solicitado não foi autorizado pelo Ibram, que serve como consultor da Pasta para aval ou não ao aporte.

Ao subsidiar parecer contrário à verba adicional, o Ibram lembrou que a obra foi iniciada sem projeto básico aprovado – esse item serve justamente para nortear os trabalhos e evitar contratempos. Para técnicos do instituto, a ausência dessa documentação gerou descompasso com o cronograma, uma vez que o dinheiro pedido por Marinho era para ajustes elétricos e hidráulicos, que poderiam ser previstos com projeto básico condizente e seguindo ritual de licitação do TCU (Tribunal de Contas da União).

Em janeiro, o prefeito petista disparou pela primeira vez contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) ao ser cobrado pelo impasse no museu. Na ocasião, disse que a obra não havia sido concluída “por atraso do Ministério Cultura”.

Idealizado para homenagear o padrinho político do prefeito são-bernardense, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empreendimento segue abandonado e longe ser concluído. Localizado em região nobre da cidade – no antigo mercado municipal – o espaço está apenas com a estrutura concluída, porém, sofre com pichações e entulho.

“Vai sair até o fim do mandato (dezembro de 2016). Assim que o instituto e o ministério liberarem o restante dos recursos”, acrescentou Marinho. O Museu do Trabalho e do Trabalhador foi inicialmente orçado em R$ 18 milhões, recebendo aporte adicional de R$ 800 mil no início do ano. Ainda no primeiro semestre, o governo Marinho solicitou acréscimo de R$ 4,5 milhões, o que foi rejeitado pela União.

O Ibram evitou rebater crítica do prefeito petista, argumentando que sua função se restringe “à análise dos aspectos técnicos museológicos da proposta”. Argumentou ainda que “no presente momento, estamos analisando, em caráter de urgência, as solicitações apresentadas pelo proponente (Prefeitura) para emissão de parecer.”

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