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Retrato do mercado: desafios pela frente


Cíntia Bortotto

10/08/2015 | 07:08


O cenário brasileiro não anda dos melhores quando o assunto é empregabilidade. Já tivemos, há pouco tempo, uma situação praticamente de pleno emprego – quando aproximadamente tínhamos 5% de desemprego – pois, nessa situação, considera-se aqueles que estão fazendo um movimento de troca um trabalho para o outro.

No entanto, nossa realidade mudou bastante e é preciso estar preparado para o que vem pela frente. Desde o segundo semestre do ano passado, quando o País passou a fechar mais postos de trabalho do que criou, a situação agravou-se. Nos últimos seis meses de 2014, o País fechou 176 mil postos de trabalho com carteira assinada.

De acordo com os dados oficiais do governo, 345 mil postos formais de trabalho foram extintos nos seis primeiros meses do ano, e a economia brasileira deve acelerar a diminuição de empregos no segundo semestre. Conforme estudo do Cofecon (Conselho Federal de Economia), o Pcaged,aís deve encerrar o ano com 1 milhão de vagas com carteira assinada a menos.

Com base no estudo, a entidade recomenda ações de longo prazo para reativar o mercado de trabalho. Para a entidade, os sucessivos reajustes da taxa Selic, juros básicos da economia, estão provocando impacto direto sobre a geração de empregos nos últimos anos. Nos últimos 12 meses, o efeito intensificou-se, resultando na extinção de postos de trabalho.

De acordo com o levantamento, o início do ciclo de elevação dos juros básicos, em abril de 2013, coincidiu com a redução da geração de empregos, conforme as estatísticas do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgadas pelo Ministério do Trabalho. Naquela época, a Selic estava em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada com alguns intervalos de estabilidade, desde então.
Vemos que os ajustes de curto prazo da política econômica têm tido reflexo direto nas condições de vida de grande parte da população, concomitante à ausência de um projeto que contemple políticas capazes de pavimentar trajetória sustentada de crescimento.

De forma prática, o que aconselho é: mantenha-se investindo em seu desenvolvimento. É complicado falar em manutenção do emprego, uma vez que, muitas vezes, o corte com a crise econômica não depende exclusivamente de seu desempenho, relacionamento, produtividade etc. Tenho visto várias pessoas procurando já guardar algum dinheiro e realizando planejamento financeiro por conta de uma possível crise grave de desemprego. Precisamos manter a cabeça no lugar, não tomar atitudes impulsivas e esperar a tormenta passar.

Siga confiante e boa sorte!
 



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Retrato do mercado: desafios pela frente

Cíntia Bortotto

10/08/2015 | 07:08


O cenário brasileiro não anda dos melhores quando o assunto é empregabilidade. Já tivemos, há pouco tempo, uma situação praticamente de pleno emprego – quando aproximadamente tínhamos 5% de desemprego – pois, nessa situação, considera-se aqueles que estão fazendo um movimento de troca um trabalho para o outro.

No entanto, nossa realidade mudou bastante e é preciso estar preparado para o que vem pela frente. Desde o segundo semestre do ano passado, quando o País passou a fechar mais postos de trabalho do que criou, a situação agravou-se. Nos últimos seis meses de 2014, o País fechou 176 mil postos de trabalho com carteira assinada.

De acordo com os dados oficiais do governo, 345 mil postos formais de trabalho foram extintos nos seis primeiros meses do ano, e a economia brasileira deve acelerar a diminuição de empregos no segundo semestre. Conforme estudo do Cofecon (Conselho Federal de Economia), o Pcaged,aís deve encerrar o ano com 1 milhão de vagas com carteira assinada a menos.

Com base no estudo, a entidade recomenda ações de longo prazo para reativar o mercado de trabalho. Para a entidade, os sucessivos reajustes da taxa Selic, juros básicos da economia, estão provocando impacto direto sobre a geração de empregos nos últimos anos. Nos últimos 12 meses, o efeito intensificou-se, resultando na extinção de postos de trabalho.

De acordo com o levantamento, o início do ciclo de elevação dos juros básicos, em abril de 2013, coincidiu com a redução da geração de empregos, conforme as estatísticas do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgadas pelo Ministério do Trabalho. Naquela época, a Selic estava em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada com alguns intervalos de estabilidade, desde então.
Vemos que os ajustes de curto prazo da política econômica têm tido reflexo direto nas condições de vida de grande parte da população, concomitante à ausência de um projeto que contemple políticas capazes de pavimentar trajetória sustentada de crescimento.

De forma prática, o que aconselho é: mantenha-se investindo em seu desenvolvimento. É complicado falar em manutenção do emprego, uma vez que, muitas vezes, o corte com a crise econômica não depende exclusivamente de seu desempenho, relacionamento, produtividade etc. Tenho visto várias pessoas procurando já guardar algum dinheiro e realizando planejamento financeiro por conta de uma possível crise grave de desemprego. Precisamos manter a cabeça no lugar, não tomar atitudes impulsivas e esperar a tormenta passar.

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