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Favela da Gamboa
é desativada

Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Quarenta anos depois da formação do núcleo, em
Santo André, última casa foi demolida pela Prefeitura


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

31/01/2015 | 07:00


Uma casa solitária resistia em meio aos escombros que um dia foram moradias da favela Gamboa, no bairro Paraíso, em Santo André. Na manhã de ontem, porém, ela foi demolida, dando fim ao núcleo que se manteve ali por 40 anos, abrigando 753 famílias. A comunidade começou a se formar em 1975, em terreno de 35 mil m² onde há uma linha de transmissão da empresa de energia elétrica AES Eletropaulo.

Em 2008 teve início a remoção dos habitantes do local, mas o processo foi interrompido e novas invasões aconteceram. A partir de 2013, os contratos para a construção de unidades habitacionais foram reavaliados e a documentação necessária foi providenciada. Com a oferta de aluguel social, o núcleo finalmente começou a ser desativado. Os últimos moradores deixaram o local no dia 26. No total, 130 famílias estão em aluguel social, aguardando a finalização das obras de seus futuros imóveis.

“Hoje (ontem) é um dia marcante para a cidade de Santo André. Essa é uma ocupação que vem desde 1975, muitos não acreditavam que a gente conseguiria (desativar) em um espaço tão curto de tempo e hoje quase todas as famílias estão morando em apartamentos, dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida (do governo federal)”, falou o prefeito Carlos Grana (PT).

Na próxima semana, a Prefeitura providenciará o fechamento dos acessos à área e manterá fiscalização para evitar que outras ocupações aconteçam.

Por ser o terreno pertencente à AES Eletropaulo, o chefe do Executivo diz que, a partir de agora, começam as tratativas com a empresa para a reurbanização do local. “A gente tem algumas ideias do que pode ser feito, mas não há avanço sem diálogo. Com certeza vamos melhorar o viário. Ainda temos ao lado o Parque Central, que tem demanda por estacionamento, mas não quero antecipar porque depende muito dessa conversa com a (AES) Eletropaulo”, falou Grana, acrescentando que também pedirá apoio para a concessionária na retirada de todo o entulho resultante das demolições.

A AES Eletropaulo confirmou que recebeu ontem convite para uma reunião com a Prefeitura e a distribuidora agendará a data com representantes do município.

Com a extinção da favela, o secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra (PSD) disse que é certa a ampliação do Parque Central, mas ainda não é possível prever o início das intervenções e quanto será investido. “O prefeito pediu prioridade e estamos trabalhando bastante para ter alternativas do que fazer. Todos os aspectos estão sendo avaliados por equipes técnicas e na próxima semana teremos encaminhamento para traçar um cronograma.” 



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Favela da Gamboa
é desativada

Quarenta anos depois da formação do núcleo, em
Santo André, última casa foi demolida pela Prefeitura

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

31/01/2015 | 07:00


Uma casa solitária resistia em meio aos escombros que um dia foram moradias da favela Gamboa, no bairro Paraíso, em Santo André. Na manhã de ontem, porém, ela foi demolida, dando fim ao núcleo que se manteve ali por 40 anos, abrigando 753 famílias. A comunidade começou a se formar em 1975, em terreno de 35 mil m² onde há uma linha de transmissão da empresa de energia elétrica AES Eletropaulo.

Em 2008 teve início a remoção dos habitantes do local, mas o processo foi interrompido e novas invasões aconteceram. A partir de 2013, os contratos para a construção de unidades habitacionais foram reavaliados e a documentação necessária foi providenciada. Com a oferta de aluguel social, o núcleo finalmente começou a ser desativado. Os últimos moradores deixaram o local no dia 26. No total, 130 famílias estão em aluguel social, aguardando a finalização das obras de seus futuros imóveis.

“Hoje (ontem) é um dia marcante para a cidade de Santo André. Essa é uma ocupação que vem desde 1975, muitos não acreditavam que a gente conseguiria (desativar) em um espaço tão curto de tempo e hoje quase todas as famílias estão morando em apartamentos, dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida (do governo federal)”, falou o prefeito Carlos Grana (PT).

Na próxima semana, a Prefeitura providenciará o fechamento dos acessos à área e manterá fiscalização para evitar que outras ocupações aconteçam.

Por ser o terreno pertencente à AES Eletropaulo, o chefe do Executivo diz que, a partir de agora, começam as tratativas com a empresa para a reurbanização do local. “A gente tem algumas ideias do que pode ser feito, mas não há avanço sem diálogo. Com certeza vamos melhorar o viário. Ainda temos ao lado o Parque Central, que tem demanda por estacionamento, mas não quero antecipar porque depende muito dessa conversa com a (AES) Eletropaulo”, falou Grana, acrescentando que também pedirá apoio para a concessionária na retirada de todo o entulho resultante das demolições.

A AES Eletropaulo confirmou que recebeu ontem convite para uma reunião com a Prefeitura e a distribuidora agendará a data com representantes do município.

Com a extinção da favela, o secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra (PSD) disse que é certa a ampliação do Parque Central, mas ainda não é possível prever o início das intervenções e quanto será investido. “O prefeito pediu prioridade e estamos trabalhando bastante para ter alternativas do que fazer. Todos os aspectos estão sendo avaliados por equipes técnicas e na próxima semana teremos encaminhamento para traçar um cronograma.” 

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