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Vida e morte de uma indústria chamada Elni

Uma das dificuldades encontradas pela equipe que elaborou o dossiê sobre o estádio da Vila Euclides, em São Bernardo


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

10/04/2010 | 00:00


Uma das dificuldades encontradas pela equipe que elaborou o dossiê sobre o estádio da Vila Euclides, em São Bernardo, foi obter informações sobre a indústria Elni. No ramo têxtil, a Elni foi uma das primeiras da cidade na Era da Via Anchieta. E foi a Elni que construiu a praça de esportes do atual estádio.
Coube à empresa Rudert construir as instalações da Elni, a partir de 1947. Foi também a construtora quem obteve autorização da Prefeitura para trocar o antigo nome da Rua do Cemitério para Rua da Elni, hoje Avenida Redenção. Oficialmente, a Elni de Produtos Manufaturados entrou em operação em 1950.

Uma fábrica com o prêmio da loteria
Texto: Nevino Antonio Rocco
Lembrei-me do que me relatou um cliente que, nos idos de 1947, dividia um quarto de pensão na Rua Silveira Martins (rua que liga a Tabatinguera à Praça Clóvis, hoje Sé), com Evaristo Fernandes.
Esse seu companheiro, Evaristo Fernandes, acertou na Loteria Federal e abiscoitou um prêmio de 2 milhões de cruzeiros. Comprou o terreno, edificou a Elni e a pôs a produzir.
Formado em Direito (turma 1960 da USP), inscrito na OAB-SP, começando a advogar, atendi a alguns empregados da Elni reclamando pagamento de salários atrasados. Pelos que me procuravam, ajuizava logo a ação trabalhista. Na primeira audiência, ou a reclamada Elni pagava o atrasado ou sujeitava-se a pagamento com multa, como previsto na CLT. A maioria, porém, dirigia-se ao Sindicato dos Tecelões. Começava a exibição. Assembleias gerais. Câmara Municipal. Greve... Quando chegava às portas da Justiça do Trabalho, meus clientes já estavam saindo com o pagamento no bolso.
A fase ruim da Elni foi-se repetindo até que a Câmara Municipal, fazendo média com os trabalhadores, mudou o nome da Avenida Elni para Avenida Redenção. A empresa quebrou, mas terminou salva pela desapropriação, e os políticos ficaram bem com o povo, que acreditou, e com os empresários tudo bem resolvido.
À época não havia nascido a Santa Tecnologia que, hoje, grava tudo, som, imagens e pensamentos.

Nas ondas do rádio

USP FM (93,7). Memória. Verdades da Vida, um antigo programa do rádio brasileiro. Produção e apresentação: Milton Parron. Trabalhos técnicos: Cido Tavares.
Hoje, às 9h.

Trianon AM (740). Quinta Avenida. Hoje: duas orquestras em cartaz, a do violinista Paulo Whiteman, o rei do jazz; e a big band do vibrafonista Red Norvo; amanhã: especial com a cantora Peggy Lee. Produção e apresentação: Ronaldo Benvenga, com Marcelo de Almeida; coordenação: Lucas Neto. Hoje, às 19h; amanhã, às 9h. Na internet: www.comercialderadio.com.br e www.quintaavenida.mus.br .

Bandeirantes AM (840) e FM (90,9). Memória. A história das Copas do Mundo (3ª parte). Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, às 23h, com reprise amanhã, às 5h.

ABC AM (1570). Viagem no Tempo. A música jovem dos anos 1950 a 1980; e propagandas da mídia da época. Produção e apresentação: Marcelo Duarte. Amanhã, das 8h às 9h. Contato: viagemnotempo@radioabc.com.br .

Pérola da Serra (87,5). Reminiscências. Notas e casos de Ribeirão Pires. Com Américo e Lina Del Corto, Octavio David Filho, Idmir Pedro dos Santos, Walter Gallo, Idair F. Santos, Antonio Simões, Pedro Cordeiro e Ademar Bertoldo. Amanhã, das 9h às 12h. Visite o site: www.peroladaserrafm.com.br .

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Quinta-feira, 10 de abril de 1980

Manchete - Temporal de meia hora inunda região

Campanha salarial - Em São Caetano a greve já terminou.

Trabalhadores
Nascem em 10 de abril:

1897 - José Lazarini. Natural de Laranjal. Associado nº 242 do Sindicato dos Químicos. Misturador de acetol da Rhodia Química. Residência: Rua Oratório, Santo André.
1907 - José dos Santos Gonçalves. Natural de Avaré (SP). Associado nº 555 do Sindicato dos Químicos. Carpinteiro da Companhia Brasileira Cibra. Residência: Rua Minas Gerais.

A greve dos 41 dias - 10º dia

Segundo os sindicalistas, a greve dos metalúrgicos prosseguia em São Bernardo e Diadema (com 90% de adesão), Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra (70%) e Araraquara (2,5%).
Entre os repórteres-fotográficos do Diário, Aidalvo Luiz dos Reis. Ele nasceu em Salvador (BA), em 14 de outubro de 1942. Trabalhou conosco entre 1979 e 1981.

MUNICÍPIOS PAULISTAS

Juquiá (fundada em 1829), Serrana (1890) e Artur Nogueira (1904). As três cidades foram instaladas em 10 de abril de 1949, quando se separam, respectivamente, de Miracatu, Mogi Mirim e Cravinhos.

HOJE

Dia do Engenheiro Metalúrgico, Dia da Engenharia Militar e Dia do Prefeito.

SANTOS DO DIA

Ezequiel, Macário, Miguel dos Santos, Pompeu e Terêncio.
Na estampa, São Macário, que nasceu na Armênia no século 11. Foi bispo em Antioquia, sua terra natal, e propagador da palavra de Deus na Palestina.
Crédito da estampa: acervo Vangelista Bazani (Gili) e João de Deus Martinez.

Falecimentos

Com seu jeito bom e cativante, Horácio Pires marcou profundamente sua passagem por São Caetano, conquistando muitos amigos e apaixonando-se pela terra que conheceu quando tinha 16 anos. E quando, já aposentado, se mudou para o bairro de Higienópolis, em São Paulo, há cerca de 20 anos, manteve as mesmas qualidades, fazendo novos amigos na Capital, mas jamais esquecendo de São Caetano.
E nem poderia. Em São Caetano, Horácio Pires teve uma brilhante carreira no mundo econômico-financeiro, trabalhando numa única organização que teve vários nomes: o antigo Banco de São Caetano do Sul, dos amigos Lorenzini e Marchesan. Chegou ao cargo de gerente e diretor; quando o banco foi vendido ao Banco Comercial do Paraná, Horácio continuou na organização; e com a nova negociação, agora para o Bamerindus, Horácio Pires permaneceu no banco, onde se aposentou.
Foi em São Caetano que ele se casou com Thereza Andreucci. E aqui nasceram seus dois filhos, Horácio Pires Filho e Jussara Pires, que deram ao casal três netos: Andréa, Marcos e Beatriz.
Durante muitos anos Horácio Pires dedicou-se à arte da pintura, produzindo paisagens em aquarela. Jamais quis vender um quadro. Preferia doar suas criações aos amigos, que sempre foram muitos. Já mais idoso, trocou a pintura pelo artesanato, produzindo bijuterias em casa.
Horácio Pires dizia sempre que gostaria de ser sepultado em São Caetano. E assim foi. Partiu aos 92 anos e está no túmulo da família, no Cemitério de Vila Paula. AM

SANTO ANDRÉ
Jenolina Carolina da Silva, 72.
Cemitério Curuçá.
Irene Babichi, 75.
Cemitério Jardim da Colina. São Bernardo.
Mariana da Conceição Teixeira Pinto, 59. Cemitério Curuçá.
Américo Alves, 84.
Cemitério Camilópolis.
Lourenço Penhalves Martins, 76.
Cemitério Curuçá.
Uselma Coletta, 78.
Cemitério Santo André.

MAUÁ
Nilce de Lourdes Julio da Silva, 69.
Cemitério Memorial Fenix. Santo André.
Valeria Moraes, 40.
Cemitério Santa Lidia.
Rosa Maria Medici Texeira, 55.
Cemitério N.Sra.Vitoria.



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