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Grande ABC mantém vantagens para atração de investimentos


Do Diário do Grande ABC

13/06/2006 | 08:28


O Grande ABC tem altos custos de instalação e de mão-de-obra mas ainda mantém vantagens importantes para a atração de investimentos das indústrias, segundo líderes empresariais. Dessa forma, há condições de resistir e continuar um importante pólo automotivo, na avaliação desses dirigentes.

Em entrevista recente ao Diário, o vice-presidente da General Motors, José Carlos Pinheiro Neto, afirmou que o enxugamento da indústria automotiva nos últimos 15 anos – em 1990, 75% da produção nacional de veículos estava em São Paulo, a maior parte no Grande ABC, e em 2005, o percentual da região representa apenas 25% – se deveu aos altos custos trabalhistas e de logística e aos incentivos fiscais.

Para o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Mauro Miaguti, o custo ABC existe, mas por aqui as montadoras têm uma rede de fornecedores que é, por si só, um fator favorável. Ele considera que o desafio é fazer com que não só o poder público, mas a sociedade e as empresas se mobilizem para o desenvolvimento local sustentável. Miaguti sugere, por exemplo, que pequenas e micro empresas de autopeças poderiam se juntar em condomínios industriais para ratear despesas.

As opiniões se dividem, mas de modo geral, as lideranças não acreditam em esvaziamento da indústria automotiva do Grande ABC. “Estamos no maior mercado consumidor e temos mão-de-obra qualificada. Quem foi se instalar no Nordeste (caso por exemplo da Ford) deve continuar também por aqui”, disse o diretor adjunto do Ciesp de Diadema, Walter Bottura Júnior.

“O valor do imóvel em São Caetano (sede da General Motors) é maior do que no interior ou de outros Estados, mas também a renda aqui é maior”, completa o diretor do Ciesp de São Caetano, Claudio Musumeci. Ainda segundo ele, o ciclo de grandes incentivos fiscais de outras localidades já teria passado, pela percepção de que não pode haver benefícios exagerados sob o risco de perda de receita tributária. E o dirigente prevê que a logística dos sete municípios deve melhorar bastante com a construção do trecho Sul do Rodoanel.


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Grande ABC mantém vantagens para atração de investimentos

Do Diário do Grande ABC

13/06/2006 | 08:28


O Grande ABC tem altos custos de instalação e de mão-de-obra mas ainda mantém vantagens importantes para a atração de investimentos das indústrias, segundo líderes empresariais. Dessa forma, há condições de resistir e continuar um importante pólo automotivo, na avaliação desses dirigentes.

Em entrevista recente ao Diário, o vice-presidente da General Motors, José Carlos Pinheiro Neto, afirmou que o enxugamento da indústria automotiva nos últimos 15 anos – em 1990, 75% da produção nacional de veículos estava em São Paulo, a maior parte no Grande ABC, e em 2005, o percentual da região representa apenas 25% – se deveu aos altos custos trabalhistas e de logística e aos incentivos fiscais.

Para o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Mauro Miaguti, o custo ABC existe, mas por aqui as montadoras têm uma rede de fornecedores que é, por si só, um fator favorável. Ele considera que o desafio é fazer com que não só o poder público, mas a sociedade e as empresas se mobilizem para o desenvolvimento local sustentável. Miaguti sugere, por exemplo, que pequenas e micro empresas de autopeças poderiam se juntar em condomínios industriais para ratear despesas.

As opiniões se dividem, mas de modo geral, as lideranças não acreditam em esvaziamento da indústria automotiva do Grande ABC. “Estamos no maior mercado consumidor e temos mão-de-obra qualificada. Quem foi se instalar no Nordeste (caso por exemplo da Ford) deve continuar também por aqui”, disse o diretor adjunto do Ciesp de Diadema, Walter Bottura Júnior.

“O valor do imóvel em São Caetano (sede da General Motors) é maior do que no interior ou de outros Estados, mas também a renda aqui é maior”, completa o diretor do Ciesp de São Caetano, Claudio Musumeci. Ainda segundo ele, o ciclo de grandes incentivos fiscais de outras localidades já teria passado, pela percepção de que não pode haver benefícios exagerados sob o risco de perda de receita tributária. E o dirigente prevê que a logística dos sete municípios deve melhorar bastante com a construção do trecho Sul do Rodoanel.

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