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Cirurgia de câncer de mama será feita em até 20 dias em S.Caetano

Nario Barbosa  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Parceria entre Prefeitura e FMABC permitirá serviços para diagnóstico e tratamento da doença em 2018


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

28/10/2017 | 07:00


 O ambulatório de alta resolutividade contra o câncer de mama de São Caetano tem a meta, a partir de 2018, de reduzir para até 20 dias o período de espera das pacientes entre o diagnóstico e a cirurgia. Fruto de parceria entre a Prefeitura e a FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), o serviço hoje é realizado dentro de um mês, sendo que o Ministério da Saúde preconiza tempo máximo de 60 dias.

O avanço será possibilitado a partir de mudança do atendimento, que funciona desde março no Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), no bairro Fundação, para o Hospital Dr. Euryclides Zerbini, no bairro Santa Paula.

Conforme a secretária de Saúde do município, Regina Maura Zetone, toda a unidade do Caism (que mantém média de 3.000 atendimentos anuais) deve ser redirecionada para o Hospital Zerbini. Segundo ela, o valor da reforma para a reinstalação ficaria em torno de R$ 1,5 milhão. A previsão é que isso seja realizado em 2018.

Segundo o professor de Mastologia da Faculdade de Medicina do ABC e coordenador da mastologia do Caism, Paulo Roberto Pirozzi, o local já foi responsável por cerca de 2.000 atendimentos neste ano. Atualmente, são realizadas entre 40 e 50 cirurgias por conta do câncer de mama anualmente. “Com a mudança para o hospital, vamos contar com centro cirúrgico. A paciente não vai precisar ser encaminhada para outra unidade, como é feito hoje, o que vai favorecer a logística e permitir que todo o procedimento seja feito em 20 dias”, explicou.

O especialista também destacou que desde o início do ambulatório neste ano as biópsias também começaram a ser realizadas no próprio Caism, de forma que o centro cirúrgico é responsável pela maior demanda do tempo. “Hoje, a gente tem um mamógrafo e biópsias que são feitas no local, mas as cirurgias são marcadas com mais dificuldade em outros hospitais. Toda a estrutura no mesmo ambiente é o ideal.”

Para conseguir os recursos necessários para a mudança estrutural, a administração municipal tenta parceria junto à iniciativa privada. “Vamos enviar um projeto para a Avon, e se não der certo vamos tentar por meio de emenda parlamentar, até porque estamos com orçamento bastante apertado. Com isso, o local onde hoje funciona o Caism passará a concentrar UBS (Unidade Básica de Saúde). O centro de especialidades (Samuel Klein, localizado no mesmo bairro) deve virar centro odontológico”, detalhou.

Além da concentração de serviços, a ideia é que o hospital tenha um novo mamógrafo digital, além de local de acolhida para a paciente. “Isso faz toda diferença, tanto na questão do diagnóstico como no acolhimento. Queremos um equipamento digital superior para fazer os exames. Atualmente possuímos um analógico, que é mais tradicional”, disse.

 

Tempo para a retirada do tumor é angustiante para pacientes

 

Para a auxiliar da primeira infância aposentada Maria Tereza Lozano Borges, 64 anos, que retirou um câncer em 2015, o tempo até a cirurgia foi fundamental. Segundo a moradora do bairro Nova Gerty, em São Caetano, que fez acompanhamento pelo Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), o processo após a descoberta da doença é doloroso.

Ela, que fazia mamografia regularmente, descobriu um caroço no seio e foi até o médico. “Foi no final de 2014. Poucas semanas depois já estava com o resultado e o retorno. Quando fiquei sabendo, saí chorando do consultório e pensava que ia morrer”, contou.

Todo o processo demorou três meses, já que ela pediu ao médico prazo de um mês para tirar férias e visitar o filho, em Santa Catarina. “Como eu descobri no começo, ele afirmou que não tinha problema ir ver a minha família. Eu precisava dessa força deles. Graças a Deus, deu tudo certo (ela retirou nódulo no seio esquerdo após ser encaminhada ao Hospital Mário Covas, em março de 2015). O ideal seria que todos tivessem tratamento rápido, porque eu sei que faz a diferença.”



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Cirurgia de câncer de mama será feita em até 20 dias em S.Caetano

Parceria entre Prefeitura e FMABC permitirá serviços para diagnóstico e tratamento da doença em 2018

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

28/10/2017 | 07:00


 O ambulatório de alta resolutividade contra o câncer de mama de São Caetano tem a meta, a partir de 2018, de reduzir para até 20 dias o período de espera das pacientes entre o diagnóstico e a cirurgia. Fruto de parceria entre a Prefeitura e a FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), o serviço hoje é realizado dentro de um mês, sendo que o Ministério da Saúde preconiza tempo máximo de 60 dias.

O avanço será possibilitado a partir de mudança do atendimento, que funciona desde março no Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), no bairro Fundação, para o Hospital Dr. Euryclides Zerbini, no bairro Santa Paula.

Conforme a secretária de Saúde do município, Regina Maura Zetone, toda a unidade do Caism (que mantém média de 3.000 atendimentos anuais) deve ser redirecionada para o Hospital Zerbini. Segundo ela, o valor da reforma para a reinstalação ficaria em torno de R$ 1,5 milhão. A previsão é que isso seja realizado em 2018.

Segundo o professor de Mastologia da Faculdade de Medicina do ABC e coordenador da mastologia do Caism, Paulo Roberto Pirozzi, o local já foi responsável por cerca de 2.000 atendimentos neste ano. Atualmente, são realizadas entre 40 e 50 cirurgias por conta do câncer de mama anualmente. “Com a mudança para o hospital, vamos contar com centro cirúrgico. A paciente não vai precisar ser encaminhada para outra unidade, como é feito hoje, o que vai favorecer a logística e permitir que todo o procedimento seja feito em 20 dias”, explicou.

O especialista também destacou que desde o início do ambulatório neste ano as biópsias também começaram a ser realizadas no próprio Caism, de forma que o centro cirúrgico é responsável pela maior demanda do tempo. “Hoje, a gente tem um mamógrafo e biópsias que são feitas no local, mas as cirurgias são marcadas com mais dificuldade em outros hospitais. Toda a estrutura no mesmo ambiente é o ideal.”

Para conseguir os recursos necessários para a mudança estrutural, a administração municipal tenta parceria junto à iniciativa privada. “Vamos enviar um projeto para a Avon, e se não der certo vamos tentar por meio de emenda parlamentar, até porque estamos com orçamento bastante apertado. Com isso, o local onde hoje funciona o Caism passará a concentrar UBS (Unidade Básica de Saúde). O centro de especialidades (Samuel Klein, localizado no mesmo bairro) deve virar centro odontológico”, detalhou.

Além da concentração de serviços, a ideia é que o hospital tenha um novo mamógrafo digital, além de local de acolhida para a paciente. “Isso faz toda diferença, tanto na questão do diagnóstico como no acolhimento. Queremos um equipamento digital superior para fazer os exames. Atualmente possuímos um analógico, que é mais tradicional”, disse.

 

Tempo para a retirada do tumor é angustiante para pacientes

 

Para a auxiliar da primeira infância aposentada Maria Tereza Lozano Borges, 64 anos, que retirou um câncer em 2015, o tempo até a cirurgia foi fundamental. Segundo a moradora do bairro Nova Gerty, em São Caetano, que fez acompanhamento pelo Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), o processo após a descoberta da doença é doloroso.

Ela, que fazia mamografia regularmente, descobriu um caroço no seio e foi até o médico. “Foi no final de 2014. Poucas semanas depois já estava com o resultado e o retorno. Quando fiquei sabendo, saí chorando do consultório e pensava que ia morrer”, contou.

Todo o processo demorou três meses, já que ela pediu ao médico prazo de um mês para tirar férias e visitar o filho, em Santa Catarina. “Como eu descobri no começo, ele afirmou que não tinha problema ir ver a minha família. Eu precisava dessa força deles. Graças a Deus, deu tudo certo (ela retirou nódulo no seio esquerdo após ser encaminhada ao Hospital Mário Covas, em março de 2015). O ideal seria que todos tivessem tratamento rápido, porque eu sei que faz a diferença.”

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