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Motoristas de aplicativo fazem protesto em Diadema

Ato para cobrar mais segurança foi devido à morte de colega após assalto no Ano-Novo


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

06/01/2021 | 07:00


“Nós trabalhamos com medo. Isso não pode continuar assim”. A frase é da motorista de aplicativo Néia Silva que, junto com dezenas de colegas de trabalho, fez uma carreata até o velório de Roger Ferreira da Silva, 35 anos, em Diadema. O profissional foi sequestrado durante uma corrida na véspera do Ano-Novo e o corpo foi encontrado em uma mata, entre São Paulo e Itanhaém, no último domingo.

Cerca de 250 motoristas fizeram percurso juntos desde a Avenida Osvaldo Fregonezi, em São Bernardo, até o Cemitério da Paz, em Diadema. Eles pediam mais segurança e gritavam o nome de Roger. “Nós estamos em luto. Não dá para trabalhar sem segurança. Não temos sequer o reconhecimento facial do passageiro e tem de ter, assim como do motorista tem. Além disso, não achamos certo que se chame carro para terceiros. Todo mundo tem de ter o aplicativo ou, no mínimo, a opção de foto para reconhecermos quem pega nosso carro”, reclama Néia, que é de São Bernardo e trabalha há três anos como motorista, assim como seu marido. “Já passei por diversos problemas de segurança e meu marido foi vítima de vários roubos. Por isso procuro trabalhar de dia, para não ter riscos”, conta. Os profissionais devem fazer paralisação de dois dias em luto pelo colega.

Roger, que havia perdido o emprego no início da pandemia, chegou a entrar em contato com a família, pedindo R$ 600 emprestados. Na ocasião já estaria em poder dos bandidos, segundo os policiais. Depois não fez mais contato, e a polícia só encontrou o carro em que ele trabalhava no sábado. Estava carbonizado em uma mata em Parelheiros, na Zona Sul da Capital.

BANDIDOS

Durante a investigação do sumiço do motorista, foram presas duas pessoas, uma que vendeu e a outra que comprou o celular roubado da vítima. Depois, foram localizados mais três criminosos – Maicom e Jefferson, 25 anos, e Emily, 19 –, que assumiram participação no roubo e assassinato. Eles portavam dois cartões de banco da vítima, munições, carregador de fuzil e simulacro de pistola. Foram eles que indicaram onde estava o corpo de Roger.
 



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