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Cliente ‘infiel’ motiva marca própria


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

27/06/2006 | 08:07


Os produtos de marca própria das redes de supermercados estão se tornando mais conhecidos pelos brasileiros. Segundo uma pesquisa realiza pela consultoria Latin Panel, a pedido da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), em março deste ano, 63,7% dos consumidores já compraram produtos que levam seu nome. Até junho de 2005, o índice era de 58%.

Quem comemora o resultado é o Compro (Comitê Abras de Marcas Próprias). Porém, agora identifica-se que a luta dos supermercados é manter o consumo de seus produtos, já que a pesquisa também revela que apenas 15% das pessoas continua comprar após a primeira experiência.

O que pesquisa conseguiu identificar é que os artigos com o nome dos estabelecimentos varejistas consegue fidelizar o cliente e apresenta resultados crescentes. Em 2005, das vendas de todo o setor, 6% eram de itens de marca própria, movimentando R$ 7 bilhões. Para este ano, a previsão é de aumentar um ponto percentual e faturar R$ 8,1 bilhões. Até o mês passado, esse segmento já representavam R$ 530 milhões em supermercados de mais de cinco caixas.

Apesar de ser associado a preços baixos na mente do consumidor, esses produtos são apenas 10% mais baratos que os líderes de mercados e buscam apresentar compatibilidade em qualidade. “Os produtos de marca própria começaram de forma errada no Brasil e ficaram associados a artigos ruins. Na década de 90, houve a revolução nos supermercados brasileiros e hoje há produtos tão bons quanto os líderes”, explica o presidente da Abras, João Carlos de Oliveira.

A boa imagem do produto está se fortalecendo e os consumidores consideram bom ou muito bom em alguns quesitos, como embalagem (66% de aprovação), qualidade (63%), exposição (62%), preço (58%) e variedade (52%).

Quanto ao perfil, a pesquisa mostra que 42% dos consumidores assíduos de marcas próprias são de classes A e B e 56% são donas de casa com idade entre 30 e 49 anos. O estuda revela também que a compra desses artigos se concentra nas regiões Sudeste e Sul do país – cerca de 86% do total – e 67% na região metropolitana das capitais.

Planos – Para buscar movimentar esse mercado, o Compro está trabalhando com fornecedores e varejistas para formular medidas que visem aumentar o consumo desses itens.

No mês de setembro o comitê deverá lançar um guia para os interessados em investir em marcas próprias. No anuário deverá conter todas as empresas que trabalham na cadeia, desde matéria-prima, embalagens, indústrias e varejistas.

Já para o final de ano, o Compro está preparando a certificação para empresas do segmento industrial. A idéia é substituir as auditorias realizadas nas empresas fornecedoras para se tornarem parceiros das redes varejistas. Após esse passo, ainda está previsto um selo que virá no produto atestando a qualidade e uma cartilha para incentivar o consumo de marca própria.



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Cliente ‘infiel’ motiva marca própria

Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

27/06/2006 | 08:07


Os produtos de marca própria das redes de supermercados estão se tornando mais conhecidos pelos brasileiros. Segundo uma pesquisa realiza pela consultoria Latin Panel, a pedido da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), em março deste ano, 63,7% dos consumidores já compraram produtos que levam seu nome. Até junho de 2005, o índice era de 58%.

Quem comemora o resultado é o Compro (Comitê Abras de Marcas Próprias). Porém, agora identifica-se que a luta dos supermercados é manter o consumo de seus produtos, já que a pesquisa também revela que apenas 15% das pessoas continua comprar após a primeira experiência.

O que pesquisa conseguiu identificar é que os artigos com o nome dos estabelecimentos varejistas consegue fidelizar o cliente e apresenta resultados crescentes. Em 2005, das vendas de todo o setor, 6% eram de itens de marca própria, movimentando R$ 7 bilhões. Para este ano, a previsão é de aumentar um ponto percentual e faturar R$ 8,1 bilhões. Até o mês passado, esse segmento já representavam R$ 530 milhões em supermercados de mais de cinco caixas.

Apesar de ser associado a preços baixos na mente do consumidor, esses produtos são apenas 10% mais baratos que os líderes de mercados e buscam apresentar compatibilidade em qualidade. “Os produtos de marca própria começaram de forma errada no Brasil e ficaram associados a artigos ruins. Na década de 90, houve a revolução nos supermercados brasileiros e hoje há produtos tão bons quanto os líderes”, explica o presidente da Abras, João Carlos de Oliveira.

A boa imagem do produto está se fortalecendo e os consumidores consideram bom ou muito bom em alguns quesitos, como embalagem (66% de aprovação), qualidade (63%), exposição (62%), preço (58%) e variedade (52%).

Quanto ao perfil, a pesquisa mostra que 42% dos consumidores assíduos de marcas próprias são de classes A e B e 56% são donas de casa com idade entre 30 e 49 anos. O estuda revela também que a compra desses artigos se concentra nas regiões Sudeste e Sul do país – cerca de 86% do total – e 67% na região metropolitana das capitais.

Planos – Para buscar movimentar esse mercado, o Compro está trabalhando com fornecedores e varejistas para formular medidas que visem aumentar o consumo desses itens.

No mês de setembro o comitê deverá lançar um guia para os interessados em investir em marcas próprias. No anuário deverá conter todas as empresas que trabalham na cadeia, desde matéria-prima, embalagens, indústrias e varejistas.

Já para o final de ano, o Compro está preparando a certificação para empresas do segmento industrial. A idéia é substituir as auditorias realizadas nas empresas fornecedoras para se tornarem parceiros das redes varejistas. Após esse passo, ainda está previsto um selo que virá no produto atestando a qualidade e uma cartilha para incentivar o consumo de marca própria.

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