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Desistência de Márcio deixa PT rachado


Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

09/12/2005 | 08:24


“Partido” é uma palavra que define bem o PT de Mauá hoje. Faltando menos de um ano para as eleições de 2006, a legenda – prestes a perder uma representante na Câmara, a vereadora Cássia Rubinelli – atravessa crise interna tão grave quanto a perda da Prefeitura para Leonel Damo (PV).

O principal ponto de descontentamento da militância é quanto à desistência de Márcio Chaves Pires dos recursos dele na Justiça Eleitoral. Na reunião do diretório, quinta-feira, Márcio explicou que abriu mão das chamadas ’ações acessórias’porque a principal – que buscava restabelecer o registro de sua candidatura – já havia sido definida e não haveria mais chance de reverter a decisão. Petistas reclamam que Márcio não consultou as bases antes de decidir abrir mão dos recursos.

“Ele não poderia decidir pela coligação”, critica o vereador Paulo Eugênio Pereira, disposto a levar adiante a guerra judicial que por 11 meses deixou a cidade num impasse administrativo. Mesmo quem entende o posicionamento do petista, argumentando que os custos advocatícios são caros, avalia que houve uma falha por parte de Márcio. O petista comunicou primeiro a coligação que o apoiou na candidatura a prefeito, e depois a militância.

Fogo reverso – Na avaliação de parte dos petistas, o novo quadro é o seguinte: o grupo ligado a Oswaldo Dias, ex-prefeito e possível candidato a deputado em 2006, tem agora munição para ‘minar’ a possível candidatura de Márcio.

Explica-se: o grupo de Márcio sempre culpou Oswaldo Dias por manter a exposição Túnel do Tempo, que levou à cassação do registro da candidatura de Márcio Chaves, acusado pelo Ministério Público de uso da máquina. Com a desistência dele em continuar disputando na Justiça o comando do Paço, o grupo de Oswaldo pode agora dizer que é de Márcio a culpa de a cidade não ter  segundo turno das eleições. “Ele assumiu um ônus político pesado, criou mais um caroço”, avalia um petista que prefere não ser identificado.

Para complicar a situação do PT em Mauá, a vereadora Cássia Rubinelli deve anunciar sua desfiliação na sigla na próxima semana. “Passado o feriado, eu saio”, diz a parlamentar. O destino político de Cássia deve ser o PPS, junto do marido, o suplente de deputado federal Wagner Rubinelli, ele próprio um ex-petista. Pelos cálculos de Rubinelli, a expectativa é que Cássia leve com ela  100 petistas ligado ao grupo político do casal. O atenuante é que parte dos filiados nunca considerou Rubinelli membro de fato do PT.

Com Cássia fora, o partido passa a contar com apenas três vereadores na Câmara de Mauá – Rogério Moreira Santana (líder de bancada), Eugênio e José Luiz Cassimiro –, eles próprios divididos entre suas correntes.



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Desistência de Márcio deixa PT rachado

Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

09/12/2005 | 08:24


“Partido” é uma palavra que define bem o PT de Mauá hoje. Faltando menos de um ano para as eleições de 2006, a legenda – prestes a perder uma representante na Câmara, a vereadora Cássia Rubinelli – atravessa crise interna tão grave quanto a perda da Prefeitura para Leonel Damo (PV).

O principal ponto de descontentamento da militância é quanto à desistência de Márcio Chaves Pires dos recursos dele na Justiça Eleitoral. Na reunião do diretório, quinta-feira, Márcio explicou que abriu mão das chamadas ’ações acessórias’porque a principal – que buscava restabelecer o registro de sua candidatura – já havia sido definida e não haveria mais chance de reverter a decisão. Petistas reclamam que Márcio não consultou as bases antes de decidir abrir mão dos recursos.

“Ele não poderia decidir pela coligação”, critica o vereador Paulo Eugênio Pereira, disposto a levar adiante a guerra judicial que por 11 meses deixou a cidade num impasse administrativo. Mesmo quem entende o posicionamento do petista, argumentando que os custos advocatícios são caros, avalia que houve uma falha por parte de Márcio. O petista comunicou primeiro a coligação que o apoiou na candidatura a prefeito, e depois a militância.

Fogo reverso – Na avaliação de parte dos petistas, o novo quadro é o seguinte: o grupo ligado a Oswaldo Dias, ex-prefeito e possível candidato a deputado em 2006, tem agora munição para ‘minar’ a possível candidatura de Márcio.

Explica-se: o grupo de Márcio sempre culpou Oswaldo Dias por manter a exposição Túnel do Tempo, que levou à cassação do registro da candidatura de Márcio Chaves, acusado pelo Ministério Público de uso da máquina. Com a desistência dele em continuar disputando na Justiça o comando do Paço, o grupo de Oswaldo pode agora dizer que é de Márcio a culpa de a cidade não ter  segundo turno das eleições. “Ele assumiu um ônus político pesado, criou mais um caroço”, avalia um petista que prefere não ser identificado.

Para complicar a situação do PT em Mauá, a vereadora Cássia Rubinelli deve anunciar sua desfiliação na sigla na próxima semana. “Passado o feriado, eu saio”, diz a parlamentar. O destino político de Cássia deve ser o PPS, junto do marido, o suplente de deputado federal Wagner Rubinelli, ele próprio um ex-petista. Pelos cálculos de Rubinelli, a expectativa é que Cássia leve com ela  100 petistas ligado ao grupo político do casal. O atenuante é que parte dos filiados nunca considerou Rubinelli membro de fato do PT.

Com Cássia fora, o partido passa a contar com apenas três vereadores na Câmara de Mauá – Rogério Moreira Santana (líder de bancada), Eugênio e José Luiz Cassimiro –, eles próprios divididos entre suas correntes.

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