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PM frustra seqüestro de empresário


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

17/10/2006 | 22:27


“Os 54 anos de vida aqui no Brasil passaram de uma vez pela minha cabeça. Tive medo e pensei que iria morrer. Estou vivo novamente.” O empresário italiano de São Bernardo G.G., 74 anos, resumiu assim seu sofrimento ao passar por um seqüestro frustrado terça-feira de manhã. Ele foi pego na porta da empresa e colocado no porta-malas de um veículo.

Duas horas após ser levado da frente de sua empresa de materiais plásticos no bairro Batistini, o empresário foi libertado após a Polícia Militar prender quatro integrantes da quadrilha. Entre os detidos, estava o mentor do crime, Clóvis de Souza, 31, acusado de envolvimento em pelo menos 15 seqüestros no Grande ABC, segundo a polícia.

As duas horas de apreensão do empresário poderiam ter se tornado dias em cativeiro, não fosse a observação de um segurança de sua empresa. Ele presenciou a ação da quadrilha no momento da abordagem e acionou o alarme. Com o aviso, outro funcionário telefonou para a polícia.

A intenção do bando comandado por Souza, formado por pelo menos oito criminosos, era pedir R$ 1 milhão de resgate para a família do empresário, que mora na zona Sul da Capital.

Às 9h, quatro seqüestradores atacaram G. na avenida Luigi Batistini, quando ele chegava para trabalhar, dirigindo um Alfa Romeo. Armados com pistolas calibre 9 milímetros, os criminosos fecharam o carro da vítima na porta da empresa, utilizando um Golf vermelho e um Corsa preto. O empresário foi retirado do Alfa Romeo e colocado no Corsa.

Um segurança da empresa viu tudo e recebeu ameaças do bando. “Some daqui. Entra e desaparece”, gritou um dos seqüestradores. O segurança obedeceu, mas acionou o alarme da empresa.

Policiais da 1ª Companhia do 40º Batalhão receberam as características do Golf e do Corsa e foram incumbidos de achá-los pela região. Logo em seguida, receberam uma denúncia anônima informando o paradeiro do bando, que circulava no bairro Cooperativa, perto do CDP (Centro de Detenção Provisória).

O Corsa foi encontrado na estrada Samuel Aizemberg. Dentro dele estava William Tibúrcio Lopes, 22, que foi preso. Perto dali, no Golf, foram detidos na estrada Sadae Takagi o líder Souza, Carlos Renato Ferreira, 31, e Jaider Roseno da Silva, 31. No veículo, a polícia encontrou uma metralhadora calibre 9 milímetros.

O empresário havia sido colocado por outra parte do bando em um Scénic e conduzido até uma casa na zona Sul da capital, onde seria o cativeiro. Por celular, eles passaram a negociar com a polícia a liberdade do líder Souza. Em troca, prometiam libertar o empresário e dar mais uma quantia em dinheiro. Valor que não chegou a ser estipulado.

Os policiais fingiram aceitar o acordo e foi combinado que o empresário seria deixado na avenida Guarapiranga, no bairro Campo Limpo, zona Sul de São Paulo. Às 11h, no local, a polícia encontrou o Scénic apenas com a vítima dentro.

“Me jogaram no porta-malas do carro e passei a ouvir umas vozes. Não me agrediram, mas tive muito medo. A polícia foi rápida e conseguiu me salvar”, contou o empresário nascido na Bolonha, ainda com forte sotaque italiano, apesar das dezenas de anos que mora no Brasil. Com exceção de Lopes, os outros três presos têm diversas passagens pela polícia.


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PM frustra seqüestro de empresário

Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

17/10/2006 | 22:27


“Os 54 anos de vida aqui no Brasil passaram de uma vez pela minha cabeça. Tive medo e pensei que iria morrer. Estou vivo novamente.” O empresário italiano de São Bernardo G.G., 74 anos, resumiu assim seu sofrimento ao passar por um seqüestro frustrado terça-feira de manhã. Ele foi pego na porta da empresa e colocado no porta-malas de um veículo.

Duas horas após ser levado da frente de sua empresa de materiais plásticos no bairro Batistini, o empresário foi libertado após a Polícia Militar prender quatro integrantes da quadrilha. Entre os detidos, estava o mentor do crime, Clóvis de Souza, 31, acusado de envolvimento em pelo menos 15 seqüestros no Grande ABC, segundo a polícia.

As duas horas de apreensão do empresário poderiam ter se tornado dias em cativeiro, não fosse a observação de um segurança de sua empresa. Ele presenciou a ação da quadrilha no momento da abordagem e acionou o alarme. Com o aviso, outro funcionário telefonou para a polícia.

A intenção do bando comandado por Souza, formado por pelo menos oito criminosos, era pedir R$ 1 milhão de resgate para a família do empresário, que mora na zona Sul da Capital.

Às 9h, quatro seqüestradores atacaram G. na avenida Luigi Batistini, quando ele chegava para trabalhar, dirigindo um Alfa Romeo. Armados com pistolas calibre 9 milímetros, os criminosos fecharam o carro da vítima na porta da empresa, utilizando um Golf vermelho e um Corsa preto. O empresário foi retirado do Alfa Romeo e colocado no Corsa.

Um segurança da empresa viu tudo e recebeu ameaças do bando. “Some daqui. Entra e desaparece”, gritou um dos seqüestradores. O segurança obedeceu, mas acionou o alarme da empresa.

Policiais da 1ª Companhia do 40º Batalhão receberam as características do Golf e do Corsa e foram incumbidos de achá-los pela região. Logo em seguida, receberam uma denúncia anônima informando o paradeiro do bando, que circulava no bairro Cooperativa, perto do CDP (Centro de Detenção Provisória).

O Corsa foi encontrado na estrada Samuel Aizemberg. Dentro dele estava William Tibúrcio Lopes, 22, que foi preso. Perto dali, no Golf, foram detidos na estrada Sadae Takagi o líder Souza, Carlos Renato Ferreira, 31, e Jaider Roseno da Silva, 31. No veículo, a polícia encontrou uma metralhadora calibre 9 milímetros.

O empresário havia sido colocado por outra parte do bando em um Scénic e conduzido até uma casa na zona Sul da capital, onde seria o cativeiro. Por celular, eles passaram a negociar com a polícia a liberdade do líder Souza. Em troca, prometiam libertar o empresário e dar mais uma quantia em dinheiro. Valor que não chegou a ser estipulado.

Os policiais fingiram aceitar o acordo e foi combinado que o empresário seria deixado na avenida Guarapiranga, no bairro Campo Limpo, zona Sul de São Paulo. Às 11h, no local, a polícia encontrou o Scénic apenas com a vítima dentro.

“Me jogaram no porta-malas do carro e passei a ouvir umas vozes. Não me agrediram, mas tive muito medo. A polícia foi rápida e conseguiu me salvar”, contou o empresário nascido na Bolonha, ainda com forte sotaque italiano, apesar das dezenas de anos que mora no Brasil. Com exceção de Lopes, os outros três presos têm diversas passagens pela polícia.

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