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Ratos de telhado do Pq. Novo Oratório assustam até gatos


Bruno Ribeiro
Especial para o Diário

09/12/2005 | 08:19


Desde que uma casa na rua Ceilão, no Parque Novo Oratório, em Santo André, foi abandonada, o local se transformou em um verdadeiro hotel de ratos. Os roedores buscam comida na vizinhança e depois voltam à casa vazia para se abrigar. A população não sabe quem é o proprietário da casa, que acumula lixo e entulho.

“Isso começou há pouco mais de dois meses. A casa está vazia desde o começo do ano, mas quando começaram a jogar entulho lá que o negócio piorou”, diz a dona-de-casa Silvana Jesus Santos, 31 anos, moradora da rua Ceilão. Outros moradores vizinhos à casa afirmam que as tentativas de amenizar o problema só trouxeram mais dor de cabeça.

“Começamos a perder o sono ouvindo o barulho dos ratos passeando em nosso telhado. Resolvemos então arrumar um gato, para ver se dava um jeito nesses bichos. Nos primeiros dias, tudo bem. Mas aí os ratos devem ter pego ele de jeito, porque o gato apareceu cheio de feridas e com medo de sair de casa. Agora, soltamos ele no quintal, onde sempre achamos ratos, e o gato volta correndo para dentro de casa, assustado”, lamenta o motorista Roberto Alexandre, 50 anos.

A dona-de-casa Isaura Castro Alexandre, 71 anos, conta que os ratos saem do telhado da casa abandonada. “Eles andam grudados na parede. Sobem e descem como se estivessem andando em linha reta. E enfrentam a gente, nos encaram. O cachorro, que dormia na casinha no fundo do quintal, agora dorme perto da porta de casa, no relento.”

Praga – O comportamento dos ratos que apareceram na rua Ceilão é característico da espécie Rattus rattus. São os conhecidos ratos de telhado, que estariam migrando do litoral. Em junho, a praga era a principal reclamação da ouvidoria da Prefeitura de Santo André. Na época, a secretária de Saúde, Vânia Barbosa do Nascimento, anunciou que a administração municipal preparava uma “campanha agressiva” para lidar com o problema. Seriam contratados 60 novos agentes. Hoje, as reclamações na ouvidoria de Santo André passam de 3 mil – quase oito por dia, em média, segundo a Prefeitura.

As promessas feitas pela administração no meio do ano não foram cumpridas. A boa notícia é que, ao invés de 60, o número de agentes contratados será 74. Além do combate direto dos ratos, os funcionários devem atuar na educação da população sobre higiene e cuidados. Porém, os agentes só começam a trabalhar ano que vem.

“A contratação estava sendo feita pelo Semasa. Houve um concurso de projetos para combater os roedores e acabou havendo atraso”, explica a assistente de direção do Departamento de Vigilância e Saúde da cidade, Maria Adelaide Gonzalez.

Maria Adelaide afirma que o trabalho de combate aos ratos de telhado não é só de desratização. “Temos de identificar os costumes desses ratos para o combate correto. Por isso, um estudo mais profundo está planejado, paralelo à ação dos agentes. O trabalho não é somente colocar veneno. Temos que ter certeza que eles não trazem doenças. Essa espécie é a transmissora da peste bulbônica”. Segundo Maria Adelaide, os novos agentes – incluindo um especialista que prestará consultoria à Prefeitura – devem iniciar os trabalhos em 2 de janeiro.



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Ratos de telhado do Pq. Novo Oratório assustam até gatos

Bruno Ribeiro
Especial para o Diário

09/12/2005 | 08:19


Desde que uma casa na rua Ceilão, no Parque Novo Oratório, em Santo André, foi abandonada, o local se transformou em um verdadeiro hotel de ratos. Os roedores buscam comida na vizinhança e depois voltam à casa vazia para se abrigar. A população não sabe quem é o proprietário da casa, que acumula lixo e entulho.

“Isso começou há pouco mais de dois meses. A casa está vazia desde o começo do ano, mas quando começaram a jogar entulho lá que o negócio piorou”, diz a dona-de-casa Silvana Jesus Santos, 31 anos, moradora da rua Ceilão. Outros moradores vizinhos à casa afirmam que as tentativas de amenizar o problema só trouxeram mais dor de cabeça.

“Começamos a perder o sono ouvindo o barulho dos ratos passeando em nosso telhado. Resolvemos então arrumar um gato, para ver se dava um jeito nesses bichos. Nos primeiros dias, tudo bem. Mas aí os ratos devem ter pego ele de jeito, porque o gato apareceu cheio de feridas e com medo de sair de casa. Agora, soltamos ele no quintal, onde sempre achamos ratos, e o gato volta correndo para dentro de casa, assustado”, lamenta o motorista Roberto Alexandre, 50 anos.

A dona-de-casa Isaura Castro Alexandre, 71 anos, conta que os ratos saem do telhado da casa abandonada. “Eles andam grudados na parede. Sobem e descem como se estivessem andando em linha reta. E enfrentam a gente, nos encaram. O cachorro, que dormia na casinha no fundo do quintal, agora dorme perto da porta de casa, no relento.”

Praga – O comportamento dos ratos que apareceram na rua Ceilão é característico da espécie Rattus rattus. São os conhecidos ratos de telhado, que estariam migrando do litoral. Em junho, a praga era a principal reclamação da ouvidoria da Prefeitura de Santo André. Na época, a secretária de Saúde, Vânia Barbosa do Nascimento, anunciou que a administração municipal preparava uma “campanha agressiva” para lidar com o problema. Seriam contratados 60 novos agentes. Hoje, as reclamações na ouvidoria de Santo André passam de 3 mil – quase oito por dia, em média, segundo a Prefeitura.

As promessas feitas pela administração no meio do ano não foram cumpridas. A boa notícia é que, ao invés de 60, o número de agentes contratados será 74. Além do combate direto dos ratos, os funcionários devem atuar na educação da população sobre higiene e cuidados. Porém, os agentes só começam a trabalhar ano que vem.

“A contratação estava sendo feita pelo Semasa. Houve um concurso de projetos para combater os roedores e acabou havendo atraso”, explica a assistente de direção do Departamento de Vigilância e Saúde da cidade, Maria Adelaide Gonzalez.

Maria Adelaide afirma que o trabalho de combate aos ratos de telhado não é só de desratização. “Temos de identificar os costumes desses ratos para o combate correto. Por isso, um estudo mais profundo está planejado, paralelo à ação dos agentes. O trabalho não é somente colocar veneno. Temos que ter certeza que eles não trazem doenças. Essa espécie é a transmissora da peste bulbônica”. Segundo Maria Adelaide, os novos agentes – incluindo um especialista que prestará consultoria à Prefeitura – devem iniciar os trabalhos em 2 de janeiro.

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