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Manifestaçoes em Jacarta deixam dezenas de feridos


Do Diário do Grande ABC

23/09/1999 | 12:54


A adoçao, pelo parlamento indonésio, de uma lei que confia todos os poderes ao Exército em tempos de crise, provocou nesta quinta-feira violentas manifestaçoes nas ruas de Jacarta, que deixaram dezenas de feridos.

As forças da ordem dispararam e utilizaram bombas de gás lacrimogêneo em pelo menos três áreas do centro da capital, para dispersar vários grupos de manifestantes, principalmente estudantes, que se dirigiam ao Parlamento.

Alguns manifestantes utilizaram coquetéis molotov, e pelo menos 36 ficaram feridos, nove deles com gravidade. Dois receberam tiros, segundo os serviços de socorro.

A lei sobre a segurança foi adotada esta quinta-feira, por aclamaçao, durante sessao presidida pelo general Hari Sabarno, chefe da facçao do Exército constituída por militares designados e nao eleitos.

Este Parlamento foi eleito em 1997, sob o regime do presidente Suharto, que seis semanas depois se viu obrigado a se dissolver.

O Parlamento, que deve ser dissolvido no final de mês, vai receber uma compensaçao financeira, definida por decreto pelo presidente Jusuf Habibie: a indenizaçao vai corresponder ao que os parlamentares receberiam durante o tempo normal do mandato, ou seja, cinco anos de vencimentos.

O novo parlamento, eleito em junho, durante as ``primeiras eleiçoes livres'', realizadas no país desde 1955, se reunirá em 1º de outubro.

A lei adotada esta semana dá ao presidente a autoridade de declarar o estado de emergência, que transfere ao Exército toda autoridade e a possibilidade de utilizar todas as medidas necessárias para enfrentar ``as ameaças contra a segurança do Estado''.

O texto estipula que o Exército pode tomar o controle de todas as telecomunicaçoes, proclamar toques de recolher e restringir a circulaçao das pessoas, tanto nas fronteiras do país como no interior do território.



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Manifestaçoes em Jacarta deixam dezenas de feridos

Do Diário do Grande ABC

23/09/1999 | 12:54


A adoçao, pelo parlamento indonésio, de uma lei que confia todos os poderes ao Exército em tempos de crise, provocou nesta quinta-feira violentas manifestaçoes nas ruas de Jacarta, que deixaram dezenas de feridos.

As forças da ordem dispararam e utilizaram bombas de gás lacrimogêneo em pelo menos três áreas do centro da capital, para dispersar vários grupos de manifestantes, principalmente estudantes, que se dirigiam ao Parlamento.

Alguns manifestantes utilizaram coquetéis molotov, e pelo menos 36 ficaram feridos, nove deles com gravidade. Dois receberam tiros, segundo os serviços de socorro.

A lei sobre a segurança foi adotada esta quinta-feira, por aclamaçao, durante sessao presidida pelo general Hari Sabarno, chefe da facçao do Exército constituída por militares designados e nao eleitos.

Este Parlamento foi eleito em 1997, sob o regime do presidente Suharto, que seis semanas depois se viu obrigado a se dissolver.

O Parlamento, que deve ser dissolvido no final de mês, vai receber uma compensaçao financeira, definida por decreto pelo presidente Jusuf Habibie: a indenizaçao vai corresponder ao que os parlamentares receberiam durante o tempo normal do mandato, ou seja, cinco anos de vencimentos.

O novo parlamento, eleito em junho, durante as ``primeiras eleiçoes livres'', realizadas no país desde 1955, se reunirá em 1º de outubro.

A lei adotada esta semana dá ao presidente a autoridade de declarar o estado de emergência, que transfere ao Exército toda autoridade e a possibilidade de utilizar todas as medidas necessárias para enfrentar ``as ameaças contra a segurança do Estado''.

O texto estipula que o Exército pode tomar o controle de todas as telecomunicaçoes, proclamar toques de recolher e restringir a circulaçao das pessoas, tanto nas fronteiras do país como no interior do território.

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