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Veja o que rolou nos shows da Fresno e NX Zero


Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

20/02/2011 | 07:01


* Confira também vídeo na galeria de vídeos!

Loucura! Em todos os sentidos. Essa é a melhor palavra para resumir a passagem dos furacões Fresno e NX Zero pelo Senhas Rock Festival, em São Bernardo, no domingo. O D+ esteve lá para acompanhar os agitos nos bastidores dos shows das duas bandas, que parecem estar alcançando a maturidade, enquanto atraem cada vez mais fãs. Apesar da correria, os meninos nos deram alguns minutinhos de bate-papo exclusivo. O resultado - incluindo a brincadeira que a galera da NX fez com a equipe do Diário.  

Fresno não faz ritual de preparação 

Os meninos da Fresno não costumam ter frescura, segundo o vocalista Lucas Silveira. Nem chegam muito antes da apresentação; uma hora de antecedência já está bom. Ficar tempo demais no camarim os deixa cansados. Também não rola rituais. "Eu, particularmente, aqueço a voz uns cinco minutos antes do show. O Bell se alonga. A gente fica conversando todos juntos", diz Lucas.

No entanto, o guitarrista Vavo revela que nem sempre foi assim. "Já tivemos gritos de guerra, muito longos por sinal, mas agora eles já foram abolidos." Para comer, queijo, pães, frutas e chocolate, além de refrigerantes; mas quase não tocaram em nada. O baterista Bell repôs parte da força bebendo energético. No caminho para o palco, ele bate pequenas palmas. É para aquecer os tendões; aprendeu o movimento em uma vídeo-aula de Jojo Mayer, famoso baterista suíço.

O fim de semana foi intenso; fizeram três show seguidos. No sábado, estavam no Rio Grande do Sul. Dormiram só três horas antes de viajar para São Bernardo. O maior desejo depois da apresentação? "Dormir. Graças a Deus, a gente tem saúde para aguentar isso. Mas se não dorme, a galera fica mal", afirma o exausto Lucas.

 

NX Zero usa luz vermelha para se concentrar

As olheiras dos meninos denunciavam que aquele era fim de semana de muito trabalho. "Este é o quarto show da semana seguido. Está todo mundo bem cansado", diz o vocalista Di Ferrero. Em geral, atendem os fãs antes da apresentação, mas naquele dia distribuíram beijos e abraços só depois de tocar.

Ao contrário dos amigos da Fresno, os integrantes da NX Zero não ficam só no aquecimento. No camarim, escutam som maneiro (estilos diferentes do deles) e colocam luz vermelha; tudo para deixá-los tranquilos e no clima do show. O baixista Caco sempre passa o set list. "Vou checando música por música, o que a gente vai fazer, como vai terminar, como a outra começa, mas ninguém presta atenção", reclama.

Se alguém está para baixo, o outro já chega para zoar e animar. "Sempre pego no pé dos bocejos", diz o baterista Daniel. A correria os obriga a se acostumar ao barulho na hora da soneca. "A gente tem de dormir onde der. O busão é nossa segunda casa. Ali tem aconchego, a caminha de cada um", fala Di.

No entanto, tudo vale a pena. "Já dividimos este camarim com outras 15 bandas quando começamos. Chegar aqui agora e ficar sozinhos nos deixa orgulhosos de voltar e ver a casa cheia de novo", afirma Daniel.

 

E mais ...

 

Grandes companheiros - Não faltaram pais e irmãos mais velhos acompanhando a galera. Teve até quem cantava trechos das músicas. Mas era só olhar para a expressão de alguns adultos para perceber que o som não agradava. Por volta das 23h, tinha gente louca para ir embora. Rolou até discussão entre mãe e filha. Já era tarde e segunda-feira é dia de escola e trampo. É difícil para entenderem que fã que é fã não pode sair antes do ídolo partir.

 

Paixão - Fãs gritaram no momento em que Fresno e NX Zero subiram ao palco. É difícil explicar e controlar o que se sente ao ver o ídolo. Um dia antes do show, Mariana Andrade, 13 anos, de Santo André, nem dormiu direito. Aguardou com ansiedade o encontro com os ídolos das duas bandas, que curte há mais de três anos. "O abraço foi a melhor parte. É bom chegar perto de quem a gente gosta", diz Mari, após receber o carinho do grupo liderado por Lucas. "Tenho muita sorte. Não é todo mundo que consegue isso." Para garantir lugar de cara com o palco, na hora da apresentação da NX - que começou lá pelas 22h -, Bárbara de Moraes, 15, de Santo André, e as amigas chegaram no evento às 13h. Se vale a pena? "Claro!" Esse foi o quinto show da banda do vocalista Di Ferrero em que ela esteve.

 

Jornalista sofre - Quem pensa que jornalista tem mordomias à disposição está enganado. A concorrência é grande, e é preciso ralar muito antes de bater papo com eles. Às vezes, são horas de espera para garantir alguns minutinhos de entrevista. O esforço, neste caso, compensou; mas nem sempre é assim. Além disso, tem de ser superprofissional. Pega mal pedir autógrafos ou para tirar foto com os caras. Teve quem levou bronca por querer um clique com as bandas na coletiva. Também não é nada fácil o trabalho do assessor de imprensa do festival. "Tem fã que finge ser repórter para chegar perto do ídolo", conta Ricardo Nóbrega.

 

Vigilantes - Vida de segurança de show é dureza. Naquele calorzão, os caras estavam de terno preto e gravata; a maioria parece carrancudo para afastar quem pretende conquistá-los para facilitar o acesso aos ídolos. Para agravar a situação, parte deles fica de costas para o palco, grudada na caixa de som com música muito alta no ouvido. Isso sem contar a gritaria dos fãs. Alguns acham o trampo tranquilo. "É fácil dialogar com adolescentes. Só são mais eufóricos. Quando burlam a segurança, a gente tenta acalmá-los e pede para se retirarem. Em geral, saem na boa", afirma Francis João Souza, 34 anos. Entretanto, nem todos concordam com o colega de trabalho.

 

Produção - Não haveria show sem o trabalho da produção, responsável desde a montagem dos equipamentos até a organização do contato entre artistas e imprensa. No palco, por exemplo, a galera corre contra o tempo para deixar tudo funcionando para a apresentação. Nos camarins, checam se tudo está em ordem; decidem quem pode entrar e quanto tempo pode ficar. Há quatro anos, Caroline Nequirito é produtora da Fresno. A convivência com os meninos faz com que, às vezes, pareça mãe deles; rola até bronquinhas de vez em quando. "Não é difícil, gosto disso." Apesar de acompanhá-los para todo lado, garante que sobra tempo para ela.



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