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As Radioativas estampam rock ácido no disco de estreia

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Banda paulistana formada por cinco garotas lança disco com produção de Luiz Calanca


Vinícius Castelli

14/09/2013 | 07:00


Rock escrachado, com levadas soltas, pegadas dos anos 1970 e 1990, sem medo de ser feliz. É assim que toca o som no disco Cuidado Garota (Baratos Afins, R$ 20 em média), da banda As Radioativas.

O grupo vem ganhando cada vez mais espaço no cenário roqueiro de São Paulo, e quem rasga o verbo nas dez músicas que ilustram o disco é a cantora Taty The Sex Maker. Além dela, o grupo, formado por mulheres, conta com Lets Krüger (guitarra), Natasha X (guitarra), a andreense Crica Mess (baixo/backing vocals) e Lets The Scientist (bateria).

As distorções soam ácidas ao lado das batidas roqueiras desde Isso é Rock N’Roll, faixa que abre a obra, até Longo Tempo. Não é difícil identificar referências ao The Stooges ou ao som do The Runaways, também formado só por garotas nos anos 1970. O disco tem produção assinada por ninguém menos que Luiz Calanca, figura conhecida no cenário roqueiro independente.

“A ideia do disco surgiu no final de 2011. Era difícil de se realizar pela falta de recursos. Então, gravamos duas faixas demo com a ajuda de um amigo e estávamos correndo atrás, até que um belo dia surgiu o Calanca na nossa vida”, conta Crica, que entrou na banda naquele ano.

O resultado desse rock escrachado já pode ser visto nas apresentações do grupo. Crica conta que a receptividade nas apresentações tem sido boa. “Os shows costumam ser bem animados. A galera dança, berra, se diverte muito. E é por isso que vale a pena. É disso que é feito o rock and roll.”

Para elas, a mensagem que importa é sua verdade. A andreense conta que acham importante deixar claro que as mulheres podem chegar aonde elas bem entendem, sem se importar com os padrões impostos pela sociedade. “As mulheres não devem se calar quando estão sofrendo algum tipo de abuso, quando são oprimidas”, diz.

Com o microfone nas mãos, As Radioativas aproveitam para falar do que bem quiserem nas letras, sem tabus ou preocupações. “Eu acho que chegamos onde estamos justamente pelo fato de a gente dizer o que pensa, sem medo, sem ficar achando que ‘não deveria’. Nossas letras falam da nossa realidade, do nosso cotidiano, e muitas vezes pode não ser ‘docinho’ como algumas pessoas esperam. Estou cansada de ver grupos de meninas fazendo ‘lá lá lá’.” 



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