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Greta Thunberg acusa líderes mundiais de 'ignorar' a crise climática



22/04/2021 | 18:26


A ativista ambiental Greta Thunberg fez duras críticas nesta quinta-feira, 22, contra os líderes mundiais ante um painel do Congresso americano, acusando-os de "ignorar" a crise climática, em um forte discurso no qual exigiu o fim do subsídios aos combustíveis fósseis.

"Quanto tempo acreditam que podem continuar ignorando a crise climática, o respeito global à equidade e às emissões históricas sem ter de prestar contas?", questionou Greta.

Ela alertou aos parlamentares dos Estados Unidos nesta quinta-feira que a história os responsabilizará pelas catástrofes climáticas se não pararem de subsidiar a indústria de combustíveis fósseis antes que seja tarde demais.

Greta Thunberg, de 18 anos, cujo ativismo inspirou um movimento global, participou virtualmente de um painel da Câmara dos Deputados dos EUA no mesmo dia em que o presidente americano, Joe Biden, deu início a cúpula virtual do Dia da Terra, de dois dias, prometendo reduzir as emissões de gases de efeito estufa dos EUA pela metade até 2030.

"O simples fato, e incômodo fato, é que se quisermos cumprir nossas promessas e compromissos (do acordo) de Paris, temos que acabar com os subsídios para combustíveis fósseis... agora", disse Greta, referindo-se ao Acordo Internacional de Mudança Climática de Paris de 2016. Os Estados Unidos voltaram a aderir ao acordo de Paris em fevereiro, depois da saída do ex-presidente Donald Trump.

Greta, cujo ativismo começou aos 15 anos, quando começou a faltar às aulas nas sextas-feiras para protestar diante do Parlamento sueco sobre as mudanças climáticas, admitiu que está pessimista.

"Não acredito, por um segundo, que vocês realmente farão isso", disse em sua apresentação aos parlamentares do subcomitê ambiental do Comitê de Supervisão da Câmara.

"Vocês ainda têm tempo para fazer a coisa certa e salvar seus legados, mas esse tempo não vai durar muito", disse Greta. "Nós, os jovens, somos os que vamos escrever sobre vocês nos livros de história... Portanto, meu conselho para vocês é que escolham com sabedoria."

O presidente do subcomitê, o deputado democrata Ro Khanna, vem pressionando o também democrata Biden para acabar com os subsídios para combustíveis fósseis como parte de um plano para reconstruir a infraestrutura norte-americana.

"Apreciamos que o presidente Biden tenha decidido acabar com os subsídios para combustíveis fósseis. Mas os detalhes são importantes", disse Ro Khanna em comunicado divulgado antes da audiência. "Exatamente quatro meses após o início deste governo, os progressistas estão procurando compromissos tangíveis e específicos do governo para seguir adiante em sua própria plataforma."

Greta, que foi eleita pessoa do ano pela revista Time em 2019 por suas ações sobre a mudança climática, denunciou a "loucura" dos subsídios do governo para o uso de combustíveis fósseis. Ela diz que as promessas atuais dos diferentes países de reduzir pela metade suas emissões de gases de efeito estufa na próxima década ainda não são suficientes. (Com agências internacionais)



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Greta Thunberg acusa líderes mundiais de 'ignorar' a crise climática


22/04/2021 | 18:26


A ativista ambiental Greta Thunberg fez duras críticas nesta quinta-feira, 22, contra os líderes mundiais ante um painel do Congresso americano, acusando-os de "ignorar" a crise climática, em um forte discurso no qual exigiu o fim do subsídios aos combustíveis fósseis.

"Quanto tempo acreditam que podem continuar ignorando a crise climática, o respeito global à equidade e às emissões históricas sem ter de prestar contas?", questionou Greta.

Ela alertou aos parlamentares dos Estados Unidos nesta quinta-feira que a história os responsabilizará pelas catástrofes climáticas se não pararem de subsidiar a indústria de combustíveis fósseis antes que seja tarde demais.

Greta Thunberg, de 18 anos, cujo ativismo inspirou um movimento global, participou virtualmente de um painel da Câmara dos Deputados dos EUA no mesmo dia em que o presidente americano, Joe Biden, deu início a cúpula virtual do Dia da Terra, de dois dias, prometendo reduzir as emissões de gases de efeito estufa dos EUA pela metade até 2030.

"O simples fato, e incômodo fato, é que se quisermos cumprir nossas promessas e compromissos (do acordo) de Paris, temos que acabar com os subsídios para combustíveis fósseis... agora", disse Greta, referindo-se ao Acordo Internacional de Mudança Climática de Paris de 2016. Os Estados Unidos voltaram a aderir ao acordo de Paris em fevereiro, depois da saída do ex-presidente Donald Trump.

Greta, cujo ativismo começou aos 15 anos, quando começou a faltar às aulas nas sextas-feiras para protestar diante do Parlamento sueco sobre as mudanças climáticas, admitiu que está pessimista.

"Não acredito, por um segundo, que vocês realmente farão isso", disse em sua apresentação aos parlamentares do subcomitê ambiental do Comitê de Supervisão da Câmara.

"Vocês ainda têm tempo para fazer a coisa certa e salvar seus legados, mas esse tempo não vai durar muito", disse Greta. "Nós, os jovens, somos os que vamos escrever sobre vocês nos livros de história... Portanto, meu conselho para vocês é que escolham com sabedoria."

O presidente do subcomitê, o deputado democrata Ro Khanna, vem pressionando o também democrata Biden para acabar com os subsídios para combustíveis fósseis como parte de um plano para reconstruir a infraestrutura norte-americana.

"Apreciamos que o presidente Biden tenha decidido acabar com os subsídios para combustíveis fósseis. Mas os detalhes são importantes", disse Ro Khanna em comunicado divulgado antes da audiência. "Exatamente quatro meses após o início deste governo, os progressistas estão procurando compromissos tangíveis e específicos do governo para seguir adiante em sua própria plataforma."

Greta, que foi eleita pessoa do ano pela revista Time em 2019 por suas ações sobre a mudança climática, denunciou a "loucura" dos subsídios do governo para o uso de combustíveis fósseis. Ela diz que as promessas atuais dos diferentes países de reduzir pela metade suas emissões de gases de efeito estufa na próxima década ainda não são suficientes. (Com agências internacionais)

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