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Israel e Bahrein vão normalizar relações



12/09/2020 | 07:02


O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta sexta, 11, que Bahrein e Israel concordaram em estabelecer relações diplomáticas, seguindo os passos dos Emirados Árabes, que estabeleceram laços formais com os israelenses no dia 13 de agosto. O Bahrein será o quarto país árabe a reconhecer Israel.

"Outra conquista histórica", tuitou Trump. O anúncio representa outra vitória diplomática para o presidente, que disputa a reeleição em 3 de novembro, e uma oportunidade para fortalecer seu apoio entre os cristãos evangélicos que apoiam Israel. Na semana passada, Trump anunciou acordos para que o Kosovo reconheça Israel e para que a Sérvia mude sua embaixada para Jerusalém.

Trump, o rei do Bahrein, Hamad bin Isa al-Khalifa, e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, emitiram uma declaração conjunta, que o americano tuitou logo após retornar de um evento de campanha em Shanksville, na Pensilvânia, para lembrar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. "Este é um avanço histórico para promover a paz no Oriente Médio", diz a declaração conjunta. "A abertura do diálogo direto e dos laços entre essas duas sociedades dinâmicas e economias avançadas continuará a transformação positiva do Oriente Médio e aumentará a estabilidade, segurança e prosperidade na região."

"Mesmo os grandes guerreiros ficam cansados de lutar e eles estão cansados de lutar", disse Trump no Salão Oval da Casa Branca, ao lado do vice-presidente, Mike Pence, e de seu genro e assessor Jared Kushner. Trump elogiou os líderes de Bahrein e de Israel por sua "visão e coragem para forjar um acordo histórico".

O premiê israelense divulgou um vídeo celebrando a notícia. "Temos investido na paz por muitos anos e agora a paz investirá em nós", disse Netanyahu. "Isso levará a grandes investimentos na economia israelense." Kushner destacou que o acordo diplomático é o segundo alcançado por Israel em 30 dias com países árabes. Antes disso, os israelenses haviam obtido reconhecimento de Egito e Jordânia.

Uma pessoa próxima à família real bareinita disse que as relações com Israel ainda não estão totalmente normalizadas, mas o anúncio de ontem é um primeiro passo. Na terça-feira, será realizada na Casa Branca uma cerimônia para a assinatura dos acordos com os dois países do Golfo Pérsico.

O premiê israelense firmará o tratado com os Emirados Árabes, que serão representados pelo príncipe herdeiro, xeque Mohamed bin Zayed, e com o Bahrein, cujo chanceler, Abdulatif al-Zayani, se encarregará de firmar o documento.

Outros dois Estados menores do Golfo Pérsico devem seguir o exemplo dos Emirados Árabes. Trump falou com o líder de um deles, Omã, no início da semana.

Assim como foi acertado no mês passado com os Emirados, o acordo entre Bahrein e Israel normalizará as relações diplomáticas, comerciais e de segurança. O Bahrein, juntamente com a Arábia Saudita, já havia levantado a proibição de uso de seu espaço aéreo por aviões israelenses.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) denunciou ontem o acordo, que qualificou como uma "traição à causa palestina" e uma "medida extremamente perigosa". O grupo acrescentou que o acordo é "um passo no apoio à legalização dos crimes da ocupação israelense contra o povo palestino" e a decisão "prejudica ainda mais a iniciativa de paz árabe de 2002.

Para o chanceler do Bahrein, no entanto, o acordo levará os palestinos a obterem seus "direitos legítimos" e segue os objetivos do plano árabe de estabelecimento de um Estado palestino independente com sua capital em Jerusalém Oriental.

Desde que os líderes palestinos rejeitaram o plano de paz criado pelo governo Trump, os esforços do presidente americano têm se concentrado em estabelecer laços diretos entre Israel e seus vizinhos, em uma tentativa de dar aos israelenses maior segurança e aplicar pressão sobre os líderes palestinos para que iniciem negociações.

Além disso, normalizar as relações entre Israel e os aliados dos EUA no Oriente Médio é um objetivo fundamental da estratégia regional adotada por Trump para conter o Irã, um inimigo de Washington e também de Israel. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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