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Jardim São Caetano tem miss elegância

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tânia Kfouri Crispino, 65 anos, ganhou o título estadual voltado para a terceira idade


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

04/10/2014 | 07:00


A senhora mais elegante do Estado de São Paulo é do Grande ABC, mais precisamente do Jardim São Caetano, bairro localizado no município são-caetanense. Tânia Kfouri Crispino, 65 anos, foi contemplada no fim de setembro com o título de miss elegância e a terceira colocação de mulher mais bela de São Paulo em concurso estadual que elegeu os mais bonitos da terceira idade, promovido pela Associação Brasileira do Clube da Melhor Idade Nacional. O evento, que aconteceu no Clube Juventus, na Capital, reuniu concorrentes de 29 cidades paulistas.

A participação de Tânia se deu após a conquista da disputa municipal, em maio, na qual superou 28 candidatas, integrantes dos quatro Cises (Centros Integrados de Saúde e Educação) locais.“Pensei que tinha parado por aí e estava bem sossegada quando me ligaram dizendo que participaria da fase estadual. Lá fui eu”, fala.

Apesar da beleza, desenvoltura e simpatia, os concursos nunca haviam despertado o interesse de Tânia. “A única coisa que fiz foi posar para catálogos de roupas das lojas de amigas minhas, mas era para ajudá-las. Me aposentei como funcionária pública de São Paulo, depois de 30 anos trabalhando na área da Educação. Como sempre fui muito ativa, me falaram: ‘Você tem que frequentar o clube da terceira idade”. Eu me horrorizei, mas se ficasse parada, ficaria doente”, lembra ela, aos risos.

No Cise Dr. Moacyr Rodrigues, no bairro Santa Paula, Tânia começou a fazer hidroginástica. Foi então que a oportunidade de se destacar como a mais bela “caiu de paraquedas”, em 2007, quando completou seis décadas de vida.

“Abriram as inscrições do concurso de miss piscina. Fiquei desesperada porque pensei que teria que desfilar de maiô, mas não era, era a passarela em cima da piscina e o traje a rigor. Participei e ganhei.”

Neste ano, no Cise que frequenta – João Nicolau Braido, no bairro São José –, sugeriram que, como ela já havia vencido uma competição, teria grandes chances de ser eleita a miss terceira idade de São Caetano, previsão que foi concretizada.

Nascida na Mooca, em São Paulo, Tânia é separada e mãe de dois filhos: Camila, 39, e Renato, 38, seus grandes apoiadores.

Atividades físicas como caminhada, dança, alongamento, pilates e até tai chi chuan (arte marcial chinesa) fazem parte da rotina.

Vaidosa, Tânia não sai de casa sem maquiagem. “Acho que é porque trabalhei muitos anos e estava acostumada a acordar, me arrumar e sair. Se perder esse pique, vou me sentir aposentada”, diz, rindo.

Com a alimentação, ela diz que não tem cuidados específicos para manter a forma. “Acho que a genética me sorriu.”

Segundo Tânia, para chegar à terceira idade bem de mente, corpo e alma, é muito simples. “O segredo é estar bem com você mesmo. E se inscreva em concurso de beleza, porque é muito bom.” Fica a dica de miss.

Associação de moradores tem segurança como foco

Em uma gleba estritamente residencial e de casas luxuosas, os moradores contam com forte empenho da Associação dos Moradores no Bairro Jardim São Caetano – City para manter a tranquilidade e a qualidade de vida na vizinhança.

Segundo o presidente da entidade, o engenheiro Tadeu Cunha, 61 anos, a maior razão da existência da organização – em atuação desde 1979 – é o fortalecimento da vigilância na região.

Em fevereiro deste ano, em parceria com a PM (Polícia Militar), foi implantada a Vizinhança Solidária. “O bairro foi dividido e em cada setor tem um tutor que fica responsável por fazer a comunicação direta entre a sua vizinhança e os militares. Sempre temos uma van ou um carro da PM na nossa região também, o que, evidentemente, facilita muito o contato rápido. Isso tem nos ajudado bastante e veio em boa hora”, destaca Cunha.

De acordo com o dirigente, outras medidas estão sendo tomadas para reforçar ainda mais a segurança, como pedidos para que a Prefeitura instale câmeras de monitoramento e cancelas para entrada e saída dos veículos. No bairro, já existem alguns bloqueios que impedem a passagem de carros. “Não queremos tirar o direito de ir e vir da população. A cancela vai simplesmente oferecer uma parada rápida, enquanto ela levanta e abaixa, para que a câmera focalize quem está entrando e a placa do veículo”, explica Cunha.

Procurada, a Prefeitura de São Caetano informou que está em fase de estudos projeto que prevê a ampla reformulação do sistema de monitoramento por câmeras, não só no Jardim São Caetano, mas em toda a cidade. “Este projeto será finalizado em 2015, definindo os pontos que receberão os equipamentos”, disse a administração, em nota.

Sobre as cancelas, a resposta é de que isso “não está na pauta da Prefeitura”. O Executivo esclareceu que os bloqueios nas vias são amparados por lei municipal de 2002 e regulamentados por decreto de 2005.

Cachorros gigantes chamam a atenção

Passear com os cães pelas ruas do bairro sem chamar a atenção é tarefa impossível para o advogado Juliano José Duarte, 37 anos. Isso porque seus quatro bichos de estimação (duas fêmeas e dois machos) não são iguais aos que estamos acostumados a ver por aí: são animais que, sobre duas patas, chegam a medir 1,85 m e cada um pesa em torno de 70 quilos. “O pessoal fica curioso para saber sobre eles, querem tirar foto”, relata, orgulhoso.

Caiman, 8 anos, Raíssa, 9, Bob e Greta (ambos com 5) são da raça dogue alemão que, como o próprio nome já diz, são de origem germânica. Apelidado de Apolo dos Cachorros, seus antepassados eram usados como cães de guerra e de caça.

O primeiro que ele adquiriu foi em 2003, de um criador. “Sempre gostei da raça, desde criança. A primeira que peguei foi a irmã da Raíssa, que já morreu. Em 2005, ela deu uma ninhada e fiquei com três filhotes, porém, um não resistiu. O criador, então, me deu o Caiman, que teve outros filhotes com ela”, lembra. Segundo Duarte, o preço de um animal ainda pequeno varia entre R$ 1.500 e R$ 3.000.

Cuidar desses grandalhões requer muita dedicação e cuidados diferenciados. “Como é cachorro gigante, ele tem propensão a ter torção gástrica. Ao acabar de comer, por exemplo, não pode deixá-lo tomar água. Se ele der um pulo, pode torcer o estômago, matando-o em questão de horas”, explica o dono. Cada animal consome, em média, um quilo de ração por dia. O custo para encher a barriga dos bichos é alto: em torno de R$ 500 por mês.

Muitos ficam admirados com o fato de ele ter não apenas um, mas quatro cães gigantes. “Dizem que sou corajoso, mas quem gosta, gosta.”

O porte faz dos animais eficientes guardiões da casa. “Qualquer barulho eles ficam alertas.” Apesar do tamanho e imponência, Duarte ressalta que são cachorros extremamente amorosos. “Ao mesmo tempo em que impõem proteção, são animais muito companheiros, apegados à família e bem carinhosos.” Porém, o carinho, muitas vezes, precisa ser contido.“Tem que limitar um pouco a energia deles, pois uma brincadeira mais empolgada pode derrubar a pessoa.” 



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