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Metalúrgicos pedem limite a importados para manter vagas


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/04/2010 | 07:00


Representantes dos trabalhadores metalúrgicos estiveram ontem com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, para apresentar a ele dados que mostram o impacto do aumento das importações nos setores de autopeças, máquinas e ferramentaria.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, estudo feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatística Socioeconômica) aponta o risco de que a enxurrada de itens importados gere a perda de 50 mil postos de trabalho nos fabricantes nacionais de maquinários e de 25 mil na área de peças de veículos.

Uma das reivindicações da categoria é a retirada do desconto na alíquota do imposto de importação - com o qual o tributo cai de 15% para 9% - de autopeças adquiridas por montadoras e fabricantes de sistemas automotivos que são utilizadas no processo produtivo. Com isso, os trabalhadores se aliam ao Sindipeças (Sindicato Nacional das Indústrias de Peças e Componentes Automotores), que já havia apresentadO a mesma proposta ao ministro (leia mais na página 5).

De acordo com projeção feita por essa entidade, o déficit da balança comercial (exportação menos importações) chegará ao fim do ano próximo de US$ 4 bilhões.

Nobre afirmou que Miguel Jorge se comprometeu com os representantes do segmento - o encontro teve também a presença de dirigentes da CMN (Confederação Nacional dos Metalúrgicos) e da (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) da Força Sindical - em oferecer em breve solução para esses problemas. "Ele pediu prazo maior, mais duas semanas, para analisar o impacto também em ferramentas e máquinas", disse.

AVIÕES - Na reunião, o ministro teria simpatizado com a ideia de que o governo batesse a favor da compra dos caças suecos Gripen para renovação da frota da FAB (Força Aérea Brasileira). A expectativa dos sindicalistas é de que o negócio reverta em aporte de R$ 300 milhões para a construção de fábrica em São Bernardo, que geraria 300 empregos diretos.



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Metalúrgicos pedem limite a importados para manter vagas

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/04/2010 | 07:00


Representantes dos trabalhadores metalúrgicos estiveram ontem com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, para apresentar a ele dados que mostram o impacto do aumento das importações nos setores de autopeças, máquinas e ferramentaria.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, estudo feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatística Socioeconômica) aponta o risco de que a enxurrada de itens importados gere a perda de 50 mil postos de trabalho nos fabricantes nacionais de maquinários e de 25 mil na área de peças de veículos.

Uma das reivindicações da categoria é a retirada do desconto na alíquota do imposto de importação - com o qual o tributo cai de 15% para 9% - de autopeças adquiridas por montadoras e fabricantes de sistemas automotivos que são utilizadas no processo produtivo. Com isso, os trabalhadores se aliam ao Sindipeças (Sindicato Nacional das Indústrias de Peças e Componentes Automotores), que já havia apresentadO a mesma proposta ao ministro (leia mais na página 5).

De acordo com projeção feita por essa entidade, o déficit da balança comercial (exportação menos importações) chegará ao fim do ano próximo de US$ 4 bilhões.

Nobre afirmou que Miguel Jorge se comprometeu com os representantes do segmento - o encontro teve também a presença de dirigentes da CMN (Confederação Nacional dos Metalúrgicos) e da (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) da Força Sindical - em oferecer em breve solução para esses problemas. "Ele pediu prazo maior, mais duas semanas, para analisar o impacto também em ferramentas e máquinas", disse.

AVIÕES - Na reunião, o ministro teria simpatizado com a ideia de que o governo batesse a favor da compra dos caças suecos Gripen para renovação da frota da FAB (Força Aérea Brasileira). A expectativa dos sindicalistas é de que o negócio reverta em aporte de R$ 300 milhões para a construção de fábrica em São Bernardo, que geraria 300 empregos diretos.

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