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Belini abre nova era na Anfavea


Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

28/04/2010 | 07:00


Uma das personalidades mais notáveis da indústria automobilística dá mais um passo para potencializar o currículo. Aos 60 anos, Cledorvino Belini assume na sexta-feira a presidência da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A expectativa de uma nova era se deve à sólida carreira e ao sucesso de Belini no comando da Fiat, líder no País.

Primeiro brasileiro a presidir a Fiat, o executivo assume a Anfavea em um momento excepcional do setor, que representa cerca de 5% do PIB brasileiro ou 15% de toda a indústria. Com atuação em vários níveis, Belini é considerado nos bastidores o nome ideal para representar a cadeia durante novo ciclo de investimentos que elevará a capacidade instalada para 5 milhões de veículos ao ano.

Impulsionada por incentivos fiscais, crédito farto e demanda reprimida, a indústria automobilística vem batendo seguidos recordes. Neste ano, projeta alcançar mercado interno de 3,4 milhões de unidades - o que representará crescimento de 8,2% sobre 2009.

Tamanho desempenho provalvemente fará do Brasil o quarto maior mercado do mundo já em 2010, superando a Alemanha, que ainda sofre com os efeitos da crise econômica mundial.

Por outro lado, há muitas questões a serem resolvidas.Carga tributária excessiva, logística deficiente e a crescente presença de fabricantes asiáticos são alguns dos desafios à competição tanto interna quanto externa. Estudo da Roland Berger prevê que o Brasil corre risco de importar neste ano 1 milhão de unidades.

Mercados tradicionais para os quais o Brasil exporta vêm se recuperando lentamente da crise, mas ainda estão longe de atingir volumes de anos anteriores. Em 2009, as vendas externas caíram 40% tanto em receita quanto em volume. Neste ano, crescerão 11,5%.

"O Brasil terá de escolher como vai querer atuar no mercado global", afirma Jackson Schneider, que renunciou a um segundo mandato e deixa a presidência da Anfavea após três anos. "Se quiser ter chances de competição, o País tem de resolver seus problemas internos."

Para Schneider, as montadoras vêm fazendo sua parte para ter condições de atender à crescente demanda interna e ainda disputar mercados externos. Só no fim do ano passado, investimentos da ordem de R$ 15 bilhões foram anunciados para a ampliação de fábricas, renovação de produtos e incorporação de novas tecnologias.

É nesse contexto que Belini assume depois de amanhã a Anfavea, entidade responsável por fazer a interface entre a indústria, a sociedade e o governo. Com passagens por várias empresas do setor, entre elas de autopeças, tem as credencias necessárias.

Tanto que faz hoje parte do board mundial da Fiat depois de ter reconhecida sua atuação no Brasil e na América Latina. Belini dividirá seu tempo entre Minas Gerais e a Capital paulista, onde a Anfavea tem sede na Avenida Indianápolis.



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Belini abre nova era na Anfavea

Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

28/04/2010 | 07:00


Uma das personalidades mais notáveis da indústria automobilística dá mais um passo para potencializar o currículo. Aos 60 anos, Cledorvino Belini assume na sexta-feira a presidência da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A expectativa de uma nova era se deve à sólida carreira e ao sucesso de Belini no comando da Fiat, líder no País.

Primeiro brasileiro a presidir a Fiat, o executivo assume a Anfavea em um momento excepcional do setor, que representa cerca de 5% do PIB brasileiro ou 15% de toda a indústria. Com atuação em vários níveis, Belini é considerado nos bastidores o nome ideal para representar a cadeia durante novo ciclo de investimentos que elevará a capacidade instalada para 5 milhões de veículos ao ano.

Impulsionada por incentivos fiscais, crédito farto e demanda reprimida, a indústria automobilística vem batendo seguidos recordes. Neste ano, projeta alcançar mercado interno de 3,4 milhões de unidades - o que representará crescimento de 8,2% sobre 2009.

Tamanho desempenho provalvemente fará do Brasil o quarto maior mercado do mundo já em 2010, superando a Alemanha, que ainda sofre com os efeitos da crise econômica mundial.

Por outro lado, há muitas questões a serem resolvidas.Carga tributária excessiva, logística deficiente e a crescente presença de fabricantes asiáticos são alguns dos desafios à competição tanto interna quanto externa. Estudo da Roland Berger prevê que o Brasil corre risco de importar neste ano 1 milhão de unidades.

Mercados tradicionais para os quais o Brasil exporta vêm se recuperando lentamente da crise, mas ainda estão longe de atingir volumes de anos anteriores. Em 2009, as vendas externas caíram 40% tanto em receita quanto em volume. Neste ano, crescerão 11,5%.

"O Brasil terá de escolher como vai querer atuar no mercado global", afirma Jackson Schneider, que renunciou a um segundo mandato e deixa a presidência da Anfavea após três anos. "Se quiser ter chances de competição, o País tem de resolver seus problemas internos."

Para Schneider, as montadoras vêm fazendo sua parte para ter condições de atender à crescente demanda interna e ainda disputar mercados externos. Só no fim do ano passado, investimentos da ordem de R$ 15 bilhões foram anunciados para a ampliação de fábricas, renovação de produtos e incorporação de novas tecnologias.

É nesse contexto que Belini assume depois de amanhã a Anfavea, entidade responsável por fazer a interface entre a indústria, a sociedade e o governo. Com passagens por várias empresas do setor, entre elas de autopeças, tem as credencias necessárias.

Tanto que faz hoje parte do board mundial da Fiat depois de ter reconhecida sua atuação no Brasil e na América Latina. Belini dividirá seu tempo entre Minas Gerais e a Capital paulista, onde a Anfavea tem sede na Avenida Indianápolis.

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