Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 25 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Petista do Rio pede para ser investigado


Do Diário do Grande ABC

12/09/2000 | 00:48


O ex-chefe da Polícia Civil do Rio e deputado estadual Hélio Luz (PT-RJ) pedirá nesta terça que só ele seja investigado pela Comissao Parlamentar de Inquérito proposta pelo PT para examinar as relaçoes entre o empresário Jair Coelho, fornecedor de refeiçoes para delegacias e presídios, e o alto escalao da segurança. O parlamentar decidiu mudar o pedido porque outros partidos acusaram o PT de, ao propor uma investigaçao sobre vários chefes de polícia e secretários de Justiça, tentar diluir responsabilidades.

Luz pediu ainda ao PT uma comissao de ética para investigá-lo e requereu à Receita Federal a quebra do sigilo fiscal.  "Vou estreitar o pedido de CPI; vou pedir que seja só para mim mesmo", afirmou o deputado. "Nao fiz nada; nao recebi pessoalmente um centavo de ninguém; até hoje, só entrou dinheiro do Estado no meu contracheque." Luz disse que quer ser "sacudido de cabeça para baixo" pela CPI para provar que nao recebeu o dinheiro num ato de corrupçao.  "A única forma que existe de afastar suspeitas é passar o pente-fino", declarou.

O parlamentar admitiu ao Ministério Público que, em 1990, quando era delegado em Itaperuna, recebeu dinheiro de Coelho para comprar a comida dos policiais. A época, segundo Luz, a Cereais Praia Formosa, de Coelho, estaria atrasando o pagamento das refeiçoes ao comércio, e um superior o aconselhou a receber diretamente do empresário para pagar em dia. A empresa agora se chama Brasal e é acusada de irregularidades.

Quando chefiou a polícia, de 1995 a 1998, Luz renovou, sem licitaçao, o contrato da Brasal, que também fornece a comida dos presos. No caso dos policiais, substituiu a empresa por tíquetes-refeiçao.  Antes de saber da proposta de Luz de "estreitar" o pedido de CPI, o deputado estadual Carlos Minc (PT) disse que o partido nao quer nem a presidência nem a relatoria da comissao, "por motivos óbvios", e apenas reivindica que essas duas vagas sejam alocadas "de forma equilibrada" - uma para a esquerda, outra aos partidos conservadores.

Os petistas também querem ter na CPI um representante - ao qual têm direito, por constituir a terceira bancada. Minc disse que o partido quer conversar com o presidente da Casa, Sérgio Cabral Filho (PMDB), para tornar viável a CPI.  "É peça importantíssima", disse o deputado. A bancada estadual do PT examina amanha o caso de Luz. Na reuniao de ontem da executiva regional, o líder da bancada, Paulo Pinheiro, pretendia defender o pedido de comissao de ética feito pelo deputado acusado e esperava a aprovaçao.

Segundo ele, o presidente regional do PT, Carlos Santana, afirmou que o fato de Luz fazer o pedido facilita a investigaçao. A bancada também quer que a comissao de ética comece a trabalhar o mais rapidamente possível, ainda durante a campanha eleitoral.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Petista do Rio pede para ser investigado

Do Diário do Grande ABC

12/09/2000 | 00:48


O ex-chefe da Polícia Civil do Rio e deputado estadual Hélio Luz (PT-RJ) pedirá nesta terça que só ele seja investigado pela Comissao Parlamentar de Inquérito proposta pelo PT para examinar as relaçoes entre o empresário Jair Coelho, fornecedor de refeiçoes para delegacias e presídios, e o alto escalao da segurança. O parlamentar decidiu mudar o pedido porque outros partidos acusaram o PT de, ao propor uma investigaçao sobre vários chefes de polícia e secretários de Justiça, tentar diluir responsabilidades.

Luz pediu ainda ao PT uma comissao de ética para investigá-lo e requereu à Receita Federal a quebra do sigilo fiscal.  "Vou estreitar o pedido de CPI; vou pedir que seja só para mim mesmo", afirmou o deputado. "Nao fiz nada; nao recebi pessoalmente um centavo de ninguém; até hoje, só entrou dinheiro do Estado no meu contracheque." Luz disse que quer ser "sacudido de cabeça para baixo" pela CPI para provar que nao recebeu o dinheiro num ato de corrupçao.  "A única forma que existe de afastar suspeitas é passar o pente-fino", declarou.

O parlamentar admitiu ao Ministério Público que, em 1990, quando era delegado em Itaperuna, recebeu dinheiro de Coelho para comprar a comida dos policiais. A época, segundo Luz, a Cereais Praia Formosa, de Coelho, estaria atrasando o pagamento das refeiçoes ao comércio, e um superior o aconselhou a receber diretamente do empresário para pagar em dia. A empresa agora se chama Brasal e é acusada de irregularidades.

Quando chefiou a polícia, de 1995 a 1998, Luz renovou, sem licitaçao, o contrato da Brasal, que também fornece a comida dos presos. No caso dos policiais, substituiu a empresa por tíquetes-refeiçao.  Antes de saber da proposta de Luz de "estreitar" o pedido de CPI, o deputado estadual Carlos Minc (PT) disse que o partido nao quer nem a presidência nem a relatoria da comissao, "por motivos óbvios", e apenas reivindica que essas duas vagas sejam alocadas "de forma equilibrada" - uma para a esquerda, outra aos partidos conservadores.

Os petistas também querem ter na CPI um representante - ao qual têm direito, por constituir a terceira bancada. Minc disse que o partido quer conversar com o presidente da Casa, Sérgio Cabral Filho (PMDB), para tornar viável a CPI.  "É peça importantíssima", disse o deputado. A bancada estadual do PT examina amanha o caso de Luz. Na reuniao de ontem da executiva regional, o líder da bancada, Paulo Pinheiro, pretendia defender o pedido de comissao de ética feito pelo deputado acusado e esperava a aprovaçao.

Segundo ele, o presidente regional do PT, Carlos Santana, afirmou que o fato de Luz fazer o pedido facilita a investigaçao. A bancada também quer que a comissao de ética comece a trabalhar o mais rapidamente possível, ainda durante a campanha eleitoral.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;