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Brasileiros têm ‘última’ chance na São Silvestre

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Anfitriões não vencem a prova desde 2010 e sofrem com o fim de duas das principais equipes de atletismo


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

31/12/2018 | 07:00


Desde 2010, quando Marílson Gomes dos Santos, na época atleta de São Caetano, conquistou o tricampeonato da São Silvestre, nenhum brasileiro sobe no lugar mais alto do pódio da tradicional prova de rua paulista – entre as mulheres o jejum é ainda mais longo, desde 2006, quando Lucélia Peres ergueu a taça. A edição de hoje, com largada do grupo de elite às 8h20, da altura do número 2.000 da Avenida Paulista, talvez seja uma das últimas oportunidades de os anfitriões fazerem frente aos estrangeiros. O investimento no atletismo caiu vertiginosamente e 2018 marcou o fim da B3, antiga BM&FBovespa/São Caetano, uma das equipes mais tradicionais do País. Hoje, quem se despede é o Cruzeiro, que por falta de verba pôs fim ao apoio à modalidade.

A mudança na linha de investimentos da B3 deixou órfãos 57 atletas que competiam por São Caetano até abril deste ano, alguns foram absorvidos pela Orcampi, de Campinas. Agora, com o fim da equipe do Cruzeiro, que investia no atletismo desde 1984, mais 30 atletas terão de procurar outra casa. Segundo o site Superesportes, a equipe mineira consumia R$ 360 mil por ano e será encerrada por não conseguir atrair patrocinadores. Neste ano, o time contará com oito representantes na São Silvestre, sendo sete homens e uma mulher. Em 2006, Franck Caldeira, que corria pelo clube, levou o título.

Por mais percalços que encontrem no caminho, os atletas ainda conseguem tirar do momento dramático que vivem forças para se motivar a quebrar o jejum brasileiro na São Silvestre. Principais desafiantes dos estrangeiros na prova, os cruzeirenses garantem que vão correr como nunca.

“Este ano o objetivo é fazer ainda mais bonito, pois a equipe do Cruzeiro vai acabar e queremos fechar com chave de ouro. Fiz preparação de dois meses de força para poder atingir esse objetivo e brigar pelo primeiro lugar”, comentou Gilmar Lopes, que chega respaldado pela terceira colocação conquistada na Volta da Pampulha, no início do mês.

Seu companheiro de Cruzeiro, Wellington Bezerra, segundo colocado na Maratona de São Paulo, em abril, também esbanja confiança. “Quero dar o melhor possível de mim e procurar brigar pelas primeiras colocações. Sei das dificuldades, mas vou fazer uma boa estratégia”, garantiu.

Éderson Pereira, do Pinheiros, primeiro brasileiro em 2017 com a modesta 12ª colocação – pior resultado do Brasil em 40 anos –, disse estar em ótimas condições físicas. “A expectativa é a melhor possível. Fizemos preparação boa nas últimas semanas e agora é descansar. É buscar estar perto dos favoritos e torcer para estar em um dia iluminado para poder brigar pelo primeiro lugar”, comentou.

Na busca do tri, etíope é o rival a ser batido hoje na Avenida Paulista

Por mais que os brasileiros sonhem, o grande favorito para a prova de hoje entre os homens é o etíope naturalizado barenita Dawitt Admasu, vencedor em 2014 e 2017, além de ter sido vice em 2016. Outro forte candidato é o queniano Paul Kipkemboi, campeão da Meia Maratona do Rio.

Admasu superou recente lesão muscular e está confiante para buscar o tri. Nascido na Etiópia, ele afirma que as condições geográficas são as responsáveis pelo continente africano revelar tantos campeões. “A altitude nos ajuda bastante. Me preparo em locais com mais de 3.000 metros de altitude. Isso ajuda bastante a termos bons resultados em várias provas do atletismo”, afirmou o corredor, que na quinta-feira comemorou o 23º aniversário.

Se conseguir o tricampeonato, o corredor ficará perto de igualar o recorde do queniano Paul Tergat. O maior vencedor da São Silvestre ganhou cinco vezes entre 1995 e 2000.

Entre as mulhesres, Joziane Cardoso, do Cruzeiro, foi a melhor brasileira em 2017 e é a principal esperança dos anfitriãs, ao lado de Tatiele Pereira, sétima em 2016. Elas têm como obstáculos superar a etíope Sintayehu Hailemichael, vice em 2017.

A prova deste ano terá mais de 30 mil corredores de nove países. A organização prometeu prestar atenção com os pipocas, apelido dado a quem corre sem estar inscrito. O cuidado se explica principalmente por questões logísticas, como o número de copos de água separados para se distribuir aos competidores nos pontos de hidratação. (das Agências) 



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Brasileiros têm ‘última’ chance na São Silvestre

Anfitriões não vencem a prova desde 2010 e sofrem com o fim de duas das principais equipes de atletismo

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

31/12/2018 | 07:00


Desde 2010, quando Marílson Gomes dos Santos, na época atleta de São Caetano, conquistou o tricampeonato da São Silvestre, nenhum brasileiro sobe no lugar mais alto do pódio da tradicional prova de rua paulista – entre as mulheres o jejum é ainda mais longo, desde 2006, quando Lucélia Peres ergueu a taça. A edição de hoje, com largada do grupo de elite às 8h20, da altura do número 2.000 da Avenida Paulista, talvez seja uma das últimas oportunidades de os anfitriões fazerem frente aos estrangeiros. O investimento no atletismo caiu vertiginosamente e 2018 marcou o fim da B3, antiga BM&FBovespa/São Caetano, uma das equipes mais tradicionais do País. Hoje, quem se despede é o Cruzeiro, que por falta de verba pôs fim ao apoio à modalidade.

A mudança na linha de investimentos da B3 deixou órfãos 57 atletas que competiam por São Caetano até abril deste ano, alguns foram absorvidos pela Orcampi, de Campinas. Agora, com o fim da equipe do Cruzeiro, que investia no atletismo desde 1984, mais 30 atletas terão de procurar outra casa. Segundo o site Superesportes, a equipe mineira consumia R$ 360 mil por ano e será encerrada por não conseguir atrair patrocinadores. Neste ano, o time contará com oito representantes na São Silvestre, sendo sete homens e uma mulher. Em 2006, Franck Caldeira, que corria pelo clube, levou o título.

Por mais percalços que encontrem no caminho, os atletas ainda conseguem tirar do momento dramático que vivem forças para se motivar a quebrar o jejum brasileiro na São Silvestre. Principais desafiantes dos estrangeiros na prova, os cruzeirenses garantem que vão correr como nunca.

“Este ano o objetivo é fazer ainda mais bonito, pois a equipe do Cruzeiro vai acabar e queremos fechar com chave de ouro. Fiz preparação de dois meses de força para poder atingir esse objetivo e brigar pelo primeiro lugar”, comentou Gilmar Lopes, que chega respaldado pela terceira colocação conquistada na Volta da Pampulha, no início do mês.

Seu companheiro de Cruzeiro, Wellington Bezerra, segundo colocado na Maratona de São Paulo, em abril, também esbanja confiança. “Quero dar o melhor possível de mim e procurar brigar pelas primeiras colocações. Sei das dificuldades, mas vou fazer uma boa estratégia”, garantiu.

Éderson Pereira, do Pinheiros, primeiro brasileiro em 2017 com a modesta 12ª colocação – pior resultado do Brasil em 40 anos –, disse estar em ótimas condições físicas. “A expectativa é a melhor possível. Fizemos preparação boa nas últimas semanas e agora é descansar. É buscar estar perto dos favoritos e torcer para estar em um dia iluminado para poder brigar pelo primeiro lugar”, comentou.

Na busca do tri, etíope é o rival a ser batido hoje na Avenida Paulista

Por mais que os brasileiros sonhem, o grande favorito para a prova de hoje entre os homens é o etíope naturalizado barenita Dawitt Admasu, vencedor em 2014 e 2017, além de ter sido vice em 2016. Outro forte candidato é o queniano Paul Kipkemboi, campeão da Meia Maratona do Rio.

Admasu superou recente lesão muscular e está confiante para buscar o tri. Nascido na Etiópia, ele afirma que as condições geográficas são as responsáveis pelo continente africano revelar tantos campeões. “A altitude nos ajuda bastante. Me preparo em locais com mais de 3.000 metros de altitude. Isso ajuda bastante a termos bons resultados em várias provas do atletismo”, afirmou o corredor, que na quinta-feira comemorou o 23º aniversário.

Se conseguir o tricampeonato, o corredor ficará perto de igualar o recorde do queniano Paul Tergat. O maior vencedor da São Silvestre ganhou cinco vezes entre 1995 e 2000.

Entre as mulhesres, Joziane Cardoso, do Cruzeiro, foi a melhor brasileira em 2017 e é a principal esperança dos anfitriãs, ao lado de Tatiele Pereira, sétima em 2016. Elas têm como obstáculos superar a etíope Sintayehu Hailemichael, vice em 2017.

A prova deste ano terá mais de 30 mil corredores de nove países. A organização prometeu prestar atenção com os pipocas, apelido dado a quem corre sem estar inscrito. O cuidado se explica principalmente por questões logísticas, como o número de copos de água separados para se distribuir aos competidores nos pontos de hidratação. (das Agências) 

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