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Obra reduz perdas em S.Bernardo

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Conforme a Sabesp, volume de água economizado
é suficiente para abastecer Rio Grande por um mês


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

29/07/2015 | 07:00


Com objetivo de melhorar o fornecimento de água em São Bernardo e reduzir perdas, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) concluiu conjunto de obras que superou as expectativas da empresa. A meta inicial era diminuir vazamentos em 60 litros por segundo, mas os resultados alcançaram economia de 86 litros por segundo, o equivalente a 223 milhões de litros por mês. Para se ter uma ideia, o volume enche 89 piscinas olímpicas, cada uma com capacidade de 2,5 milhões de litros. Mais que isso, é suficiente para abastecer Rio Grande da Serra, que possui 47.731 habitantes, por um mês.

A Estação Elevatória de Água Nova Petrópolis e o Booster São Pedro foram modernizados e passavam por fase de testes desde março, entrando agora em plena operação.

Dois reservatórios metálicos foram entregues na Vila São Pedro – uma das regiões mais populosas da cidade –, com capacidade total de armazenamento de 3.600 m³ de água. Além disso, entraram em funcionamento diversas intervenções que permitiram melhorar a regularidade no abastecimento e reduzir as perdas. Entre as ações executadas, o superintendente da Unidade de Negócio Sul da Sabesp, Roberval Tavares de Souza, destaca a implantação de duas válvulas redutoras de pressão, que possibilitam a diminuição de passagem da água durante os horários de menor consumo. “Para operar perdas é preciso fazer gestão da pressão, então, quanto menor a força da água, menor a possibilidade de ter falhas no sistema. Hoje, com a tecnologia, você consegue diminuir a tensão nas bombas sem a presença do ser humano. Eletronicamente, são colocados parâmetros e o equipamento manda a água para a casa da dona Maria, por exemplo, que mora em um ponto mais alto, nos horários em que ela precisa”, explica.

Souza destaca ainda a modernização de duas estações de bombeamento de água, com a instalação de novos conjuntos motobomba, que possuem tecnologia avançada de conversores de frequência. “São bombas mais eficientes, que gastam menos energia para mandar a mesma água que era enviada antes”, afirma.

A Sabesp executou ainda a troca de 3.500 ramais domiciliares e de dois quilômetros de redes de distribuição no bairro Nova Petrópolis, além de realizar varredura de 409 quilômetros de rede com o uso de geofone, que facilita a detecção de vazamentos no subsolo.

O investimento totaliza R$ 11,9 milhões, beneficiando 167 mil pessoas. Consórcio formando pelas empresas Trail Incorporadora e Enorsul Saneamento foi o responsável pela realização das obras, por meio de contrato de performance. É a esse modelo que Souza atribuiu a superação da meta de redução de perdas. “O contratado é remunerado pelo ganho que a Sabesp teve na redução de perdas, então, é um estímulo para a empresa. Na contratação, tem uma lógica de tecnologia determinada, mas a empresa pode trazer inovação com outro modelo capaz de gerar melhores resultados.”

‘Motomé’ verifica procedência de denúncias

Com a crise hídrica, aumentou o número de pessoas atentas a qualquer tipo de desperdício de água. Com isso, o telefone 195 da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que atende 24 horas, recebe grande quantidade de chamados.

No entanto, segundo o superintendente da Unidade de Negócio Sul da empresa, Roberval Tavares de Souza, cerca de 20 a 25% dos serviços solicitados pelo cliente não são de responsabilidade da Sabesp. Entra em ação, então, a chamada Motomé, moto conduzida por um técnico que averiguará, com agilidade, se é de competência da companhia solucionar o problema. O nome dado ao veículo é uma alusão a São Tomé, santo ao qual é atribuída a frase “ ver para crer”.

Um profissional vai até o local solicitado e avisa a central se o vazamento procede ou não. Em caso positivo, ele repassa, em poucos minutos, as informações do problema por meio de um aparelho PDA (Personal Digital Assistants, ou Assistente Pessoal Digital), com direito a envio de imagem. Ele também analisa o grau de complexidade da situação e avisa a equipe se o problema precisa de reparo urgente. O técnico, denominado vistoriante, faz por dia cerca de 35 visitas.

Por ter maior número de demandas, São Bernardo é a única cidade do Grande ABC que conta com duas motocicletas do Motomé. 



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Obra reduz perdas em S.Bernardo

Conforme a Sabesp, volume de água economizado
é suficiente para abastecer Rio Grande por um mês

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

29/07/2015 | 07:00


Com objetivo de melhorar o fornecimento de água em São Bernardo e reduzir perdas, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) concluiu conjunto de obras que superou as expectativas da empresa. A meta inicial era diminuir vazamentos em 60 litros por segundo, mas os resultados alcançaram economia de 86 litros por segundo, o equivalente a 223 milhões de litros por mês. Para se ter uma ideia, o volume enche 89 piscinas olímpicas, cada uma com capacidade de 2,5 milhões de litros. Mais que isso, é suficiente para abastecer Rio Grande da Serra, que possui 47.731 habitantes, por um mês.

A Estação Elevatória de Água Nova Petrópolis e o Booster São Pedro foram modernizados e passavam por fase de testes desde março, entrando agora em plena operação.

Dois reservatórios metálicos foram entregues na Vila São Pedro – uma das regiões mais populosas da cidade –, com capacidade total de armazenamento de 3.600 m³ de água. Além disso, entraram em funcionamento diversas intervenções que permitiram melhorar a regularidade no abastecimento e reduzir as perdas. Entre as ações executadas, o superintendente da Unidade de Negócio Sul da Sabesp, Roberval Tavares de Souza, destaca a implantação de duas válvulas redutoras de pressão, que possibilitam a diminuição de passagem da água durante os horários de menor consumo. “Para operar perdas é preciso fazer gestão da pressão, então, quanto menor a força da água, menor a possibilidade de ter falhas no sistema. Hoje, com a tecnologia, você consegue diminuir a tensão nas bombas sem a presença do ser humano. Eletronicamente, são colocados parâmetros e o equipamento manda a água para a casa da dona Maria, por exemplo, que mora em um ponto mais alto, nos horários em que ela precisa”, explica.

Souza destaca ainda a modernização de duas estações de bombeamento de água, com a instalação de novos conjuntos motobomba, que possuem tecnologia avançada de conversores de frequência. “São bombas mais eficientes, que gastam menos energia para mandar a mesma água que era enviada antes”, afirma.

A Sabesp executou ainda a troca de 3.500 ramais domiciliares e de dois quilômetros de redes de distribuição no bairro Nova Petrópolis, além de realizar varredura de 409 quilômetros de rede com o uso de geofone, que facilita a detecção de vazamentos no subsolo.

O investimento totaliza R$ 11,9 milhões, beneficiando 167 mil pessoas. Consórcio formando pelas empresas Trail Incorporadora e Enorsul Saneamento foi o responsável pela realização das obras, por meio de contrato de performance. É a esse modelo que Souza atribuiu a superação da meta de redução de perdas. “O contratado é remunerado pelo ganho que a Sabesp teve na redução de perdas, então, é um estímulo para a empresa. Na contratação, tem uma lógica de tecnologia determinada, mas a empresa pode trazer inovação com outro modelo capaz de gerar melhores resultados.”

‘Motomé’ verifica procedência de denúncias

Com a crise hídrica, aumentou o número de pessoas atentas a qualquer tipo de desperdício de água. Com isso, o telefone 195 da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que atende 24 horas, recebe grande quantidade de chamados.

No entanto, segundo o superintendente da Unidade de Negócio Sul da empresa, Roberval Tavares de Souza, cerca de 20 a 25% dos serviços solicitados pelo cliente não são de responsabilidade da Sabesp. Entra em ação, então, a chamada Motomé, moto conduzida por um técnico que averiguará, com agilidade, se é de competência da companhia solucionar o problema. O nome dado ao veículo é uma alusão a São Tomé, santo ao qual é atribuída a frase “ ver para crer”.

Um profissional vai até o local solicitado e avisa a central se o vazamento procede ou não. Em caso positivo, ele repassa, em poucos minutos, as informações do problema por meio de um aparelho PDA (Personal Digital Assistants, ou Assistente Pessoal Digital), com direito a envio de imagem. Ele também analisa o grau de complexidade da situação e avisa a equipe se o problema precisa de reparo urgente. O técnico, denominado vistoriante, faz por dia cerca de 35 visitas.

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