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Crise de crédito traz oportunidades para novos empreendedores

Para especialistas, há espaço em diversos segmentos, mas é essencial planejamento detalhado da atividade


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

15/02/2009 | 07:01


Numa época em que falta crédito e a economia mostra sinais de desaceleração, há oportunidades para quem quer abrir um negócio próprio, desde que a pessoa interessada em empreender redobre a atenção com cuidados básicos, como fazer um planejamento detalhado da futura atividade, segundo especialistas.

Segundo o professor de administração da Fundação Santo André e pró-reitor de graduação da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), José Turíbio de Oliveira, a necessidade do aprimoramento de controles internos da empresas e também a exigência de atualização constante abrem mais espaço, por exemplo, para serviços de TI (tecnologia de informação) e também para escolas de idiomas.

Outros campos que o especialista destaca são segmentos ligados à construção civil - já que o país mantém um forte déficit habitacional - e a fabricação e comércio de itens populares, para atingir faixas de renda mais baixas.

A avaliação é de que houve nos últimos anos um impulso no consumo interno e o aumento do salário mínimo (que passou a R$ 465 neste mês) e a valorização do dólar propiciam condições para que o produto nacional ganhe mais competitividade frente aos importados. "Mas desde que haja a busca de diferenciação", diz Oliveira.

A gerente regional do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Grande ABC, Josephina Cardelli, concorda que há boas possibilidades para os produtos de baixo valor agregado. "Neste caso, é importante que se procure investir em inovação. O consumidor está cada vez mais exigente", destaca.

Pesquisa feita pelo Sebrae-SP também apontou como tendência para os próximos anos (até 2015) que há potencial de mercado para atividades ligadas a TI e para turismo, lazer e alimentação fora de casa, por exemplo.

A gerente afirma que há o consumidor continuará cada vez mais se alimentando em restaurantes fast food e que as oportunidades para empreendimentos na área alimentícia existem desde que haja preocupação em ser criativo, inovando na linha de produtos e na disposição dos itens à venda.

Turbulências não impedem sonho do negócio próprio

A crise financeira internacional não tem impedido que novos empreendedores se lancem ao mercado. Para a empresária Tatiana Barretti Pavão de Lima, 27 anos, que abriu em dezembro uma franquia da Subway no shopping Metrópole, em São Bernardo, o sonho do negócio próprio já vinha de alguns anos. "Pesquisei muito, conversei com franqueados. Além disso, a área alimentícia era o que eu sempre quis", disse.

Formada em pedagoga e em gestão empresarial, Tatiana administrava a academia do marido antes de resolver abrir o restaurante. Com cerca de R$ 250 mil (recursos próprios) aplicados na abertura da loja, a empresária afirma que a crise atingiu todo mundo. "Mas esse é um investimento de longo prazo", disse.

CONSTRUÇÃO
Adriana Silva de Oliveira buscava na última sexta-feira atendimento em uma agência do Sebrae-SP. A intenção era obter informações a formalização de sua empresa de pintura predial, que atende construtoras. Para ela, não há motivo para se preocupar com crise. "Fala-se muito mas não vejo crise", disse.



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