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Número de leitos
cai 25% na região

Levantamento é relacionado às vagas em hospitais públicos
e privados; eram 6.257 em 2005 e, neste ano, são só 4.712


Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

17/09/2012 | 07:00


Dados do CNES (Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde), do Ministério da Saúde, apontam que a região perdeu 1.545 leitos de internação e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos últimos sete anos. A conta inclui  leitos públicos e privados. No geral, a redução foi de 25%: eram 6.257 em 2005 e, neste ano, são 4.712.

A maior queda se deu em hospitais particulares, com 45%. O número praticamente caiu pela metade, principalmente devido às falências da última década.

De acordo com os dados, o número de leitos públicos aumentou apenas 5% entre 2005 e 2012 na região. A média é de 20 novos leitos por ano, sendo 134 no total. Porém, o coordenador do GT (Grupo de Trabalho) de Saúde do Consórcio Intermunicipal do ABC, Arthur Chioro, também secretário de Saúde de São Bernardo, ressalta que a desatualização dos dados do CNES há alguns anos prejudica o levantamento. "O dado de 2005 é superestimado, pois naquela época havia pouco rigor no preenchimento das informações. Nem todos os hospitais utilizavam a capacidade total. Acredito que o número era de cerca de 1.800 leitos. Embora ainda não seja o ideal, o cenário é muito melhor do que há dois anos."

O número apontado pelo levantamento para 2005 era de 2.586 vagas na rede pública. Além da desatualização, que interfere na análise do balanço, os números de leitos das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), dos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) e do PID (Programa de Internação Domiciliar) não estão inclusos no dado mais recente.

Apenas em São Bernardo, há 108 leitos nas nove UPAs. A região conta com 16 unidades do tipo. Os Caps da cidade têm entre oito e 12 leitos.

Um dos motivos da redução na oferta de vagas em hospitais públicos, que também atingiu outros Estados, é a criação de programas como o PID, que mantém pacientes internados em residências com equipamentos e assistência médica semanal. São Bernardo, por exemplo, conta com 243 pacientes nessa situação. "É nosso maior hospital", diz Chioro.

Apesar do decréscimo na oferta de leitos hospitalares, há otimismo. Santo André, São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires estão com hospitais municipais em construção. A previsão é que até 2013 os equipamentos somem 560 leitos.

Na região, a maior carência ainda é na ala de urgência. Por conta disso, o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, planeja adequar seu perfil assistencial até 2014. A ideia é priorizar a criação e modernização de leitos de retaguarda e encaminhar demanda de consultas para os AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades).

Redução na oferta em todo Estado alcança 13%

Os números de outras regiões do País acompanham o cenário do Grande ABC. Apenas a rede pública de Saúde do Estado perdeu 10,2 mil leitos entre 2005 e 2012, o que representa queda de 13% no período. O número caiu de 75,9 mil para 65,6 mil. No Rio de Janeiro, a redução foi de 18%. No geral, cerca de 42 mil leitos públicos foram desativados no Brasil desde 2005.

Para o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz d'Avila, as deficiências no sistema público de Saúde interferem diretamente nas condições de trabalho dos médicos, principalmente em regiões mais afastadas. Em São Paulo, leitos de psiquiatria, clínica-geral e pediatria foram os mais atingidos com o corte. "É preciso ter financiamento adequado e condições de trabalho compatíveis com os compromissos assumidos."



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