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Cobrança de taxa de alunos do Sesi vai parar no MP


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

21/03/2007 | 07:00


O Ministério Público Federal aceitou terça-feira a representação feita pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que pede a proibição da cobrança de taxa para os 115 mil alunos que estudam nas escolas do Sesi (Serviço Social da Indústria).

Desde dezembro do ano passado, os pais que quisessem rematricular os filhos tinham de pagar uma taxa conforme a série que o aluno estivesse cursando. O valor variava de R$ 300 até R$ 2,5 mil anuais, podendo ainda ser divido em parcelas, se tornando uma espécie de mensalidade.

Quando o Sesi avisou os pais da cobrança, em outubro último, muitos trabalhadores recorreram aos sindicatos para exigir alguma atitude. As entidades, incluindo as centrais sindicais, tomaram a frente do problema em todo o Estado.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, no período foi realizada uma plenária na região, em que mais de 150 pais compareceram pedindo alguma ação para impedir a cobrança de mensalidades.

“Estamos pedindo que seja cancelada a taxa. Achamos injusta a cobrança, porque a sociedade paga por isso, além deles terem um patrimônio muito grande”, afirma Feijóo.

Para o sindicalista, o fato de o Ministério Público ter aceitado a representação já mostra que a denúncia feita pelo sindicato procede. “É uma bi-tributação, pois o dinheiro que é repassado a eles sai dos trabalhadores através da indústria, e é o que deveria ser pago como imposto. É como se a escola pública cobrasse mensalidades”, comenta. “Se o Sesi quer ser uma escola privada, que renuncie os recursos que recebe”, completa.

Após o recebimento da representação, o documento foi enviado ao Ministério Público do Estado de São Paulo que deverá averiguar as informações.


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