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Inflação de 2005 no Grande ABC é a menor em 7 anos


Do Diário do Grande ABC

19/02/2006 | 08:08


A taxa de inflação no Grande ABC no ano passado foi a menor dos últimos sete anos. Desde a implantação do Plano Real até 1998, os índices ficaram próximos de zero. Porém, após 1999, a inflação voltou a subir até atingir 11,74% em 2002, a maior desde a implantação do real. Em 2005, porém, com a influência do dólar desvalorizado frente ao real, os preços voltaram a cair.

De acordo com o IPC-Imes (Índice de Preços ao Consumidor medido pelo Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano), a taxa regional em 2005 foi de 4,43%, inferior ao índice da capital, medido pela Fipe (Fundação Intituto de Pesquisas Econômicas), que atingiu 4,53%. Nos dois casos, o resultado ficou abaixo da meta de inflação estipulada pelo Banco Central, de 5,1%.

Para o economista do Imes Lúcio Flavio Dantas, a queda do dólar ajudou porque muitos insumos cotados na moeda norte-americana pressionaram para baixo o valor final dos itens. “Além disso, os alimentos apresentaram redução considerável nos preços no último ano, em razão de isenções tributárias.”

A informação confirma levantamento do Diário realizado no final do ano passado. Dos 20 alimentos industrializados que compõem a cesta básica do Grande ABC pesquisada mensalmente pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado), nove tiveram retração nos preços nominais e dois subiram menos que a inflação.

A inflação só não foi menor devido aos preços dos combustíveis. No levantamento do Imes, o álcool teve alta de 12,7% na região no decorrer do ano passado e a gasolina, de 9,14%. Dados do Cepea-Esalq (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) mostram que o álcool hidratado – vendido como álcool combustível e utilizado na mistura da gasolina – ficou 20,5% mais caro nas destilarias em 2005 na comparação com o ano anterior.

A menor taxa dos últimos sete anos, porém, tem custo alto para a economia, segundo Dantas. “A taxa de juros, instrumento utilizado pelo governo para conter a inflação, prejudica o desenvolvimento. Com isso, o crescimento fica comprometido.” O coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchette, concorda. “Não foram sem custo essas reduções. A política que contém a inflação comprometeu o nível de atividade das indústrias.”



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