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Briga prejudica carreira da melhor ginasta brasileira


Elaine Granconato
Da Redaçao

18/08/1999 | 23:19


Desentendimentos entre a família e a técnica de ginástica olímpica do Clube de Regatas do Flamengo, Georgette Vidor, podem prejudicar a carreira de Danielle Hypólito, 14 anos, de Santo André, hoje o principal nome nacional da modalidade. Desde segunda-feira, a atleta, medalha de bronze por equipes nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, nao treina na Gávea. A ginasta, que se recupera de uma contusao no calcanhar direito, está em Sao Paulo. Seu desligamento do clube carioca ainda nao é certo, porém, nas entrelinhas, ela poderia estar voltando à Academia Yashi, que representa Sao Caetano nas competiçoes regionais.

Georgette afirmou que Danielle nao lhe comunicou o afastamento. "Só sei que uma carta escrita pela mae foi entregue ao presidente do clube (Edmundo Santos Silva). Nao sei o seu conteúdo. Até sábado a Dani estava aqui, depois desse dia soube que a família voltou para Sao Paulo", disse a treinadora nesta quarta pela manha, por telefone.

Indagada sobre o motivo de a ginasta ter tomado tal atitude, Georgette foi taxativa: "meu problema foi único e exclusivo com a sua mae. Ela pensa de uma forma, e eu de outra. Aliás, eu ouvi todo tipo de agressao que jamais pensei ouvir dela. A família da atleta queria que eu vivesse em funçao dela. Repito, nao tive qualquer problema com a Dani, que, aliás, adoro".

Georgette fez questao de lembrar que foi ela quem levou Danielle para a equipe do Flamengo, quando a ginasta treinava, até entao, na Yashi, em 1994. "Vou aguardar uma posiçao do clube", disse, embora tenha admitido que "é sempre ruim perder um atleta de ponta, principalmente pelo investimento financeiro feito pelo Flamengo, assim como por mim". Entretanto, deixou escapar que com a estrutura sólida do clube carioca nao será difícil trazer outros atletas de renome.

De acordo com Miguel Angelo da Luz, 40 anos, superintendente de esportes olímpicos do Flamengo, a diretoria do clube pretende agendar uma reuniao com a família para esclarecer os fatos.

Do lado da família da bicampea brasileira adulta 96/97, impera o silêncio. Geni Matias Hypólito, mae da ginasta, nao quis entrar em detalhes. Confirmou o desentendimento com Georgette, ocorrido por telefone no sábado, ainda no Rio, mas disse nao ser agora o momento para falar nada. "A Dani é quem vai decidir o seu futuro. No momento, ela só precisa de paz. Só queremos que ela volte a sorrir e a ser feliz", afirmou, bastante abatida, ao lado do marido, ex-condutor de máquinas na Firestone, quando a família vivia em Santo André, e atualmente sem emprego.

No Flamengo, Danielle recebia uma ajuda de custo mensal, nao revelada, e um apartamento, onde morava com os pais e os dois irmaos, Edson e Diego Hypólito - o último, 13 anos, também ginasta de ponta da categoria infantil do Flamengo.

Os pais da ginasta andreense, de condiçao bastante humilde, confirmaram que aguardam nesta quinta por um telefonema do presidente do Flamengo. Porém, tudo indica que o destino da talentosa Danielle está bem distante do Rio de Janeiro.



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