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Franco Morbidelli leva Brasil à evidência na motovelocidade

Líder da Moto2 nesta temporada, ítalo-brasileiro de 22 anos vai integrar elite das duas rodas em 2018


Dérek Bittencourt

18/07/2017 | 07:00


Como uma bella pizza, seu capacete é mezza (metade) composto pela bandeira do Brasil e mezza pelo da Itália. Nascido em Roma, filho de pai italiano e mãe pernambucana, é desta maneira, sem esconder as origens, que o ítalo-brasileiro Franco Morbidelli vem brilhando no mundial da Moto2, divisão de acesso à MotoGP e a qual lidera com 34 pontos de vantagem para o segundo colocado, Thomas Lutti.

Com grande simpatia e um português satisfatório, o piloto passa férias em terras tupiniquins. Enquanto não retorna à Europa, falou com jornalistas, visitou o Corinthians e mais uma série de programas que só o deixam ainda mais nas graças do público verde e amarelo, carente de um ídolo sobre duas rodas desde que Alexandre Barros deixou o cenário internacional há mais de dez anos.

“Gosto muito do Brasil, do estilo, cresci com muitos brasileiros. Vim duas, três vezes, e me senti bem. Queria levar comigo minhas origens. As cores são super legais. Me sinto um pouco brasileiro”, destacou Morbidelli, 22 anos, que a partir da próxima etapa da Moto2, na República Tcheca, dia 6, utilizará macacão com as cores do Brasil.

Em 2018, o piloto da Marc VDS será promovido à MotoGP e admitiu alguns receios. “Tenho medo. Vai ser ano difícil, no qual tenho de aprender as coisas rápido”, declarou o ítalo-brasileiro, que espera confirmar o título na divisão de acesso para “chegar com moral” à elite.

Pupilo de Valentino Rossi – de quem é aluno na academia de pilotos do consagrado italiano –, Morbidelli não poupou elogios ao futuro concorrente. “Só estar com Vale a sensação é muito boa. Tem grande energia. É difícil explicar. Um cara que está sempre feliz, alegre, tenta manter isso e tentei aprender isso com ele. Acho que não vou lutar muito com ele ano que vem, mas espero um dia, se Deus quiser. Vai ser muito legal duelar com ele na pista”, projetou. É só questão de tempo, Morbido. Basta aguardar.


Volta da categoria ao País depende de novo ídolo, diz Alexandre Barros


O Brasil já integrou o calendário da motovelocidade com etapas em Goiânia, São Paulo e Rio. Mas, sem nome de peso em disputa para ser o chamariz, a categoria deixou de ter por aqui mesmas visibilidade e importância, inclusive comercial. Porém, com Franco Morbidelli na MotoGP em 2018, a chance de outro brasileiro ingressar na Moto3 e possível estabilização econômica, o País pode voltar à rota,

“Não sobrevive se não tiver um ídolo para torcer. Temos o Franco, que leva metade da bandeira brasileira. Mas não sei se é o suficiente. Se não for assim, não dura mais de três anos aqui. A MotoGP só vem também quando o País se estabilizar um pouco (economicamente)</CF>. A mídia e as próprias fábricas de moto vão querer que venha. O mercado é grande no Brasil”, decretou o piloto Alexandre Barros, atualmente na Super Bike.



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