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Grande ABC pode ter rodízio antipoluição


Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

09/09/2004 | 14:22


O rodízio de veículos pode ser implementado no Grande ABC pelo governo do Estado caso a qualidade do ar - que nos últimos dias oscila entre regular e inadequado - piore e as previsões meteorológicas não sejam favoráveis para a dispersão dos poluentes. A Prefeitura de Diadema já confirmou a possibilidade de se antecipar à determinação polêmica, mesmo em perído pré-eleitoral.

Em Diadema e em outras três localidades com estações medidoras da Cetesb (Companhia de de Tecnologia de Saneamento Ambiental) - São Caetano, Santo André-Capuava e Mauá -, houve registro de ar inadequado nos últimos domingo e terça-feira. Nesta quarta, Diadema teve registro de ar regular, mas as outras três não recuaram nos índices de poluição.

A Cetesb informa que as prefeituras têm autonomia para implantar medidas preventivas, independentes das determinadas pelo Estado. Mas nenhuma outra prefeitura da região tem estratégias para amenizar os índices de poluição.

“Podemos recorrer à legislação de trânsito para diminuir o fluxo de veículos na cidade e melhorar a qualidade do ar”, disse a gerente de Meio Ambiente de Diadema, Mara Carbonari Costa.

A medição no patamar inadequado significa concentração de ozônio entre 160 e 200 microgramas por m³ de ar. Entre 200 e 800 microgramas, a Cestesb decreta estado de atenção. É nessa situação que o governo pode lançar mão do rodízio, que não é implementado na região desde 1996. Nas outras estações medidoras (São Bernardo e Santo André-Centro), os registros têm sido de ar regular nos últimos dias.

O ozônio é formado na atmosfera por hidrocarbonetos e dióxidos de nitrogênio resultantes da queima de combustível pelos veículos e indústrias. O processo é intensificado com a alta temperatura e baixa umidade do ar. Nesta quarta, os termômetros marcaram 32,6ºC na região. Para esta quinta, a previsão é de 31ºC.

Somente a redução do fluxo de veículos nas áreas críticas da região, segundo o gerente de avaliação da qualidade do ar da Cetesb, Jesuíno Romano, não resolveria totalmente o problema, principalmente quando a previsão meteorológica é de dias quentes, sem ventos e nebulosidade. “É necessário a conscientização da população. Trata-se de um trabalho preventivo constante que terá resultado a longo prazo”. Ele não acredita que a região possa atingir estágio de atenção. Entretanto, o 7º Distrito de Meteorologia não prevê chuva ou frente fria, fenômenos que poderiam amenizar a concentração de ozônio e favorecer a umidade do ar, que só deve melhorar a partir do fim de semana.



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