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Região administrará R$ 9 bi em 2012

Orçamentos registraram variação positiva de 13,13%
se comparado com as peças aprovadas para este ano


Cynthia Tavares
do Diário do Grande ABC

31/10/2011 | 07:00


Os sete prefeitos do Grande ABC pretendem administrar R$ 9 bilhões em 2012. O resultado tem como base as peças orçamentárias municipais protocoladas nos sete Legislativos. O dinheiro será injetado, prioritariamente, para a manutenção dos equipamentos de Saúde e Educação. Segurança e infraestrutura também ostentam fatias de destaque no bolo.

O montante representa variação positiva de 13,13% comparado com os orçamentos vigentes. Em 2010, as sete Prefeituras projetaram administrar R$ 8 bilhões neste ano. No entanto, São Bernardo deixou de arrecadar R$ 1 bilhão por causa de repasses federais que não chegaram à cidade - a previsão era de R$ 3,5 bilhões. Descontada a quantia, a diferença de um ano para o outro no orçamento da região é de 29,29%.

Para 2012, a cidade capitaneada por Luiz Marinho (PT) permanece com a maior previsão de arrecadação . O prefeito terá R$ R$ 3,7 bilhões à sua disposição. O índice é 5% superior em relação ao orçamento de 2011. Deste montante, R$ 1,1 bilhão será destinado exclusivamente para investimentos.

Santo André aumentou em 22,4% seu Orçamento. Levando em consideração administração direta e indireta, a receita prevista é de R$ 2,6 bilhões.

O chefe do Executivo de Diadema, Mário Reali (PT), contará com R$ 841,1 milhões. A peça destina R$ 135,5 milhões para investimentos.

Do aporte disponível para o setor, R$ 118,9 milhões provêm de projetos aprovados em instituições federais e internacionais, como BNDES, Caixa Econômica Federal e BID. Nesta fatia também estão recursos de deputados federais e estaduais (Diadema conta com Regina Gonçalves, PV, na Assembleia, e José de Filippi Júnior, PT, no Congresso). Os outros R$ 16,5 milhões são contrapartidas do município.

As dificuldades financeiras do prefeito de Mauá, Oswaldo Dias (PT), são muitas. Contudo, o Orçamento para 2012 conseguiu ultrapassar R$ 686 milhões, 22,4% a mais que o orçado para este ano.

São Caetano terá R$ 893,8 milhões; Ribeirão Pires possui programação para R$ 211 milhões e, Rio Grande da Serra, R$ 57 milhões.

Atenção especial - A Constituição Federal exige que pelo menos 25% do orçamento municipal seja destinado à Educação. Na Saúde, a exigência é de 15%. Portanto, em todas as cidades as maiores fatias encontram-se nestas pastas.

Contudo, as secretarias de Obras e Serviços Urbanos se destacam com orçamentos nada modestos. As pastas têm papel estratégico no ano eleitoral. Estes setores concentram investimentos que atingem diretamente o eleitor.

Em Santo André, R$ 163,1 milhões serão destinados a ações típicas de zeladoria, como recapeamento e pavimentação de vias, manutenção da iluminação pública, melhorias dos parques, conservação dos abrigos destinados ao transporte público, entre outras.

Somente na área de urbanismo, São Bernardo destinou R$ 547 milhões. Em Ribeirão Pires, a Secretaria de Infraestrutura Urbana foi uma das poucas que registrou aumento considerável no Orçamento - passou de R$ 16, 2 milhões para R$ 18,4 milhões.

Rio Grande da Serra, município que sofre com problemas de pavimentação, destinou R$ 4,3 milhões para a Secretaria de Serviços Urbanos, fazendo a pasta ocupar a terceira colocação no ranking.

 

Volpi corta R$ 8 milhões de pasta comandada pelo filho

O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), não teve dó ao cortar R$ 8 milhões da Secretaria de Juventude, Esporte, Lazer e Cultura, comandada pelo seu filho, Guto Volpi. Neste ano, o secretário tem R$ 10,5 milhões para administrar a pasta.

Em 2010, o chefe do Executivo foi criticado por aumentar em cinco vezes o valor destinado à secretaria. Na previsão para 2012, consta o repasse de R$ 2,2 milhões para a Sejel. O valor é idêntico ao de 2009, antes do seu filho assumir o comando da pasta.

A Sejel tem papel importante na administração, tendo em vista que organiza o principal evento da cidade, o Festival do Chocolate. Na edição deste ano, feita em julho e agosto, foi construída arena multiuso para a realização dos shows.

No Esporte, a cidade subiu para primeira divisão dos Jogos Regionais.

Outra secretaria que teve orçamento afetado foi a de Finanças. A receita diminuirá de R$ 16,4 milhões para R$ 12,5 milhões. A pasta é comandada pelo irmão do prefeito, Antônio Volpi. Em agosto, o Diário revelou que o secretário queria mudar a legislação acerca da fiscalização para aumentar a arrecadação.

Após virar supersecretaria, a pasta de Planejamento Urbano, Habitação, Meio Ambiente e Saneamento Básico teve o maior salto. O chefe do Executivo injetou R$ 10 milhões a mais na Secretaria, que ganhou notoriedade após Temístocles Cristofaro assumir. O secretário se destacou após finalizar a adequação do Plano Diretor à Lei da Billings.

Desde que perdeu o comando de Turismo para Guto Volpi - após fusão de pastas - o secretário de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Marcelo Dias Menato, ficou longe dos holofotes. Mas ele reafirmou seu prestígio junto ao Executivo. O prefeito aumentou em R$ 5 milhões o aporte destinado à pasta.



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Região administrará R$ 9 bi em 2012

Orçamentos registraram variação positiva de 13,13%
se comparado com as peças aprovadas para este ano

Cynthia Tavares
do Diário do Grande ABC

31/10/2011 | 07:00


Os sete prefeitos do Grande ABC pretendem administrar R$ 9 bilhões em 2012. O resultado tem como base as peças orçamentárias municipais protocoladas nos sete Legislativos. O dinheiro será injetado, prioritariamente, para a manutenção dos equipamentos de Saúde e Educação. Segurança e infraestrutura também ostentam fatias de destaque no bolo.

O montante representa variação positiva de 13,13% comparado com os orçamentos vigentes. Em 2010, as sete Prefeituras projetaram administrar R$ 8 bilhões neste ano. No entanto, São Bernardo deixou de arrecadar R$ 1 bilhão por causa de repasses federais que não chegaram à cidade - a previsão era de R$ 3,5 bilhões. Descontada a quantia, a diferença de um ano para o outro no orçamento da região é de 29,29%.

Para 2012, a cidade capitaneada por Luiz Marinho (PT) permanece com a maior previsão de arrecadação . O prefeito terá R$ R$ 3,7 bilhões à sua disposição. O índice é 5% superior em relação ao orçamento de 2011. Deste montante, R$ 1,1 bilhão será destinado exclusivamente para investimentos.

Santo André aumentou em 22,4% seu Orçamento. Levando em consideração administração direta e indireta, a receita prevista é de R$ 2,6 bilhões.

O chefe do Executivo de Diadema, Mário Reali (PT), contará com R$ 841,1 milhões. A peça destina R$ 135,5 milhões para investimentos.

Do aporte disponível para o setor, R$ 118,9 milhões provêm de projetos aprovados em instituições federais e internacionais, como BNDES, Caixa Econômica Federal e BID. Nesta fatia também estão recursos de deputados federais e estaduais (Diadema conta com Regina Gonçalves, PV, na Assembleia, e José de Filippi Júnior, PT, no Congresso). Os outros R$ 16,5 milhões são contrapartidas do município.

As dificuldades financeiras do prefeito de Mauá, Oswaldo Dias (PT), são muitas. Contudo, o Orçamento para 2012 conseguiu ultrapassar R$ 686 milhões, 22,4% a mais que o orçado para este ano.

São Caetano terá R$ 893,8 milhões; Ribeirão Pires possui programação para R$ 211 milhões e, Rio Grande da Serra, R$ 57 milhões.

Atenção especial - A Constituição Federal exige que pelo menos 25% do orçamento municipal seja destinado à Educação. Na Saúde, a exigência é de 15%. Portanto, em todas as cidades as maiores fatias encontram-se nestas pastas.

Contudo, as secretarias de Obras e Serviços Urbanos se destacam com orçamentos nada modestos. As pastas têm papel estratégico no ano eleitoral. Estes setores concentram investimentos que atingem diretamente o eleitor.

Em Santo André, R$ 163,1 milhões serão destinados a ações típicas de zeladoria, como recapeamento e pavimentação de vias, manutenção da iluminação pública, melhorias dos parques, conservação dos abrigos destinados ao transporte público, entre outras.

Somente na área de urbanismo, São Bernardo destinou R$ 547 milhões. Em Ribeirão Pires, a Secretaria de Infraestrutura Urbana foi uma das poucas que registrou aumento considerável no Orçamento - passou de R$ 16, 2 milhões para R$ 18,4 milhões.

Rio Grande da Serra, município que sofre com problemas de pavimentação, destinou R$ 4,3 milhões para a Secretaria de Serviços Urbanos, fazendo a pasta ocupar a terceira colocação no ranking.

 

Volpi corta R$ 8 milhões de pasta comandada pelo filho

O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), não teve dó ao cortar R$ 8 milhões da Secretaria de Juventude, Esporte, Lazer e Cultura, comandada pelo seu filho, Guto Volpi. Neste ano, o secretário tem R$ 10,5 milhões para administrar a pasta.

Em 2010, o chefe do Executivo foi criticado por aumentar em cinco vezes o valor destinado à secretaria. Na previsão para 2012, consta o repasse de R$ 2,2 milhões para a Sejel. O valor é idêntico ao de 2009, antes do seu filho assumir o comando da pasta.

A Sejel tem papel importante na administração, tendo em vista que organiza o principal evento da cidade, o Festival do Chocolate. Na edição deste ano, feita em julho e agosto, foi construída arena multiuso para a realização dos shows.

No Esporte, a cidade subiu para primeira divisão dos Jogos Regionais.

Outra secretaria que teve orçamento afetado foi a de Finanças. A receita diminuirá de R$ 16,4 milhões para R$ 12,5 milhões. A pasta é comandada pelo irmão do prefeito, Antônio Volpi. Em agosto, o Diário revelou que o secretário queria mudar a legislação acerca da fiscalização para aumentar a arrecadação.

Após virar supersecretaria, a pasta de Planejamento Urbano, Habitação, Meio Ambiente e Saneamento Básico teve o maior salto. O chefe do Executivo injetou R$ 10 milhões a mais na Secretaria, que ganhou notoriedade após Temístocles Cristofaro assumir. O secretário se destacou após finalizar a adequação do Plano Diretor à Lei da Billings.

Desde que perdeu o comando de Turismo para Guto Volpi - após fusão de pastas - o secretário de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Marcelo Dias Menato, ficou longe dos holofotes. Mas ele reafirmou seu prestígio junto ao Executivo. O prefeito aumentou em R$ 5 milhões o aporte destinado à pasta.

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