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Autopeça irá reduzir índice de nacionalização de produtos
17/03/2006 | 00:01
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A TDM Friction, fabricante de pastilhas de freio da marca Cobreq, deve reduzir de 80% para 60% o índice de nacionalização de novos produtos. Matéria-prima e componentes adquiridos nos Estados Unidos, na Europa e na África do Sul chegam ao país por preços de 10% a 15% mais baixos, já descontados imposto de importação e logística.

O movimento de compra externa se intensificou no ano passado, diz Feres Macul Neto, presidente da TDM. Historicamente, do total de compras, de 17% a 20% eram importados, principalmente itens não produzidos no Brasil. No ano passado, ao perceber que não haveria alteração na política cambial, a companhia de Indaiatuba passou a comprar mais lá fora.

"A participação dos importados subiu para 22% ou 23% e este ano aumentará", diz Macul. Entre os produtos substituídos estão pó e fibras metálicas de aço e componentes semi-acabados. A TDM também "tirou o pé do acelerador" de um investimento para ampliar a produção de peças para os EUA, diante da perda de competitividade.

O presidente do Sindipeças (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Autopeças), Paulo Butori, vê com preocupação o movimento das compras externas. "É preciso ter cuidado com o oportunismo, pois a situação pode se reverter e aí será tarde." O recado é dirigido às montadoras que estão orientando fornecedores a importarem mais, principalmente da China.

Recentemente, montadoras pediram aos fornecedores para reduzir exportações para atender ao mercado interno. "Agora é o inverso", reclama Butori, que teme o impacto das importações nas pequenas fabricantes.




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