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Setores driblam atual crise com a ajuda da tecnologia

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mesmo em ano complexo, empresas da região conseguiram crescer, principalmente com investimentos na estrutura


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

26/12/2020 | 07:23


Mesmo com a crise econômica mundial, causada pela pandemia do novo coronavírus, determinadas empresas e setores conseguiram driblar as adversidades e registrar lucro em um 2020 tão desafiador. Na região, há exemplos em diversas áreas, como de fundição e pesagem, que conseguiram sair deste ano fortalecidas.

Entre elas está a Toledo do Brasil, líder na área da pesagem no País e que possui fábrica e matriz em São Bernardo. A companhia conseguiu crescer 18% em vendas entre janeiro e novembro de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado.

“Estamos 10% acima do plano de vendas, pois muitos clientes optaram por investir em seus negócios. Quem tomou dinheiro emprestado para investir o fez com taxas mais baixas. Quem tem reais aplicados optou por investir no negócio em vez de deixar o dinheiro rendendo apenas 2% brutos ao ano”, disse o presidente da Toledo, Paulo Haegler.

Porém, no primeiro semestre, a empresa sentiu queda nas vendas, sobretudo entre abril e junho, mas no segundo semestre houve aumento, “O que os clientes haviam represado no primeiro semestre, eles compraram e aumentaram no segundo. Os sentimentos de que a economia está esquentando, que está faltando produto pontualmente, e que haverá reajustes de preços impulsionaram estas vendas maiores”, afirmou o executivo.

Apesar de recorrer às medidas anunciadas pelo governo federal para ajudar as empresas, como a redução de jornada e de remuneração entre abril e junho, não houve diminuição no quadro de colaboradores. Pelo contrário, a empresa precisou contratar 40 pessoas entre outubro e novembro para produzir mais balanças, e atender na assistência técnica.

Durante o ano, a empresa conseguiu investir R$ 20 milhões em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), aumento de 6% em relação ao ano passado. A tecnologia acaba sendo um dos principais caminhos das companhias que ficaram de fora da queda no faturamento geral causada pela atual retração econômica.

“Anualmente renovamos aproximadamente um quinto da nossa oferta de soluções de hardware e software, e em 2020 continuamos neste ritmo. Os principais investimentos foram para migrar os nossos softwares do conceito venda de licença para venda de assinatura com uso da Cloud Prix (uma plataforma em nuvem da empresa utilizada para gestão e monitoramento de todos os produtos e softwares Prix através da Internet das Coisas, Big Data e Inteligência Artificial). Isso garante para o cliente atualização constante do software, mais segurança, e menos investimento na frente”, explicou Haegler.

O diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) São Bernardo, Cláudio Barberini Junior, citou que setores como produtos farmacêuticos e alimentícios também tiveram crescimento neste ano. Mas falou principalmente da questão tecnológica. “Pode parecer que a indústria está parada, mas nestes momentos de dificuldade é quando ela mais procura tecnologia, até mesmo para automatizar processos e aumentar sua competitividade no mercado.”

O diretor do Ciesp Diadema, Anuar Dequech Júnior, que é proprietário da empresa Corona Cadinhos e Refratários, do ramo da fundição, diversificou o mercado e investiu nas exportações, vantajosas com o câmbio atual. No final da cadeia produtiva, o material produzido em Diadema vira peças automotivas e integra até elementos de produtos da linha branca.

“Nosso mercado tradicional é o de fundição de não ferrosos e nós começamos a fazer a fundição de ferrosos, que deu muito certo. Conseguimos fechar dois contratos de fornecimento. No ano passado, a empresa fez uma reestruturação, já pensando nessa diversificação. Estamos sempre repensando internamente e nos preparamos para alguma crise”, disse ele, que teve crescimento no faturamento de cerca de 60% na comparação com 2019. 



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Setores driblam atual crise com a ajuda da tecnologia

Mesmo em ano complexo, empresas da região conseguiram crescer, principalmente com investimentos na estrutura

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

26/12/2020 | 07:23


Mesmo com a crise econômica mundial, causada pela pandemia do novo coronavírus, determinadas empresas e setores conseguiram driblar as adversidades e registrar lucro em um 2020 tão desafiador. Na região, há exemplos em diversas áreas, como de fundição e pesagem, que conseguiram sair deste ano fortalecidas.

Entre elas está a Toledo do Brasil, líder na área da pesagem no País e que possui fábrica e matriz em São Bernardo. A companhia conseguiu crescer 18% em vendas entre janeiro e novembro de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado.

“Estamos 10% acima do plano de vendas, pois muitos clientes optaram por investir em seus negócios. Quem tomou dinheiro emprestado para investir o fez com taxas mais baixas. Quem tem reais aplicados optou por investir no negócio em vez de deixar o dinheiro rendendo apenas 2% brutos ao ano”, disse o presidente da Toledo, Paulo Haegler.

Porém, no primeiro semestre, a empresa sentiu queda nas vendas, sobretudo entre abril e junho, mas no segundo semestre houve aumento, “O que os clientes haviam represado no primeiro semestre, eles compraram e aumentaram no segundo. Os sentimentos de que a economia está esquentando, que está faltando produto pontualmente, e que haverá reajustes de preços impulsionaram estas vendas maiores”, afirmou o executivo.

Apesar de recorrer às medidas anunciadas pelo governo federal para ajudar as empresas, como a redução de jornada e de remuneração entre abril e junho, não houve diminuição no quadro de colaboradores. Pelo contrário, a empresa precisou contratar 40 pessoas entre outubro e novembro para produzir mais balanças, e atender na assistência técnica.

Durante o ano, a empresa conseguiu investir R$ 20 milhões em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), aumento de 6% em relação ao ano passado. A tecnologia acaba sendo um dos principais caminhos das companhias que ficaram de fora da queda no faturamento geral causada pela atual retração econômica.

“Anualmente renovamos aproximadamente um quinto da nossa oferta de soluções de hardware e software, e em 2020 continuamos neste ritmo. Os principais investimentos foram para migrar os nossos softwares do conceito venda de licença para venda de assinatura com uso da Cloud Prix (uma plataforma em nuvem da empresa utilizada para gestão e monitoramento de todos os produtos e softwares Prix através da Internet das Coisas, Big Data e Inteligência Artificial). Isso garante para o cliente atualização constante do software, mais segurança, e menos investimento na frente”, explicou Haegler.

O diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) São Bernardo, Cláudio Barberini Junior, citou que setores como produtos farmacêuticos e alimentícios também tiveram crescimento neste ano. Mas falou principalmente da questão tecnológica. “Pode parecer que a indústria está parada, mas nestes momentos de dificuldade é quando ela mais procura tecnologia, até mesmo para automatizar processos e aumentar sua competitividade no mercado.”

O diretor do Ciesp Diadema, Anuar Dequech Júnior, que é proprietário da empresa Corona Cadinhos e Refratários, do ramo da fundição, diversificou o mercado e investiu nas exportações, vantajosas com o câmbio atual. No final da cadeia produtiva, o material produzido em Diadema vira peças automotivas e integra até elementos de produtos da linha branca.

“Nosso mercado tradicional é o de fundição de não ferrosos e nós começamos a fazer a fundição de ferrosos, que deu muito certo. Conseguimos fechar dois contratos de fornecimento. No ano passado, a empresa fez uma reestruturação, já pensando nessa diversificação. Estamos sempre repensando internamente e nos preparamos para alguma crise”, disse ele, que teve crescimento no faturamento de cerca de 60% na comparação com 2019. 

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