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Estado pode ampliar restrições

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governo deve reavaliar regras para frear contágio do coronavírus; casos subiram 54% e mortes, 34%, em 28 dias


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

22/12/2020 | 00:01


O governo do Estado afirmou, em entrevista coletiva realizada no início da tarde de ontem, que pode endurecer as medidas restritivas a fim de conter o avanço do novo coronavírus. Isso porque, de acordo com a Secretaria da Saúde, o número de casos cresceu 54% nos últimos 28 dias, enquanto as mortes causadas pelo vírus aumentaram 34% e as internações ampliaram 13% em São Paulo. Hoje, centro de contingência se reúne e deve reavaliar os protocolos.

Nas últimas quatro semanas, o Grande ABC também observou alta nos registros da pandemia. Os diagnósticos tiveram elevação de 18,6% e as mortes, alta de 13,77%. Taxa mais preocupante é a das internações, em que o acréscimo foi de 21%, segundo dados da plataforma SP Covid Info Tracker. Conforme publicado pelo Diário no domingo, a última semana foi a quinta consecutiva de aumento nos óbitos de Covid-19 na região, com média de 18 por dia, atingindo o maior patamar desde julho, pico da pandemia nas sete cidades.

Desde 30 de novembro, os 645 municípios paulistas estão na Fase 3 (amarela) do Plano São Paulo, que determina as diretrizes de retomada das atividades econômicas e culturais. Na ocasião, o Estado retrocedeu uma etapa após alta nos indicadores. As festas de fim de ano são uma das principais preocupações da administração paulista, já que há risco de aumento nos casos e nas internações em razão da infecção pelo coronavírus. Paulo Rezende, infectologista e diretor do Hospital Santa Clara, apontou que, em janeiro, pode haver demanda “descomunal”, pressionando o sistema de saúde, caso os protolos sejam desrespeitados para a celebração do Natal e do Ano-Novo.

“Temos que estar atentos, o vírus está cada vez mais próximo de nós. Precisamos respeitar a quarentena. Estamos todos esgotados, porém, a pandemia continua”, assinalou Jean Gorinchteyn, secretário de saúde do Estado. Ele reforçou que a população deve colaborar, seguindo as regras sanitárias, principalmente o isolamento, cuja taxa atingiu o menor patamar desde o início da quarentena, ficando em 40% no sábado. “As aglomerações, festividades, clubes, encontros, são cenários de risco para maior circulação de pessoas e do vírus”, alertou.

Nas últimas semanas, o Diário tem flagrado série de desrespeito às regras sanitárias, tais como bares lotados, pessoas sem máscara e aglomerações nas principais vias comerciais da região. Na tentativa de garantir a segurança dos munícipes, a Prefeitura de São Bernardo chegou a fechar a Rua Marechal Deodoro para o trânsito de veículos, formando calçadão para os pedestres. A ação ocorreu nos últimos dois fins de semana por causa da aproximação do Natal.

O Simi (Sistema de Monitoramento Inteligente), da Fundação Seade, indicou que o Grande ABC teve média de 38,5% de isolamento no sábado, sendo que aos fins de semana a taxa costuma ser maior do que em dias úteis. “A vacinação em massa vai demorar no mínimo três meses, por ora, só contamos com cuidados de prevenção, temos que tentar conter este fomento de casos com isolamento, distanciamento físico e medidas de higiene”, assinalou Rezende.

Sete cidades somam 3.370 mortes e 95.721 casos de Covid-19

O Grande ABC totaliza 3.370 mortes de Covid-19, sendo que 27 foram confirmadas entre domingo e ontem. Ao todo, 95.721 pessoas foram infectadas, 106.169 pacientes aguardam diagnóstico e 78.768 indivíduos foram recuperados. Os dados são de boletins epidemiológicos divulgados pelas prefeituras.

São 38.048 casos e 1.165 óbitos em São Bernardo, 27.617 positivos e 816 falecimentos em Santo André, 12.388 confirmações e 546 mortes em Diadema, 7.976 diagnósticos e 406 vítimas fatais em Mauá, 5.922 infectados e 296 perdas em São Caetano, 2.986 casos e 113 óbitos em Ribeirão Pires e 784 positivos e 28 falecimentos em Rio Grande da Serra.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para o tratamento de pacientes com a Covid é de 58% em Santo André, 61% em São Bernardo, 38% em São Caetano e 35% em Diadema. Mauá não informa o percentual no boletim diário e não respondeu ao questinamento do <CF52>Diário</CF>. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não dispõem de unidades de terapia intensiva. 

São Paulo registra 45.136 mortes e 1.388.043 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Do total, 1.222.776 se recuperaram e 10.856 estão em acompanhamento. A ocupação dos leitos de UTI é de 61,8% no Estado e de 66,9% na Grande São Paulo.

O Ministério da Saúde contabiliza 187.291 falecimentos e 7.263.619 diagnósticos de Covid no País. São pelo menos 6.286.980 pessoas recuperadas, enquanto 789.348 estão em acompanhamento.



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Estado pode ampliar restrições

Governo deve reavaliar regras para frear contágio do coronavírus; casos subiram 54% e mortes, 34%, em 28 dias

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

22/12/2020 | 00:01


O governo do Estado afirmou, em entrevista coletiva realizada no início da tarde de ontem, que pode endurecer as medidas restritivas a fim de conter o avanço do novo coronavírus. Isso porque, de acordo com a Secretaria da Saúde, o número de casos cresceu 54% nos últimos 28 dias, enquanto as mortes causadas pelo vírus aumentaram 34% e as internações ampliaram 13% em São Paulo. Hoje, centro de contingência se reúne e deve reavaliar os protocolos.

Nas últimas quatro semanas, o Grande ABC também observou alta nos registros da pandemia. Os diagnósticos tiveram elevação de 18,6% e as mortes, alta de 13,77%. Taxa mais preocupante é a das internações, em que o acréscimo foi de 21%, segundo dados da plataforma SP Covid Info Tracker. Conforme publicado pelo Diário no domingo, a última semana foi a quinta consecutiva de aumento nos óbitos de Covid-19 na região, com média de 18 por dia, atingindo o maior patamar desde julho, pico da pandemia nas sete cidades.

Desde 30 de novembro, os 645 municípios paulistas estão na Fase 3 (amarela) do Plano São Paulo, que determina as diretrizes de retomada das atividades econômicas e culturais. Na ocasião, o Estado retrocedeu uma etapa após alta nos indicadores. As festas de fim de ano são uma das principais preocupações da administração paulista, já que há risco de aumento nos casos e nas internações em razão da infecção pelo coronavírus. Paulo Rezende, infectologista e diretor do Hospital Santa Clara, apontou que, em janeiro, pode haver demanda “descomunal”, pressionando o sistema de saúde, caso os protolos sejam desrespeitados para a celebração do Natal e do Ano-Novo.

“Temos que estar atentos, o vírus está cada vez mais próximo de nós. Precisamos respeitar a quarentena. Estamos todos esgotados, porém, a pandemia continua”, assinalou Jean Gorinchteyn, secretário de saúde do Estado. Ele reforçou que a população deve colaborar, seguindo as regras sanitárias, principalmente o isolamento, cuja taxa atingiu o menor patamar desde o início da quarentena, ficando em 40% no sábado. “As aglomerações, festividades, clubes, encontros, são cenários de risco para maior circulação de pessoas e do vírus”, alertou.

Nas últimas semanas, o Diário tem flagrado série de desrespeito às regras sanitárias, tais como bares lotados, pessoas sem máscara e aglomerações nas principais vias comerciais da região. Na tentativa de garantir a segurança dos munícipes, a Prefeitura de São Bernardo chegou a fechar a Rua Marechal Deodoro para o trânsito de veículos, formando calçadão para os pedestres. A ação ocorreu nos últimos dois fins de semana por causa da aproximação do Natal.

O Simi (Sistema de Monitoramento Inteligente), da Fundação Seade, indicou que o Grande ABC teve média de 38,5% de isolamento no sábado, sendo que aos fins de semana a taxa costuma ser maior do que em dias úteis. “A vacinação em massa vai demorar no mínimo três meses, por ora, só contamos com cuidados de prevenção, temos que tentar conter este fomento de casos com isolamento, distanciamento físico e medidas de higiene”, assinalou Rezende.

Sete cidades somam 3.370 mortes e 95.721 casos de Covid-19

O Grande ABC totaliza 3.370 mortes de Covid-19, sendo que 27 foram confirmadas entre domingo e ontem. Ao todo, 95.721 pessoas foram infectadas, 106.169 pacientes aguardam diagnóstico e 78.768 indivíduos foram recuperados. Os dados são de boletins epidemiológicos divulgados pelas prefeituras.

São 38.048 casos e 1.165 óbitos em São Bernardo, 27.617 positivos e 816 falecimentos em Santo André, 12.388 confirmações e 546 mortes em Diadema, 7.976 diagnósticos e 406 vítimas fatais em Mauá, 5.922 infectados e 296 perdas em São Caetano, 2.986 casos e 113 óbitos em Ribeirão Pires e 784 positivos e 28 falecimentos em Rio Grande da Serra.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para o tratamento de pacientes com a Covid é de 58% em Santo André, 61% em São Bernardo, 38% em São Caetano e 35% em Diadema. Mauá não informa o percentual no boletim diário e não respondeu ao questinamento do <CF52>Diário</CF>. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não dispõem de unidades de terapia intensiva. 

São Paulo registra 45.136 mortes e 1.388.043 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Do total, 1.222.776 se recuperaram e 10.856 estão em acompanhamento. A ocupação dos leitos de UTI é de 61,8% no Estado e de 66,9% na Grande São Paulo.

O Ministério da Saúde contabiliza 187.291 falecimentos e 7.263.619 diagnósticos de Covid no País. São pelo menos 6.286.980 pessoas recuperadas, enquanto 789.348 estão em acompanhamento.

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