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Namoro inicia por insistência de Lula

Primeiro encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo em 1973


Evaldo Novelini
Do Diário do Grande ABC

03/02/2017 | 07:00


Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia Rocco Casa se conheceram em 1973, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, onde ele, aos 28 anos, era primeiro secretário e diretor do departamento de Previdência, e ela, aos 23, apareceu para buscar atestado de dependência econômica para um de seus dez irmãos. Tinham os dois ficado viúvos recentemente. Lula se apaixonou à primeira vista. Dona Marisa relutou.

“Tinha dito ao Luisinho, que trabalhava comigo no sindicato, que me avisasse sempre que aparecesse uma viuvinha bonitinha. Quando a Marisa apareceu, ele foi me chamar”, contou Lula em uma das raras entrevistas em que falou de como conheceu a mulher, concedidas à revista Playboy em julho de 1979.

Dona Marisa disse na mesma entrevista que tentou resistir às ousadas investidas do sindicalista, a quem não conhecia. “Ele foi muito sem-vergonha, sabe? Num belo domingo apareceu na minha casa sem mais nem menos e foi logo conversando com minha mãe (Regina Rocco Casa). Cara de pau.”

No bate-papo, Lula revelou a estratégia com a qual conquistou a mulher com quem viveria 42 anos. “Comecei a encher o saco dela. E ela não queria nada. Escamosa, sabe? Uns três ou quatro dias depois eu passei a telefonar para ela”. A jovem Marisa relutava, pois namorava. “Fiquei em dúvida. Não sabia por quem decidir. Aquele eu conhecia desde criança, era um moço direito, de família. Com o Lula eu simpatizava mais, gostava mais do jeito dele, mas não sabia quem era”, relembrou a futura primeira-dama do Brasil.

“Um tinha boa intenção, outro intenção ruim. E acabei conquistada pelo que tinha intenção ruim. Mas ele era gamado, viu? Vivia dependurado no telefone. Eu só fugia, dizia que estava ocupada, que tinha de trabalhar, mas no fim acabava atendendo”, ela contou, provocando gargalhadas em Lula, segundo a revista.

Na conversa com o repórter Josué Machado, Marisa revelou que, ante as investidas do futuro presidente, pediu “um tempo”. “Cinco minutos”, ele ironizou. Em seis meses estavam casados. Tiveram três filhos: Fábio, Sandro e Luís Cláudio. Lula assumiu o filho que a mulher tivera do primeiro casamento, Marcos Claudio, que viria a ser vereador em São Bernardo pelo PT na legislatura de 2013 a 2016.

À revista, dona Marisa também enumerou alguns dos motivos das brigas do casal: chegar tarde em casa, não levar a família para passear e arranjar compromissos no sindicato no fim de semana. “Aí a gente quebrava o pau.” E finalizou sua participação na conversa dizendo com todas as letras quem é que mandava em casa. “(Lula é machão) Só na rua; aqui não”, declarou, rindo. 



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Namoro inicia por insistência de Lula

Primeiro encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo em 1973

Evaldo Novelini
Do Diário do Grande ABC

03/02/2017 | 07:00


Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia Rocco Casa se conheceram em 1973, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, onde ele, aos 28 anos, era primeiro secretário e diretor do departamento de Previdência, e ela, aos 23, apareceu para buscar atestado de dependência econômica para um de seus dez irmãos. Tinham os dois ficado viúvos recentemente. Lula se apaixonou à primeira vista. Dona Marisa relutou.

“Tinha dito ao Luisinho, que trabalhava comigo no sindicato, que me avisasse sempre que aparecesse uma viuvinha bonitinha. Quando a Marisa apareceu, ele foi me chamar”, contou Lula em uma das raras entrevistas em que falou de como conheceu a mulher, concedidas à revista Playboy em julho de 1979.

Dona Marisa disse na mesma entrevista que tentou resistir às ousadas investidas do sindicalista, a quem não conhecia. “Ele foi muito sem-vergonha, sabe? Num belo domingo apareceu na minha casa sem mais nem menos e foi logo conversando com minha mãe (Regina Rocco Casa). Cara de pau.”

No bate-papo, Lula revelou a estratégia com a qual conquistou a mulher com quem viveria 42 anos. “Comecei a encher o saco dela. E ela não queria nada. Escamosa, sabe? Uns três ou quatro dias depois eu passei a telefonar para ela”. A jovem Marisa relutava, pois namorava. “Fiquei em dúvida. Não sabia por quem decidir. Aquele eu conhecia desde criança, era um moço direito, de família. Com o Lula eu simpatizava mais, gostava mais do jeito dele, mas não sabia quem era”, relembrou a futura primeira-dama do Brasil.

“Um tinha boa intenção, outro intenção ruim. E acabei conquistada pelo que tinha intenção ruim. Mas ele era gamado, viu? Vivia dependurado no telefone. Eu só fugia, dizia que estava ocupada, que tinha de trabalhar, mas no fim acabava atendendo”, ela contou, provocando gargalhadas em Lula, segundo a revista.

Na conversa com o repórter Josué Machado, Marisa revelou que, ante as investidas do futuro presidente, pediu “um tempo”. “Cinco minutos”, ele ironizou. Em seis meses estavam casados. Tiveram três filhos: Fábio, Sandro e Luís Cláudio. Lula assumiu o filho que a mulher tivera do primeiro casamento, Marcos Claudio, que viria a ser vereador em São Bernardo pelo PT na legislatura de 2013 a 2016.

À revista, dona Marisa também enumerou alguns dos motivos das brigas do casal: chegar tarde em casa, não levar a família para passear e arranjar compromissos no sindicato no fim de semana. “Aí a gente quebrava o pau.” E finalizou sua participação na conversa dizendo com todas as letras quem é que mandava em casa. “(Lula é machão) Só na rua; aqui não”, declarou, rindo. 

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