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Obra parada traz problemas ao bairro Santa Terezinha

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Moradores de área que receberá corredor viário em São Bernardo destacam preocupação com acúmulo de água e lixo


Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

03/02/2017 | 07:00


A obra do Corredor Leste-Oeste, parada desde meados do ano passado, causa vários problemas aos moradores do bairro Santa Terezinha, em São Bernardo. Além do trânsito carregado em razão do bloqueio de faixas, a área está repleta de lixo e entulho, o que atrai pragas como ratos e baratas e tem acúmulo de água parada. Outra reclamação é em relação ao risco de deslizamento de moradias.

Em trecho de cerca de 300 metros de comprimento, uma das pistas da Avenida Luiz Pequini está interditada há cerca de um ano. A reportagem do Diário visitou o local e constatou cenário de abandono. O espaço está repleto de lixo e concentra grandes vigas de metal, que acumulam água parada e se tornam potenciais áreas de proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. O ponto também serve de abrigo para usuários de drogas. 

Pestes como ratos e baratas aparecem aos montes, destacam os moradores e comerciantes da área. “Antigamente, enquanto ainda havia pessoas trabalhando na obra, eles jogavam um pó químico para evitar mosquitos. Mas desde fevereiro do ano passado não vem ninguém para cuidar disso”, fala a dona de casa Patrícia Rio, 46 anos.

O local também não conta com policiamento fixo. “Existia uma guarita aqui, mas foi quebrada e agora tem usuário de droga morando aí”, relata Patrícia. A advogada Samira Almeida Ferreira, 30, completa. “Os criminosos se escondem entre essas vigas e te assaltam até mesmo na luz do dia. Não é seguro em nenhum horário.”

“Tive de colocar tela em todas as janelas de casa e usamos veneno forte para evitar a infestação de ratos e baratas”, disse a professora aposentada Eloisa Guazzelli, 52. 

Após desapropriação de moradias no local, moradores que por ali permaneceram destacam insegurança quanto à estrutura dos imóveis. “Existe risco de desabamento. A Defesa Civil veio aqui, colocou lona de plástico (em barranco) e ficou por isso mesmo”, afirmou o professor Renato Ladeia, 68. 

“A obra só andou para fazerem buraco. É um descaso com os moradores” afirma a professora Ester Santos Cunha, 42, que solicitou esclarecimentos por parte da administração. “Me disseram que a obra está em andamento.”

PRAZO

A promessa inicial era que a obra de corredor que ligará as avenidas Rotary e Luiz Pequini, aliviando o fluxo de veículos em até 70%, fosse concluída até o fim do ano passado, no entanto, o prazo foi estendido para dezembro ainda pela antiga gestão – Luiz Marinho (PT).

Conforme a administração atual, o contrato da obra está em análise pelo Ministério das Cidades para sua reprogramação, sem prazo para que os trabalhos sejam retomados. O projeto é financiado com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), por meio de contrato de financiamento firmado junto à Caixa Econômica Federal, sendo que o valor para conclusão do empreendimento é de R$ 259,2 milhões. 

O projeto ainda prevê obras viárias na Rotatória Imigrantes, Estrada Samuel Aizemberg e Avenida José Odorizzi, além de intervenções no Viaduto Castelo Branco, Viaduto Robert Kennedy e Viaduto Praça dos Bombeiros. Está previsto também a construção de um terminal de ônibus no local.

O Paço destacou ainda que o monitoramento da obra é feito quinzenalmente, sendo a última vistoria realizada no dia 18. Na ocasião, foi efetuado tratamento químico nas vigas, na cratera e em outros pontos das imediações, onde foram encontradas larvas.

Sobre os imóveis, a Defesa Civil, disponível pelo telefone 199, fará nova vistoria ao local.



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Obra parada traz problemas ao bairro Santa Terezinha

Moradores de área que receberá corredor viário em São Bernardo destacam preocupação com acúmulo de água e lixo

Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

03/02/2017 | 07:00


A obra do Corredor Leste-Oeste, parada desde meados do ano passado, causa vários problemas aos moradores do bairro Santa Terezinha, em São Bernardo. Além do trânsito carregado em razão do bloqueio de faixas, a área está repleta de lixo e entulho, o que atrai pragas como ratos e baratas e tem acúmulo de água parada. Outra reclamação é em relação ao risco de deslizamento de moradias.

Em trecho de cerca de 300 metros de comprimento, uma das pistas da Avenida Luiz Pequini está interditada há cerca de um ano. A reportagem do Diário visitou o local e constatou cenário de abandono. O espaço está repleto de lixo e concentra grandes vigas de metal, que acumulam água parada e se tornam potenciais áreas de proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. O ponto também serve de abrigo para usuários de drogas. 

Pestes como ratos e baratas aparecem aos montes, destacam os moradores e comerciantes da área. “Antigamente, enquanto ainda havia pessoas trabalhando na obra, eles jogavam um pó químico para evitar mosquitos. Mas desde fevereiro do ano passado não vem ninguém para cuidar disso”, fala a dona de casa Patrícia Rio, 46 anos.

O local também não conta com policiamento fixo. “Existia uma guarita aqui, mas foi quebrada e agora tem usuário de droga morando aí”, relata Patrícia. A advogada Samira Almeida Ferreira, 30, completa. “Os criminosos se escondem entre essas vigas e te assaltam até mesmo na luz do dia. Não é seguro em nenhum horário.”

“Tive de colocar tela em todas as janelas de casa e usamos veneno forte para evitar a infestação de ratos e baratas”, disse a professora aposentada Eloisa Guazzelli, 52. 

Após desapropriação de moradias no local, moradores que por ali permaneceram destacam insegurança quanto à estrutura dos imóveis. “Existe risco de desabamento. A Defesa Civil veio aqui, colocou lona de plástico (em barranco) e ficou por isso mesmo”, afirmou o professor Renato Ladeia, 68. 

“A obra só andou para fazerem buraco. É um descaso com os moradores” afirma a professora Ester Santos Cunha, 42, que solicitou esclarecimentos por parte da administração. “Me disseram que a obra está em andamento.”

PRAZO

A promessa inicial era que a obra de corredor que ligará as avenidas Rotary e Luiz Pequini, aliviando o fluxo de veículos em até 70%, fosse concluída até o fim do ano passado, no entanto, o prazo foi estendido para dezembro ainda pela antiga gestão – Luiz Marinho (PT).

Conforme a administração atual, o contrato da obra está em análise pelo Ministério das Cidades para sua reprogramação, sem prazo para que os trabalhos sejam retomados. O projeto é financiado com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), por meio de contrato de financiamento firmado junto à Caixa Econômica Federal, sendo que o valor para conclusão do empreendimento é de R$ 259,2 milhões. 

O projeto ainda prevê obras viárias na Rotatória Imigrantes, Estrada Samuel Aizemberg e Avenida José Odorizzi, além de intervenções no Viaduto Castelo Branco, Viaduto Robert Kennedy e Viaduto Praça dos Bombeiros. Está previsto também a construção de um terminal de ônibus no local.

O Paço destacou ainda que o monitoramento da obra é feito quinzenalmente, sendo a última vistoria realizada no dia 18. Na ocasião, foi efetuado tratamento químico nas vigas, na cratera e em outros pontos das imediações, onde foram encontradas larvas.

Sobre os imóveis, a Defesa Civil, disponível pelo telefone 199, fará nova vistoria ao local.

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