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Limitação para vacinas gera confusão em UBS

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Foram distribuídas 170 senhas, o que não contemplou todos os munícipes que aguardavam em fila


Matheus Angioleto
Especial para o Diário

03/02/2017 | 07:00


Ruas lotadas, gritaria, revolta e insatisfação. Este foi o cenário encontrado na Unidade de Saúde Centro, em Santo André, por aqueles que buscavam vacina contra a febre amarela ontem. Foram distribuídas 170 senhas, o que não contemplou todos os munícipes que aguardavam em fila, e gerou críticas.

Para quem acreditava que bastava chegar à unidade, apresentar os documentos e tomar a vacina, surpresa negativa. Primeiramente, era necessário enfrentar fila para pegar senha, que só começou a ser distribuída às 13h. Em posse dos números, os cidadãos eram encaminhados a outra fila, desta vez para a vacinação. Rosimeire Corrêa, 56 anos, chegou à UBS as 9h15, já que tem viagem marcada para Caldas Novas para o dia 25. “Se a gente não vem logo, não consegue”, diz.

A arquiteta Jéssica Machion Escudeiro, 24, chegou ao local as 10h30. Ela diz que viajará para Minas Gerais no dia 15. Para a munícipe, o principal problema é o desrespeito às filas. “Você chega e está aguardando a senha, mas entram mais três pessoas na sua frente”, aponta.

“Se a gente chegasse e já entregassem as senhas, evitaria confusão”, afirma Orlando Aparecido Leite, 48, morador do Parque Marajoara que pretende visitar o pai em Minas Gerais no dia 20.

Camila Rodrigues, 39, diz que está há uma semana atrás da vacina. Ela tem viagem marcada para Caldas Novas no dia 12. “Normalmente fico na fila e acaba a senha antes da minha vez. Acho que deveriam ter mais doses e priorizar aqueles que vão viajar.”

A promotora Tatiana Cristina de Oliveira, 36, voltou para casa sem a imunização. “Acho essa superlotação uma vergonha. Dizem que existe epidemia da doença, então o pessoal fica todo assustado”, destaca a munícipe, que voltará à unidade na segunda-feira.

A Prefeitura destacou que receberá hoje novo lote da vacina do governo estadual. No entanto, a procura pela imunização “tem sido feita por pessoas de outros municípios e que não têm indicação para serem imunizadas”. O atendimento tem sido feito às segundas e quintas-feiras, das 13h às 17h, nas unidades de Saúde Centro, Utinga e Vila Luzita.

Em Mauá, onde na quarta-feira houve desabastecimento da vacina devido à alta demanda, o Paço informou que já solicitou novas doses ao Ministério da Saúde, com previsão de entrega hoje. Conforme o município, em janeiro foram imunizadas 1.000 pessoas, número superior à media mensal de 250 vacinações.

Até o momento, a região concentra três casos confirmados de febre amarela, sendo dois em Diadema e um em São Bernardo. Ribeirão Pires investiga uma ocorrência do tipo.



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Limitação para vacinas gera confusão em UBS

Foram distribuídas 170 senhas, o que não contemplou todos os munícipes que aguardavam em fila

Matheus Angioleto
Especial para o Diário

03/02/2017 | 07:00


Ruas lotadas, gritaria, revolta e insatisfação. Este foi o cenário encontrado na Unidade de Saúde Centro, em Santo André, por aqueles que buscavam vacina contra a febre amarela ontem. Foram distribuídas 170 senhas, o que não contemplou todos os munícipes que aguardavam em fila, e gerou críticas.

Para quem acreditava que bastava chegar à unidade, apresentar os documentos e tomar a vacina, surpresa negativa. Primeiramente, era necessário enfrentar fila para pegar senha, que só começou a ser distribuída às 13h. Em posse dos números, os cidadãos eram encaminhados a outra fila, desta vez para a vacinação. Rosimeire Corrêa, 56 anos, chegou à UBS as 9h15, já que tem viagem marcada para Caldas Novas para o dia 25. “Se a gente não vem logo, não consegue”, diz.

A arquiteta Jéssica Machion Escudeiro, 24, chegou ao local as 10h30. Ela diz que viajará para Minas Gerais no dia 15. Para a munícipe, o principal problema é o desrespeito às filas. “Você chega e está aguardando a senha, mas entram mais três pessoas na sua frente”, aponta.

“Se a gente chegasse e já entregassem as senhas, evitaria confusão”, afirma Orlando Aparecido Leite, 48, morador do Parque Marajoara que pretende visitar o pai em Minas Gerais no dia 20.

Camila Rodrigues, 39, diz que está há uma semana atrás da vacina. Ela tem viagem marcada para Caldas Novas no dia 12. “Normalmente fico na fila e acaba a senha antes da minha vez. Acho que deveriam ter mais doses e priorizar aqueles que vão viajar.”

A promotora Tatiana Cristina de Oliveira, 36, voltou para casa sem a imunização. “Acho essa superlotação uma vergonha. Dizem que existe epidemia da doença, então o pessoal fica todo assustado”, destaca a munícipe, que voltará à unidade na segunda-feira.

A Prefeitura destacou que receberá hoje novo lote da vacina do governo estadual. No entanto, a procura pela imunização “tem sido feita por pessoas de outros municípios e que não têm indicação para serem imunizadas”. O atendimento tem sido feito às segundas e quintas-feiras, das 13h às 17h, nas unidades de Saúde Centro, Utinga e Vila Luzita.

Em Mauá, onde na quarta-feira houve desabastecimento da vacina devido à alta demanda, o Paço informou que já solicitou novas doses ao Ministério da Saúde, com previsão de entrega hoje. Conforme o município, em janeiro foram imunizadas 1.000 pessoas, número superior à media mensal de 250 vacinações.

Até o momento, a região concentra três casos confirmados de febre amarela, sendo dois em Diadema e um em São Bernardo. Ribeirão Pires investiga uma ocorrência do tipo.

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