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Expulsão de Damo seria manobra contra Vanessa


Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

18/02/2009 | 07:00


A suspensão do diretório municipal do PV de Mauá e a possível expulsão do prefeito Leonel Damo (PV) seriam uma tática adotada pela executiva estadual do partido para forçar a saída da deputada estadual Vanessa Damo da sigla antes da eleição de 2010.

A manobra política seria comandada pelo prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), chefe da executiva regional da legenda, que se desentendeu com Vanessa durante a campanha eleitoral do ano passado, quando a parlamentar optou por apoiar o então candidato do PSDB, Valdírio Prisco, à Prefeitura da cidade.

A decisão de Volpi culminaria, inclusive, com a possiblidade do verde concorrer em 2012 à Prefeitura de Mauá. A articulação para saída de Damo ainda possibilitaria a ascendência de Átila Jacomussi (PV), vereador mais votado da sigla no Grande ABC, como liderança verde na cidade.

Átila explica, no entanto, que apesar dos comentários, prefere sair candidato a deputado federal em 2010. " Já temos uma deputada na cidade, que está fazendo um bom trabalho. Infelizmente, Leonel não fez uma administração satisfatória. Fui até o ano passado muito criticado, visto como rebelde dentro do partido porque tinha postura mais independente quanto ao Executivo. Tentei contrabalancear os interesses partidários", diz.

Questionado sobre a possível manobra, Átila é cauteloso nas palavras. "Fui o vereador mais votado. Apareci como nome forte do partido nas eleições. Seria uma honra ganhar mais espaço dentro do partido. Mas o Volpi é quem responde pela executiva regional, espero uma manifestação direta dele ou da executiva para discutir o assunto", argumenta.

Alvo das discussões, Vanessa reafirma que acredita em perseguição política, mas defende que lutará para permanecer na legenda. "O PV é meu primeiro partido. Pretendo concorrer em 2010 pela legenda. Mas sei que existem episódios obscuros sobre a possível expulsão do meu pai. Tenho uma reunião na executiva amanhã (hoje) e espero que tudo seja tratado de maneira transparente."

Procurado, Clóvis Volpi não retornou as ligações até o fechamento desta edição.

DIRETÓRIO - A suspensão do diretório municipal foi confirmada segunda-feira pela presidente da comissão de ética da executiva estadual do PV, Mara Prado, pela decisão do comando local em apoiar o candidato do PSB Francisco Carneiro, o Chiquinho do Zaíra, e não lançar candidatura própria. Além disso, outro fator pode ser um peso extra contra Vanessa Damo: seu marido, José Carlos Orosco, responde interinamente pela presidência do partido na cidade há duas semanas.

A deputada diz que a suspensão não foi confirmada pela executiva e descarta que a decisão tenha relação com a nomeação de Orosco. "Houve uma reestruturação do partido na maioria do Estado. Por enquanto, a direção municipal continua funcionando normalmente. Orosco milita no partido há muito tempo e conquistou o cargo por mérito. Não acredito em qualquer ligação da sua nomeação com a suspensão do diretório", conclui.



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