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Na Capital, MP apura tênis escolares importados da China

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Investigação em São Paulo pode respingar no Paço de São Bernardo, que distribuiu uniformes chineses para os alunos da rede pública


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

30/06/2014 | 07:00


A Promotoria de Justiça do Patrimônio da Capital abriu no fim do ano passado inquérito para apurar se tênis distribuídos a alunos da rede municipal de São Paulo foram contrabandeados da China. A investigação paulistana pode chegar em São Bernardo, onde a Prefeitura adquiriu uniformes escolares de fabricação chinesa, conforme o Diário mostrou na edição de ontem.

Os trabalhos, chefiados em São Paulo pelo promotor José Carlos Blat, foram motivados inicialmente por denúncia a respeito da qualidade dos calçados oferecidos pela gestão de Fernando Haddad, petista assim como o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.

Mães de alunos do sistema municipal informaram ao Ministério Público que tênis estavam estragados em menos de dois meses. Ao jornal Folha de S.Paulo, Blat apontou falhas como fragilidade de solas, tecido e cadarço, além de erro de numeração e palmilhas finas.

Testemunha do caso na Capital relatou que a Vulcasul, empresa responsável pelo fornecimento de tênis às escolas paulistanas, não tinha capacidade industrial para produzir a quantidade de produto licitado no prazo estipulado.

A contestação da qualidade também recai nos uniformes entregues pela Prefeitura de São Bernardo neste ano. Ao Diário, a Capricórnio S/A, vencedora da licitação para fornecimento das roupas aos alunos da rede municipal, confirmou que parte do material é importada da China, com devidos impostos declarados à Receita Federal.

A Capricórnio afiançou ter capacidade industrial para lidar com a demanda de São Bernardo – aproximadamente 155 mil kits –, pois conta com parques fabris em São Carlos (São Paulo), Bragança Paulista (São Paulo) e Natal (Rio Grande do Norte). Para justificar a importação da China, a terceirizada alegou ser uma das maiores fornecedoras de uniformes do País.

A licitação dos uniformes de São Bernardo também é alvo de investigação do MP.

RECORRENTE
A Vulcasul, responsável pelo fornecimento de tênis à prefeitura de São Paulo, foi acionada pelo Gaeco ABC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por fraudes em concorrências públicas de São Bernardo.

A empresa é acusada de participar do cartel que, segundo o MP, burlou licitações para compra de mochilas e tênis à rede pública e que desviou ao menos R$ 4 milhões.

A secretária de Educação do governo Marinho, Cleuza Repulho (PT), também é ré na ação penal pública. Ela sempre defendeu a qualidade dos uniformes entregues aos alunos da cidade.



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Na Capital, MP apura tênis escolares importados da China

Investigação em São Paulo pode respingar no Paço de São Bernardo, que distribuiu uniformes chineses para os alunos da rede pública

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

30/06/2014 | 07:00


A Promotoria de Justiça do Patrimônio da Capital abriu no fim do ano passado inquérito para apurar se tênis distribuídos a alunos da rede municipal de São Paulo foram contrabandeados da China. A investigação paulistana pode chegar em São Bernardo, onde a Prefeitura adquiriu uniformes escolares de fabricação chinesa, conforme o Diário mostrou na edição de ontem.

Os trabalhos, chefiados em São Paulo pelo promotor José Carlos Blat, foram motivados inicialmente por denúncia a respeito da qualidade dos calçados oferecidos pela gestão de Fernando Haddad, petista assim como o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.

Mães de alunos do sistema municipal informaram ao Ministério Público que tênis estavam estragados em menos de dois meses. Ao jornal Folha de S.Paulo, Blat apontou falhas como fragilidade de solas, tecido e cadarço, além de erro de numeração e palmilhas finas.

Testemunha do caso na Capital relatou que a Vulcasul, empresa responsável pelo fornecimento de tênis às escolas paulistanas, não tinha capacidade industrial para produzir a quantidade de produto licitado no prazo estipulado.

A contestação da qualidade também recai nos uniformes entregues pela Prefeitura de São Bernardo neste ano. Ao Diário, a Capricórnio S/A, vencedora da licitação para fornecimento das roupas aos alunos da rede municipal, confirmou que parte do material é importada da China, com devidos impostos declarados à Receita Federal.

A Capricórnio afiançou ter capacidade industrial para lidar com a demanda de São Bernardo – aproximadamente 155 mil kits –, pois conta com parques fabris em São Carlos (São Paulo), Bragança Paulista (São Paulo) e Natal (Rio Grande do Norte). Para justificar a importação da China, a terceirizada alegou ser uma das maiores fornecedoras de uniformes do País.

A licitação dos uniformes de São Bernardo também é alvo de investigação do MP.

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A Vulcasul, responsável pelo fornecimento de tênis à prefeitura de São Paulo, foi acionada pelo Gaeco ABC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por fraudes em concorrências públicas de São Bernardo.

A empresa é acusada de participar do cartel que, segundo o MP, burlou licitações para compra de mochilas e tênis à rede pública e que desviou ao menos R$ 4 milhões.

A secretária de Educação do governo Marinho, Cleuza Repulho (PT), também é ré na ação penal pública. Ela sempre defendeu a qualidade dos uniformes entregues aos alunos da cidade.

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