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Opção ao aterro sanitário


Do Diário do Grande ABC

10/07/2020 | 23:59


A grita causada por empresas do setor privado de coleta e destinação final de resíduos sólidos na esteira do anúncio da Sabesp (Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo), de que, a partir de Diadema, vai entrar no milionário mercado de lixo, dá ideia do grau dos interesses envolvidos na disputa. Eis embate que merece ser acompanhado com especial interesse.

Compreende-se a pronta e firme reação das empresas já estabelecidas no mercado diante do surgimento de concorrente de peso como a Sabesp. Trata-se de mercado altamente rentável. Os serviços de coleta, transporte e destinação final do lixo produzido nas sete cidades do Grande ABC consumiram no ano passado R$ 346 milhões dos cofres públicos, conforme mostrou reportagem publicada por este Diário. Ninguém deixaria de espernear se notasse a menor possibilidade de ameaça a pote de ouro deste tamanho.

Talvez o que mais esteja incomodando os atuais players do setor seja a possibilidade real de a Sabesp, com toda a expertise de décadas de atuação no tratamento de água e coleta de esgoto, apresentar alternativa viável aos aterros sanitários, a vistosa cereja no bolo que é atualmente fonte barata e praticamente inesgotável de renda ao baronato do lixo brasileiro.

A proposta apresentada pela empresa estatal paulista para Diadema, e que certamente deverá servir de modelo para o avanço dos negócios da companhia Brasil afora, na onda do novo marco legal do saneamento nacional, inclui o tratamento dos resíduos na chamada planta industrial, espaço que privilegia a reciclagem e transforma em energia o que restar do lixo – dinâmica que poderia condenar os aterros ao desaparecimento em pouco tempo.

Dados o passivo ambiental que causa e os perigos que representa à natureza, especialmente os riscos de contaminação das águas subterrâneas, a existência de aterros sanitários pode estar com os dias contados. E possivelmente é essa perspectiva que tem incomodado empresários que se acostumaram a ganhar muito dinheiro apenas cobrindo lixo com terra. 



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Opção ao aterro sanitário

Do Diário do Grande ABC

10/07/2020 | 23:59


A grita causada por empresas do setor privado de coleta e destinação final de resíduos sólidos na esteira do anúncio da Sabesp (Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo), de que, a partir de Diadema, vai entrar no milionário mercado de lixo, dá ideia do grau dos interesses envolvidos na disputa. Eis embate que merece ser acompanhado com especial interesse.

Compreende-se a pronta e firme reação das empresas já estabelecidas no mercado diante do surgimento de concorrente de peso como a Sabesp. Trata-se de mercado altamente rentável. Os serviços de coleta, transporte e destinação final do lixo produzido nas sete cidades do Grande ABC consumiram no ano passado R$ 346 milhões dos cofres públicos, conforme mostrou reportagem publicada por este Diário. Ninguém deixaria de espernear se notasse a menor possibilidade de ameaça a pote de ouro deste tamanho.

Talvez o que mais esteja incomodando os atuais players do setor seja a possibilidade real de a Sabesp, com toda a expertise de décadas de atuação no tratamento de água e coleta de esgoto, apresentar alternativa viável aos aterros sanitários, a vistosa cereja no bolo que é atualmente fonte barata e praticamente inesgotável de renda ao baronato do lixo brasileiro.

A proposta apresentada pela empresa estatal paulista para Diadema, e que certamente deverá servir de modelo para o avanço dos negócios da companhia Brasil afora, na onda do novo marco legal do saneamento nacional, inclui o tratamento dos resíduos na chamada planta industrial, espaço que privilegia a reciclagem e transforma em energia o que restar do lixo – dinâmica que poderia condenar os aterros ao desaparecimento em pouco tempo.

Dados o passivo ambiental que causa e os perigos que representa à natureza, especialmente os riscos de contaminação das águas subterrâneas, a existência de aterros sanitários pode estar com os dias contados. E possivelmente é essa perspectiva que tem incomodado empresários que se acostumaram a ganhar muito dinheiro apenas cobrindo lixo com terra. 

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